Banca de DEFESA: SULIMAN SADY DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SULIMAN SADY DE SOUZA
DATA : 24/11/2025
HORA: 13:00
LOCAL: https://meet.google.com/xdt-gcke-gsq
TÍTULO:

A PRODUÇÃO DE DADOS E INFORMAÇÕES OFICIAIS DO BRASIL PELO IBGE: UMA PRÁXIS REVELADORA DO ESPAÇO GEOGRÁFICO NO SÉCULO XXI


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-Chave: IBGE; espaço geográfico; uso do território; meio técnico-científico-
informacional.

 


PÁGINAS: 282
RESUMO:

O espaço geográfico assume a função de “instância social” e somente pode ser plenamente
decifrável se observado enquanto totalidade; de outro modo, ele se distancia da tarefa de ser o
objeto da geografia. Entre os elementos constitutivos do espaço geográfico estão as
instituições. Nada escapa ao espaço, nem mesmo o sujeito que lhe dá sentido, ou seja, o homem.
Se às firmas cabe a função de prover o espaço de bens, serviços e ideias, as instituições
cumprem o papel de materializá-lo, ordená-lo e até legitimá-lo. A noção abstrata relacionada
ao espaço geográfico converte-se em algo mais inteligível se o tratarmos como um conteúdo
constituído por fixos, objetos imóveis, e fluxos, objetos móveis, e no qual se dá um quadro de
vida, sendo tal quadro híbrido e, ao mesmo tempo, revestido de materialidade e de vida social;
eis o espaço geográfico historicizado, aqui convertido por Milton Santos e Maria Laura Silveira
em sinônimo de território usado. No espaço geográfico do nosso tempo, que também se
desdobra em espaço racional, estão contidas duas componentes: a técnica, que impõe
hodiernamente uma sujeição do homem à máquina ou às coisas, e a informação, um trunfo
indissociável da primeira quando pensamos o meio técnico-científico-informacional. Esse
novo meio coincide com o período que lhe é homônimo, sendo forjado a partir de uma
tecnosfera e de uma psicosfera próprias da nossa geração. A presença do IBGE se amalgamou
na realidade brasileira ao longo de quase nove décadas de existência e, com uma vocação para
ir além dos limites de suas instalações, o órgão sempre esteve atento às demandas da sociedade
e às suas próprias necessidades. Na atualidade, o IBGE tem concentrado múltiplas tarefas e um
dado que pouco se associa a ele é que a sua atuação favorece o exercício democrático. O projeto
de país gestado na Constituição Federal de 1988 somente se concretiza com os dados que
cotidianamente o IBGE fornece à sociedade. O Pacto Federativo vigente na Carta Magna trata, entre tantos temas, de composição de uma parte dos membros do Congresso Nacional e de
rateio de verbas públicas pelos chamados entes da federação. Uma dessas fontes de recursos é
o FPE, já uma segunda fonte corresponde ao FPM. Ambos são determinados pelos
quantitativos populacionais registrados periodicamente pelo Instituto. Cabe então ao órgão
prover a sociedade e os entes federativos de dados confiáveis que remetam à realidade do país
para que o equilíbrio desse pacto acordado possa se manter intacto. A ideia de território é
intrínseca ao cotidiano das atividades desenvolvidas pelo IBGE, daí não haver a dissociação
entre estatística e geografia no órgão brasileiro, bem como é necessário relacioná-lo aos
conceitos miltonianos de espaços geográficos (sistema de ações e sistema de objetos), uso do
território e meio técnico-científico-informacional. Um acúmulo de dificuldades pelas quais
passa o IBGE incide diretamente na sua autonomia técnica e financeira, condição necessária
ao livre exercício das suas funções. Em nível mais abrangente, se o órgão nacional responsável
pela produção de dados e informações que traduzem o Brasil como ele realmente é não goza
de plenos poderes e condições ao cumprimento de seus deveres, pensamos que logo estaremos
diante de um comprometimento da soberania nacional, pois um país que não se conhece acaba
se fragilizando perante os demais. Com base no panorama apresentado, a presente pesquisa
objetiva analisar a produção de dados e informações oficiais do Brasil pelo IBGE enquanto
prática reveladora do espaço geográfico no século XXI. Para viabilizá-la, utilizamos como
meios procedimentais de natureza teórica e metodológica os levantamentos bibliográficos em
diferentes estágios dessa investigação e a pesquisa documental.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2346233 - FRANCISCO FRANSUALDO DE AZEVEDO
Interno - 3263586 - FRANCISCO JABLINSKI CASTELHANO
Externo ao Programa - 3214278 - LEANDRO VIEIRA CAVALCANTE - UFRNExterno à Instituição - ENRIQUE VIANA SUBERVIOLA - UB
Externo à Instituição - ANTONIO NIVALDO HESPANHOL - UNESP
Notícia cadastrada em: 26/11/2025 12:34
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