Banca de QUALIFICAÇÃO: RAISA ACACIO FRANCA COSTA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RAISA ACACIO FRANCA COSTA
DATA : 20/08/2025
HORA: 09:00
LOCAL: Salas da GEP
TÍTULO:

INTRODUÇÃO ALIMENTAR EM PREMATUROS: RELAÇÃO COM O PERFIL ALIMENTAR MATERNO


PALAVRAS-CHAVES:

Consumo Alimentar, Prematuridade, Alimentação Complementar


PÁGINAS: 42
RESUMO:

Introdução: Os hábitos alimentares maternos influenciam diretamente a alimentação complementar dos filhos. Estudos reforçam a ideia de que o consumo alimentar materno atua como um modulador da qualidade e variedade dos alimentos oferecidos aos filhos. A condição da prematuridade resulta em condições que tornam ainda mais difícil a fase de introduzir novos alimentos as crianças, hábitos alimentares maternos inadequados associados a questões inerentes a prematuridade podem levar a criança a desenvolver um padrão alimentar indesejável. Objetivo: Analisar a influência de o consumo alimentar materno na introdução alimentar de bebês prematuros. Metodologia: Estudo observacional transversal e analítico, com crianças nascidas prematuramente que foram atendidas no ambulatório de seguimento da Maternidade Escola Januário Cicco e suas mães. Das crianças que nasceram prematuras serão coletados dados pessoais, nutricionais e informações referente aos nove indicadores propostos pela guia técnico publicado pela Organização Mundial de Saúde de 2021. As variáveis maternas coletadas serão consumo alimentar, renda familiar mensal, número de pessoas na casa, escolaridade materna, situação conjugal materna, trabalho materno fora de casa e participação em programa de transferência de renda. Serão consideradas significativas as análises que p < 0,05. Resultados: Foram incluídos 83 binômios mãe-bebê, 22% dos bebês tiveram uma introdução considerada precoce (antes dos 6 meses de idade corrigida). Sobre a qualidade de a introdução alimentar das crianças 66,2% realizavam o consumo de algum tipo de alimento não saudável, entretanto 92% das crianças consumiam frutas ou vegetais. As maiorias das mães tinham em seus recordatórios a presença de bebidas açucaradas e expressou consumir alimentos classificados não saudáveis, bem como observamos elevadas prevalências de inadequação na ingestão de micronutrientes essenciais, como vitaminas D, E, A e B6, cálcio e selênio. Ademais, identificamos uma associação entre o consumo de alimentos não saudáveis pela mãe e pela criança (p = 0,028) e entre o consumo de frutas e verduras pela mãe e pela criança (p = 0,004). Além disso, a regressão logística demostrou que grau de escolaridade materna e consumo de alimentos não saudáveis pela mãe foram preditores para o não consumo de alimentos não saudáveis pela criança (p = 0,046). Considerações finais: Foi possível observar que há uma associação entre as práticas alimentares maternas e de seus bebês nascidos prematuramente, com destaque do impacto da escolaridade materna. A alta inadequação na ingestão de micronutrientes essenciais pela mãe é preocupante, considerando o potencial impacto da alimentação materna sobre a saúde nutricional da criança, tanto por meio da amamentação quanto pelo papel modelador de hábitos alimentares. Dessa forma, os resultados reforçam a importância de estratégias de educação alimentar e nutricional voltadas às mães, com foco não apenas na adequação qualitativa da dieta infantil, mas também na promoção de escolhas alimentares saudáveis no ambiente familiar.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 1837366 - DANIELLE SOARES BEZERRA
Externa à Instituição - JOSIANE STELUTI
Presidente - 2315640 - MARCIA MARILIA GOMES DANTAS LOPES
Notícia cadastrada em: 25/07/2025 08:22
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