“BLENDS” DE AGARANA SULFATADA DE Gracilaria birdiae E EXTRATOS AQUOSOS DE Citrus limon E Allium sativum: PRODUÇÃO, CARACTERIZAÇÃO ESTRUTURAL E AVALIAÇÃO DA ATIVIDADE ANTIOXIDANTE IN VITRO E IN VIVO
Estresse oxidativo; Polissacarídeos sulfatados; Blends antioxidantes; Biocompatibilidade.
Controlar o estresse oxidativo é fundamental para prevenir e tratar diversas doenças crônicas, o que torna a busca por antioxidantes seguros e eficazes uma prioridade. O alho (Allium sativum) e o limão (Citrus limon) são fontes reconhecidas de compostos bioativos; no entanto, seu uso em doses elevadas pode resultar em efeitos indesejados ou limitações relacionadas à biodisponibilidade. Nesse contexto, polissacarídeos de algas marinhas, como as agaranas sulfatadas de Gracilaria birdiae, surgem como alternativas promissoras para compor matrizes capazes de estabilizar e potencializar essas propriedades. Neste estudo, foram desenvolvidos blends combinando o extrato de alho e limão (LG) com a agarana sulfatada (SPGB). Inicialmente, foram avaliados o potencial antioxidante e o comportamento redox por meio de ensaios in vitro, bem como a estabilidade e a segurança biológica em modelos celulares e em embriões de Danio rerio. O blend LG:SPGB na proporção 3:1 destacou-se, apresentando maior capacidade redutora e melhor desempenho na quelação de metais em comparação ao extrato isolado, além de maior estabilidade e menor citotoxicidade. A presença da agarana permitiu manter a eficiência antioxidante mesmo com redução da concentração de LG, contribuindo para minimizar possíveis efeitos adversos associados a compostos como alicina e dialil dissulfeto, bem como flavonoides como hesperidina e quercetina. Adicionalmente, os efeitos biológicos das formulações foram investigados em modelos celulares e no zebrafish sob estresse oxidativo induzido por H₂O₂. O blend B3:1 apresentou desempenho superior ao promover redução de espécies reativas de oxigênio, preservação da organização do citoesqueleto, manutenção da densidade celular e aumento da atividade da glutationa S-transferase (GST), indicando efeito citoprotetor consistente. Esses resultados sugerem uma complementaridade funcional entre o extrato vegetal e a agarana, contribuindo para maior estabilidade redox e proteção celular. Em conjunto, os dados demonstram que esses blends constituem sistemas biocompatíveis e promissores, com potencial aplicação em produtos nutracêuticos e farmacêuticos, embora estudos adicionais sejam necessários para validação em modelos mais complexos e avaliação de biodisponibilidade.