O TRABALHO DOS AGENTES DE COMBATE ÀS ENDEMIAS NO CONTROLE DE ARBOVIROSES URBANAS
Trabalho do Agente; Agentes de Combate às Endemias; Produção científica; Brasil
Introdução: O trabalho dos Agentes de Combate às Endemias no Brasil tem seus primeiros registros no controle de doenças como a febre amarela, de forma mais organizada, no início do século XX. Nessa época, os Agentes de Combate às Endemias eram denominados de polícia sanitária e atuavam de forma especializada em doenças específicas. A urbanização crescente da população e o desequilíbrio ambiental resultante, principalmente pelo crescimento urbano desordenado, especialmente a partir da década de 1960, aliado a outros fatores, levaram a um aumento importante das doenças vetoriais. A descentralização das atividades de controle vetorial que era executada pelo governo federal passou a ser de responsabilidade dos municípios, e esse processo de descentralização teve início a partir da Constituição Federal de 1988 e suas leis regulamentadoras. Tal mudança trouxe novos desafios, pois exigiu que os municípios se organizassem para assumir esses trabalhos de controle vetorial e criassem suas próprias equipes de Agentes de Combate às Endemias. Objetivo: A presente dissertação pretende compreender o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias no controle das arboviroses no Brasil. Metodologia: Foi feita uma pesquisa na literatura para mapear artigos que abordassem o trabalho dos Agentes de Combate às Endemias. Os resultados encontrados foram analisados a partir do referencial teórico de Bardin, seguindo os passos sugeridos pela autora. Posteriormente, foram feitas análises caracterizando cada uma das categorias elencadas acompanhadas de uma descrição dos principais pontos encontrados. Resultados: Os resultados demonstram a importância dos Agentes de Combate às Endemias, bem como evidenciam que existe uma precariedade nas condições de trabalho dos agentes. Apesar de ter havido importantes avanços em relação ao reconhecimento dos Agentes de Combate às Endemias como profissionais de saúde pela Lei nº 14.536/23, ainda existe um caminho importante a ser trilhado para que haja um reconhecimento, não só por outros profissionais como também pela população atendida por eles. Destaca-se que há vários pontos positivos, tanto com relação à percepção que os Agentes de Combate às Endemias têm do seu próprio trabalho quanto ao que outros atores consideram sobre a importância desses profissionais. Entretanto, há vários pontos a serem melhorados, pois há um estigma muito grande quanto à categoria, trazendo frustração e diminuindo a autoestima dos agentes.