USO DA ROBÓTICA EDUCACIONAL COMO FERRAMENTA DE ESTÍMULO À COMUNICAÇÃO E INTERAÇÃO SOCIAL EM CRIANÇAS COM TEA
Palavras-chave: Robótica Educacional; Transtorno do Espectro Autista; Habilidades
Socioemocionais; Inclusão; Oficinas Tecnológicas.
A robótica educacional tem se destacado como uma abordagem pedagógica capaz de
favorecer processos cognitivos, comunicativos e socioemocionais, especialmente em
contextos inclusivos que envolvem estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Apesar do crescente uso dessas tecnologias no ambiente escolar, ainda existem lacunas quanto
à sistematização de evidências sobre suas contribuições para o desenvolvimento da
comunicação funcional, da interação social e da colaboração entre estudantes
neurodivergentes. Diante dessa lacuna, esta pesquisa tem como objetivo analisar como
Oficinas Tecnológicas de Robótica podem favorecer o desenvolvimento de habilidades
socioemocionais em especial a comunicação e interação social em estudantes com TEA do
Ensino Fundamental Anos Finais. A investigação será realizada em parceria com a Secretaria
Municipal de Educação de Patos, o Setor de Inclusão, o NIPE e o CAPS Infantil, envolvendo
profissionais especializados em psicologia, fonoaudiologia, psiquiatria infantil,
neurodesenvolvimento e pedagogia. A metodologia adotada é de natureza aplicada, com
abordagem de métodos mistos e delineamento convergente, integrando dados quantitativos e
qualitativos de forma simultânea. O estudo caracteriza-se como pesquisa-ação e estudo de
campo, incorporando elementos de estudo de caso múltiplo, com intervenção composta por 16
Oficinas Tecnológicas desenvolvidas ao longo de dois meses. Para coleta de dados, serão
utilizados instrumentos quantitativos, qualitativos e híbridos, validados por juízes
especialistas e aplicados com teste piloto prévio. A análise quantitativa será conduzida por
estatística descritiva e pelo teste de Wilcoxon, enquanto a análise qualitativa seguirá a Análise
de Conteúdo proposta por Bardin, com apoio dos softwares NVivo e SPSS. A triangulação
convergente integrará os achados, permitindo identificar convergências, divergências e
padrões interpretativos entre diferentes fontes de dados. Espera-se que as Oficinas
Tecnológicas favoreçam avanços em comunicação funcional, atenção conjunta, engajamento
social, colaboração e flexibilidade cognitiva/emocional dos participantes, fortalecendo a
participação ativa em atividades coletivas. Conclui-se que a pesquisa poderá oferecer
evidências relevantes para práticas pedagógicas inclusivas, orientar políticas públicas de
educação especial e contribuir para o avanço científico na interface entre robótica
educacional, neurodesenvolvimento e habilidades socioemocionais.