Projeto Pedagógico do Curso

O graduado de Zootecnia da UFRN deverá ser um profissional com sólida formação básica e técnica, capaz de acompanhar a evolução dos conhecimentos científicos e tecnológicos e de atuar na região em que vive, com visão sobre as dimensões econômicas, políticas e sociais do Brasil no contexto mundial.

O egresso do curso de Zootecnia deve ter consciência ética e política e estar preparado para:
a) gerenciar ou prestar assistência técnica aos sistemas de produção animal, em todos os níveis, agregando valores e otimizando a aplicação dos recursos e tecnologias sociais e economicamente adaptáveis;
b) atender às demandas da sociedade quanto à excelência da qualidade dos produtos, contribuindo para a garantia da saúde pública e do desenvolvimento sustentável;
c) viabilizar sistemas alternativos de produção e comercialização, para atender aos interesses específicos das comunidades inseridas à margem da economia de escala;
d) compreender o sistema produtivo no contexto da gestão ambiental;
e) atuar com autonomia intelectual e espírito investigativo na busca de soluções para problemas e conflitos, dentro dos limites éticos impostos pela sua capacidade e consciência profissional;
f) cumprir o papel de agente empresarial, com perfil ativo e visão empreendedora, de forma a contribuir para as transformações sociais.
g) conhecer, interagir e influenciar as decisões de agentes e instituições para gestão de políticas setoriais ligadas ao seu campo de atuação.

Empresas agropecuárias, fazendas de criação, relacionadas a Bovinocultura de Corte e de Leite, Ovinocultura, Caprinocultura, Babalinocultura, Equideocultura, Suinocultura, Avicultura, Cunicultura, Piscicultura, Carcinicultura, Ranicultura, Apicultura, Sericultura

Considerando o perfil para o profissional de Zootecnia delineado neste projeto, assim como, as especificações descritas na Resolução nº 4, de 2 de fevereiro de 2006 do Conselho Nacional de Educação/Câmara de Educação Superior, o novo Projeto Pedagógico para o curso de Zootecnia da UFRN, deverá oferecer uma formação para
que o aluno desenvolva, pelo menos, as seguintes competências:
a) fomentar, planejar, coordenar e administrar programas de melhoramento genético das diferentes espécies animais de interesse econômico e de preservação, visando a maior produtividade, equilíbrio ambiental e respeitando as biodiversidades no desenvolvimento de novas biotecnologias agropecuárias;
b) atuar na área de nutrição e alimentação animal, utilizando seus conhecimentos sobre o funcionamento do organismo animal, visando ao aumento de sua produtividade e ao bem-estar animal, suprindo suas exigências, com equilíbrio fisiológico;
c) responder pela formulação, fabricação e controle de qualidade das dietas e rações para animais, responsabilizando-se pela eficiência nutricional das fórmulas;
d) planejar e executar projetos de construções rurais, de formação e/ou produção de pastos e forrageiras e de controle ambiental;
e) pesquisar e propor formas mais adequadas de utilização dos animais silvestres e exóticos, adotando conhecimentos de biologia, fisiologia, etologia, bioclimatologia, nutrição, reprodução e genética, tendo em vista seu aproveitamento econômico ou sua preservação.
f) administrar propriedades rurais, estabelecimentos industriais e comerciais ligados à produção, ao melhoramento e a tecnologias animais.
g) avaliar e realizar peritagem em animais, identificando taras e vícios, com fins administrativos, de crédito, de seguro e judiciais bem como elaborar laudos técnicos e científicos no seu campo de atuação;
h) planejar, pesquisar e supervisionar a criação de animais de companhia, de esporte ou lazer, buscando seu bem-estar, equilíbrio nutricional e controle genealógico;
i) avaliar, classificar e tipificar produtos e subprodutos de origem animal, em todos os seus estágios de produção;
j) responder técnica e administrativamente pela implantação e execução de rodeios, exposições, torneios e feiras agropecuárias. Executar o julgamento, supervisionar e assessorar inscrição de animais em sociedades de registro genealógico, exposições, provas e avaliações funcionais e zootécnicas;
k) realizar estudos de impacto ambiental, por ocasião da implantação de sistemas de produções de animais, adotando tecnologias adequadas ao controle, ao aproveitamento e à reciclagem dos resíduos e dejetos;
l) desenvolver pesquisas que melhorem as técnicas de criação, transporte, manipulação e abate, visando ao bem-estar animal e ao desenvolvimento de produtos de origem animal, buscando qualidade, segurança alimentar e economia;
m) atuar nas áreas de difusão, informação e comunicação especializada em Zootecnia, esportes agropecuários, lazer e terapias humanas com uso de animais;
n) assessorar programas de controle sanitário, higiene, profilaxia e rastreabilidade animal, públicos e privados, visando à segurança alimentar humana;
o) responder por programas oficiais e privados em instituições financeiras e de fomento à agropecuária, elaborando projetos, avaliando propostas e realizando perícias e consultas;
p) planejar, gerenciar ou assistir diferentes sistemas de produção animal e estabelecimentos agroindustriais, inseridos desde o contexto de mercados regionais até grandes mercados internacionalizados, agregando valores e otimizando a utilização dos recursos potencialmente disponíveis e tecnologias sociais e economicamente adaptáveis;
q) atender às demandas da sociedade quanto à excelência na qualidade e segurança dos produtos de origem animal, promovendo o bem-estar, a qualidade de vida e a saúde pública;
r) viabilizar sistemas alternativos de produção animal e comercialização de seus produtos ou subprodutos, que respondam aos anseios específicos de comunidades à margem da economia de escala;
s) pensar os sistemas produtivos de animais contextualizados pela gestão dos recursos humanos e ambientais;
t) trabalhar em equipes multidisciplinares, possuir autonomia intelectual, liderança e espírito investigativo para compreender e solucionar conflitos, dentro dos limites éticos imposto pela sua capacidade e consciência profissional;
u) desenvolver métodos de estudo, tecnologias, conhecimentos científicos, diagnósticos de sistemas produtivos de animais e outras ações para promover o desenvolvimento científico e tecnológico.
v) promover a divulgação das atividades da Zootecnia, utilizando-se dos meios de comunicação disponíveis e da sua capacidade criativa em interação com outros profissionais;
w) desenvolver, administrar e coordenar programas, projetos e atividades de ensino, pesquisa e extensão, bem como estar capacitado para atuar nos campos científicos que permitem a formação acadêmica do Zootecnista;
x) atuar com visão empreendedora e perfil pró-ativo, cumprindo o papel de agente empresarial, auxiliando e motivando a transformação social;                                                                                                              z) conhecer, interagir e influenciar as decisões de agentes e instituições na gestão de políticas setoriais ligadas ao seu campo de atuação.

Através dos parâmetros estabelecidos pelos dispositivos legais mencionados, foram selecionados e estruturados os conteúdos curriculares de maneira a melhor atender as exigências para a formação do profissional de Zootecnia.

O ensino de Zootecnia é um processo complexo, para o qual não basta que seus professores e alunos realizem atividades envolvendo plantas e animais vivos. É de fundamental importância, identificar a planta e o animal – objeto de estudo, para observar suas reações no meio em que vive, descrevê-lo e fazer experimentações. É
igualmente importante, que essa observação seja direta, surpreendendo o objeto de estudo em seu próprio habitat. Na medida do possível, recomenda-se que o experimento seja realizado com os melhores elementos, para que as conclusões obtidas sejam as mais prováveis.

No âmbito das Ciências Agrárias, compreende-se que para estabelecer princípios e regras de aplicação ao próprio meio, o Zootecnista precisa surpreender o animal ou a planta nas suas relações com o meio ambiente e com o homem que o cria, ou seja, seu criador. Em decorrência disso, muitas vezes torna-se necessário ultrapassar as instalações físicas das instituições universitárias, para que o processo de ensino se desenvolva com a objetividade requerida para a produção do conhecimento científico.

Com estas preocupações, a UFRN mantém convênios com diversas instituições do Estado e da região Nordeste e, vem ampliando cada vez mais as parcerias com órgãos de pesquisa, associações, sindicatos, proprietários rurais e empresas em geral que atuam no ramo do agronegócio. É um esforço para viabilizar a articulação da teoria com a prática e o reconhecimento da importância do saber produzido no exercício da profissão.

Para implementação de um projeto pedagógico com essa perspectiva metodológica, fica evidenciada a necessidade de transporte para deslocamento dos alunos e professores aos espaços externos a UFRN. Essa questão dos meios de transporte é um problema que precisa ser resolvido, a fim de que as tividades acadêmicas que requerem outros cenários não deixem de ser realizadas.

Em termos metodológicos é igualmente indispensável ao curso de Zootecnia da UFRN, instalações zootécnicas adequadas e dispor de coleções completas de diversas espécies domésticas, com suas respectivas raças. Por conseguinte, não se trata simplesmente, de colocar a planta ou o animal vivo à disposição dos professores e
alunos. Este objeto de estudo é muito significativo para o processo de ensino aprendizagem, principalmente quando existe no seu próprio ambiente.

Quanto às instalações físicas, a base do Colégio Agrícola de Jundiaí, desde que receba as reformas necessárias, poderá suprir, em grande parte, às necessidades de espaços acadêmicos compatíveis com o novo projeto para o curso de Zootecnia da UFRN. Assim, é necessário a construção ou ampliação no mínimo dos seguintes espaços, todos devidamente equipados para uso pelos alunos:
1. Laboratório de Botânica, Sistemática e Morfologia Vegetal;
2. Laboratório de Sementes Forrageiras;
3. Laboratório de Nutrição Animal;
4. Laboratório de Reprodução Animal:
5. Laboratório de Informática;
6. Quatro (4) salas de aulas climatizadas;
7. Salas para professores;
8. Sala para a Coordenação;
9. Viveiro de produção de mudas com capacidade de 50.000 plantas, incluindo estufa com bancadas, sistema de irrigação e fontes de água;
10. Capril com capacidade para 120 caprinos, compreendendo as fases de criação e ordenha;
11. Granja completa para suínos com espaço para gestação, maternidade, creche, terminação e fábrica de ração, com capacidade para 50 matrizes;
12. Estábulo para bovinos leiteiros com capacidade para 60 vacas;
13. Galpão para aves com capacidade para 1000 frangos de corte.

Neste projeto, a estrutura curricular pressupõe princípios norteadores, objetivos e estratégias metodológicas capazes de orientar os alunos para a pesquisa e a extensão, assim como, para o estudo sobre os indicativos zootécnicos e sócioeconômicos da região. Compreender esta realidade é fundamental para que se possa contribuir para o desenvolvimento e a transformação social, daí a importância da participação dos alunos em atividades extracurriculares, de forma a envolver aspectos técnicos da realidade capazes de oferecer fundamentos da prática para a formação cultural e científica do Zootecnista.

Para atingir os objetivos definidos para essa formação, será desenvolvida uma metodologia de trabalho que tem por base a interação do corpo técnico, docente e discente do curso entre si com os órgãos e instituições que atuam no âmbito das Ciências Agrárias.

A concepção metodológica norteadora do presente Projeto Pedagógico sinaliza para a necessidade da equipe de professores do curso atuar como “grupo”, vivenciando um processo de reflexão constante da prática pedagógica. Ou seja, é preciso que os professores tenham consciência dos limites de suas ações, mas, também, atuem
profissionalmente, com senso de coletividade, para que se possam atingir aos objetivos propostos para o curso de Zootecnia.

Propõe-se a realização de reuniões periódicas envolvendo os docentes que lecionam nesse curso, independentemente de seu departamento de origem.

Para estas reuniões, pretende-se desenvolver ações que promovam:
♦ entrosamento entre os professores do curso;
♦ organização da oferta de disciplinas, de forma a contribuir para a formação do aluno, nos perfis delineados para o curso, considerando a contribuição de cada disciplina nos respectivos períodos em que são oferecidas;
♦ discussão com os professores sobre o conteúdo completo do curso, permitindo uma melhor contextualização das disciplinas na estrutura curricular;
♦ identificação das disciplinas que possuem conteúdos transversais, ou seja, envolvem assunto ou tópicos que serão estudados em outras disciplinas;
♦ adoção de medidas que evitem a repetição desnecessária de conteúdos;
♦ troca de informações entre professores de formação profissional com os de formação básica acerca do enfoque mais adequado para o processo de ensinoaprendizagem de determinados conteúdos, tendo em vista o desenvolvimento de competências e habilidades assim como as especificidades do curso;
♦ articulação entre professores do mesmo nível, viabilizando a realização de trabalhos interdisciplinares;
♦ discussão de temas, assuntos e ou problemas relacionados aos alunos ou ao curso, sempre que se fizer necessário em um fórum de debate mais amplo que o colegiado.

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Como parte do Projeto Pedagógico, a avaliação deste não se esgota em um formulário aplicado ao final de um semestre letivo, uma disciplina ou atividade, já que se constitui numa metodologia altamente passível da interferência dirigida dos atores envolvidos podendo, portanto não refletir a realidade. O processo de avaliação como parte integrante de um projeto desta natureza requer o envolvimento de todos os segmentos envolvidos no curso, para, em tempo hábil, diagnosticar a aprendizagem dos alunos e a própria execução do projeto.
A avaliação tem, portanto, sentido de diagnóstico, devendo, para isto, dispor de informações básicas para elaboração de indicadores objetivos e eficazes no acompanhamento do processo de aprendizagem dos alunos e do desenvolvimento do projeto.

Na prática, isto implica na necessidade dos professores e alunos reverem a compreensão acerca do significado e alcance social das práticas avaliativas que estão sendo desenvolvidas no curso de Zootecnia da UFRN. Sem dúvida, esta é uma questão complexa que demanda posicionamento consciente de todos os envolvidos na
execução do Projeto Pedagógico e tempo para vivência de uma prática de reflexão coletiva, com vistas à superação dos processos de avaliação classificatória que, de modo geral, predominam em todos os níveis do ensino.
Para o curso de Zootecnia, este projeto prevê um processo de avaliação que tem como base os seguintes pontos e procedimentos:
a) Questionário a ser respondido pelos alunos ao final de cada semestre para
cada disciplina ministrada e seu referido (s) docente (s) e, também, sobre a atuação da
coordenação do curso de Zootecnia, Departamentos e Centros Acadêmicos.
b) Reuniões por parte da coordenação do curso, com professores em vários
níveis, mostrando o que é a Zootecnia, e incentivando para o desenvolvimento de
pesquisas, extensão e outras atividades similares no campo da Zootecnia. Essas
reuniões terão, também, como objetivo, mostrar aos diversos docentes quais são os
anseios dos alunos, tendo como base a avaliação dos mesmos, pelos resultados
obtidos no processo de avaliação.
c) Indicação, pelos alunos, de um representante, no início de cada semestre,
para atuar junto a Coordenação do Curso e em outras instâncias da UFRN, como
Centro Acadêmico de Zootecnia (CAZOO), Diretório Central de Estudantes (DCE),
Colegiado do Curso, etc.
d) Envolvimento ativo dos alunos do CA nas diversas atividades avaliativas do
curso de Zootecnia.
e) Avaliação ao fim de cada 2º período letivo anual do curso através do
Colegiado do Curso de Zootecnia, objetivando adoção de medidas e ajustes
necessários ao desenvolvimento do Projeto Pedagógico, assim como a indicação de
propostas com vistas à melhoria do curso.

Em relação ao questionário destinado aos alunos, esse deverá ser simples, de modo que avalie o desempenho docente e discente, na disciplina. O formulário de Avaliação Didática – Pedagógica que deverá ser preenchido pelo corpo discente deverá ser, oportunamente discutido e aprovado pelo Colegiado do curso. Nessa mesma instância, e em consonância com as orientações da Coordenação Didático-Pedagógica da Pró-Reitoria de Graduação da UFRN, serão discutidas providências e os procedimentos adequados, antes, durante e após sua aplicação.

As reuniões com os docentes que ministram disciplinas para o curso de Zootecnia deverão ser convocadas e dirigidas pelo Coordenador do Curso, com o conhecimento do respectivo Diretor de Centro Acadêmico e Chefe de Departamento ao qual o professor pertence.

O objetivo de existir um representante dos alunos para atuar junto à Coordenação do Curso decorre do fato de que cada turma tem seus problemas específicos, os quais não podem ser tratados de forma geral. Além disso, o
conhecimento dos problemas específicos por parte da Coordenação, minimiza as dificuldades na busca de solução e aumenta as possibilidades de atendimento em tempo hábil, às solicitações dos alunos e professores.
As reuniões com os representantes deverão ser realizadas, em qualquer tempo e individualmente, quando o caso for exclusivamente peculiar àquela turma. As reuniões gerais envolvendo todos os representantes deverão realizar-se, no mínimo, duas vezes por semestre. Sugere-se como prováveis datas das reuniões gerais, que a primeira ocorra nas primeiras semanas de aula, e a segunda até o transcorrer de dois terços do
semestre letivo em vigor.

A atuação do CA dos alunos de Zootecnia, junto à Coordenação, deverá também, contribuir para uma avaliação geral do que está sendo desenvolvido no momento, em consonância com o Projeto Pedagógico do curso.
Através da sistemática de avaliação proposta no presente projeto, caberá à Coordenação do Curso de Zootecnia realizar ações que promovam o desenvolvimento das diversas áreas de interesse do profissional Zootecnista. Estas ações deverão priorizar a melhoria das condições de ensino, sejam elas relacionadas às ações
Didático-Pedagógicas, às questões de investimento em laboratórios e equipamentos ou aos aspectos das áreas em franco desenvolvimento, possibilitando a realização de cursos de extensão e outras atividades que atendam momentaneamente aos anseios da sociedade e comunidade universitária.

A gestão dessas ações, certamente, exigirá a demanda de recursos em diversas fontes, no interior da própria UFRN e de instituições externas de iniciativa pública e privada.
Em função do caráter interativo da Zootecnia, os segmentos de pessoal técnico, docentes e discentes envolvidos neste Projeto Pedagógico, deverão estar abertos a um processo de avaliação, que requer, sobretudo, muito entusiasmo e uma postura crítica e empreendedora, na busca de soluções inovadoras para os problemas da formação do Zootecnista pela UFRN.

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