Banca de QUALIFICAÇÃO: LIZIANE VIRGINIA PEREIRA FREIRE

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LIZIANE VIRGINIA PEREIRA FREIRE
DATA : 29/08/2025
HORA: 14:00
LOCAL: Salas da GEP/MEJC
TÍTULO:

AVALIAÇÃO DA INSTABILIDADE GENÔMICA E CICLO CELULAR EM MULHERES COM ENDOMETRIOSE


PALAVRAS-CHAVES:

Endometriose; Instabilidade genômica; Ciclo celular; Infertilidade; Biomarcadores


PÁGINAS: 50
RESUMO:

A endometriose é uma doença ginecológica inflamatória crônica e multifatorial, que afeta cerca de 10-15% das mulheres em idade reprodutiva, estando associada à dor pélvica crônica, infertilidade e prejuízo na qualidade de vida. Evidências recentes sugerem que a instabilidade genômica e a desregulação do ciclo celular desempenham papel central na fisiopatologia da doença. Este estudo teve como objetivo avaliar a frequência de biomarcadores de instabilidade genômica (apoptose, micronúcleos, pontes nucleoplasmáticas e brotos nucleares) e alterações no ciclo celular em mulheres com endometriose, relacionando-os a variáveis clínicas, como grau da doença, fertilidade, uso de progestágenos e presença de doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Trata-se de um estudo observacional, transversal, realizado com 55 mulheres diagnosticadas com endometriose. Foram aplicados questionários clínicos e sociodemográficos, além da coleta de sangue periférico para realização do ensaio do micronúcleo com bloqueio da citocinese (CBMN) e a análise das fases do ciclo celular (G1, S e G2) por citometria de fluxo. Observou-se correlação significativa entre o grau da endometriose e infertilidade (ρ = –0,41; p = 0,0038), evidenciando que estágios mais avançados estão associados à menor fertilidade. Embora a maioria dos biomarcadores avaliados não tenha apresentado diferença estatisticamente significativa entre os grupos, verificou-se que mulheres com DCNTs (p = 0,0110) e inférteis (p = 0,0203) apresentam menor percentual de células na fase G2, sugerindo falha no checkpoint G2/M. Outras tendências também foram observadas, como o efeito potencialmente protetor do progestágeno, associado a maior frequência de apoptose e menor atividade proliferativa com o seu uso, bem como a redução progressiva na fase G2 conforme o agravamento do grau da doença, embora ambos os achados não tenham alcançado significância estatística (p > 0,05). Conclui-se que a instabilidade genômica e a desregulação do ciclo celular podem estar implicadas na fisiopatologia da endometriose e sua associação com infertilidade e DCNTs. Apesar da ausência de significância estatística, os dados preliminares apontam tendências relevantes que justificam a ampliação da amostra para confirmação dos achados e desenvolvimento de estratégias diagnósticas não invasivas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3313589 - JANAINA CRISTIANA DE OLIVEIRA CRISPIM FREITAS
Externa à Instituição - PAULA ANDREA DE ALBUQUERQUE SALLES NAVARRO - USP
Interna - 1674709 - VIVIANE SOUZA DO AMARAL
Notícia cadastrada em: 04/08/2025 15:24
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