PERCURSOS CARTOGRÁFICOS ENTRE INFÂNCIAS, ARTES E NATUREZA
Cartografia. Infâncias. Artes. Naturezas. Devir.
A pesquisa se propõe a cartografar os afetos de uma professora junto a infâncias, artes e naturezas, buscando extrair deles o que pode potencializar uma professora de crianças a pensar uma educação com elas. Para isso, foram realizadas experimentações artísticas junto a crianças, artistas e naturezas, movidas inicialmente pelos seguintes questionamentos: Experimentações artísticas entre infâncias e naturezas podem reinventar tempos e espaços escolares? O que pode uma professora-artista-performer-errante ao ensaiar experimentações artísticas com infâncias e naturezas? Que deslocamentos essas experimentações podem provocar no contexto da educação das infâncias? O que pode essa composição — infâncias, artes e naturezas — na escola? As experimentações se deram por meio de vinte e duas aulas-oficinas envolvendo diferentes linguagens artísticas, com artes visuais contemporâneas, grafite, performances, músicas, poesias, vivências teatrais e dança, em colaboração com artistas do Coletivo de Estudos Poéticas do Aprender (CNPqUFRN). A pesquisa foi realizada no contexto do Núcleo de Educação da Infância, Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (NEICAp/UFRN), onde a autora atua como professora, visando desestabilizar suas práticas pedagógicas habituais e abrir espaço para formas outras de aprender e ensinar com crianças, inspiradas nos modos das artes. Margeando entre fronteiras em agenciamentos, em múltiplas composições e buscando encontrar uma zona de indiscernibilidade entre diferentes campos (entre artes, filosofia e educação), foi-se desenhando um mapa móvel composto de efeitos de superfície chamados nesta tese de experimentações crianceiras entre movimentos poéticos na escola, que cintilam junto ao brincar, criançar, criar, atentar, encontrar, mover.