Projeto Pedagógico do Curso

       O químico, qualquer que seja o campo da Química em que atue, deve ser um visionário apoiado no saber científico sólido e atualizado, ser capaz de prever, abordar e desenvolver racionalmente os problemas gerados a partir do desenvolvimento científico e tecnológico na área da Química com viés empreendedor e de sustentabilidade, considerando os eixos econômico, ambiental e social. Como mentor do desenvolvimento
científico ele deve ser o principal agente na busca de forma e fórmulas que demonstrem o saber, o fazer científico e tecnológico.
       Também, a ética e a atitude investigativa devem ser constantes no seu dia-a-dia. O perfil geral traçado para o profissional de Química é a origem dos perfis específicos que podem ser tomados como referência para os alunos do curso de Química do Petróleo, em função das diversificações curriculares que lhe são ofertadas.
        Assim sendo, o curso de Química do Petróleo da UFRN, destina-se ã formação de bacharéis em Química do Petróleo com atribuições tecnológicas direcionadas para as áreas do petróleo, gás natural, biocombustíveis e derivados com conhecimento de sua origem e exploração, projeto e aplicação de fluidos, tratamento, refino,
caracterização de óleos e derivados, qualidade de produto, sempre considerando os impactos ambientais, econômicos e sociais. O egresso deve também ter domínio na utilização de laboratórios e equipamentos com condições de atuar em atividades socioeconômicas e gerenciais da cadeia produtiva de petróleo, gás natural, biocombustíveis e derivados envolvendo suas transformações, controlando os seus produtos, interpretando criticamente as etapas, os efeitos e resultados, aplicando abordagens criativas ã solução dos problemas e desenvolvendo novas aplicações e tecnologias.

As competências e habilidades a serem desenvolvidas pelos discentes são apresentadas com relação a sua formação pessoal, compreensão da Química, busca de informação, comunicação e expressão, relação com trabalho de investigação científica, produção e
controle de qualidade, aplicação da química e com relação à profissão.
6.2.1.1 Com relação à sua formação pessoal
a) Possuir conhecimento sólido e abrangente na área de atuação com domínio das técnicas básicas de utilização de laboratórios e equipamentos necessários para garantir a qualidade dos serviços prestados e para desenvolver e aplicar novas tecnologias de modo a ajustar-se à dinâmica do mercado de trabalho.
b) Possuir habilidade suficiente em Matemática para compreender conceitos da Química e Física, para desenvolver formalismos que unifiquem fatos isolados e modelos quantitativos de previsão, com o objetivo de compreender modelos probabilísticos teóricos, no sentido de organizar, descrever, arranjar e interpretar resultados experimentais, inclusive com auxílio de métodos computacionais.
c) Possuir capacidade crítica para analisar de maneira conveniente os seus próprios conhecimentos; assimilar os novos conhecimentos científicos e/ou tecnológicos e reflita sobre o comportamento ético que a sociedade espera de sua atuação e de suas relações com o contexto cultural, socioeconômico e político.

d) Saber trabalhar em equipe e ter uma boa compreensão das diversas etapas que compõem um processo industrial ou uma pesquisa, sendo capaz de planejar, coordenar, executar ou avaliar atividades relacionadas à Química do Petróleo.
e) Ter interesse no auto aperfeiçoamento contínuo, curiosidade e capacidade para estudos extracurriculares individuais ou em grupo, espírito investigativo, criatividade e iniciativa na busca de soluções para questões individuais e coletivas relacionadas com a Química do Petróleo.
6.2.1.2 Com relação à compreensão da Química
a) Compreender os conceitos, leis e princípios da Química.
b) Conhecer as propriedades físicas e químicas principais dos elementos e compostos químicos que possibilitem entender e prever o seu comportamento físico-químico e aspectos de reatividade, mecanismos e estabilidade.
c) Reconhecer a Química como uma construção humana compreendendo os aspectos históricos de sua produção e suas relações com os contextos cultural, socioeconômico e político.
6.2.1.3 Com relação à busca de informação, comunicação e expressão
a) Saber identificar e fazer busca nas fontes de informações relevantes para a Química, inclusive as disponíveis nas modalidades eletrônica e remota que possibilitem a contínua atualização técnica, científica e humanística.

b) Ler, compreender e interpretar os textos científico-tecnológicos em idioma pátrio e estrangeiro (especialmente inglês e/ou espanhol).
c) Saber interpretar e utilizar as diferentes formas de representação (tabelas, gráficos, símbolos, expressões, etc.).
d) Saber comunicar corretamente os projetos e resultados de pesquisa na linguagem científica, oral e escrita (textos, relatórios, pareceres, “posters”, Internet, etc.) em idioma pátrio e estrangeiro (especialmente inglês e/ou espanhol).
6.2.1.4 Com relação ao trabalho de investigação científica e produção/controle de qualidade
a) Saber investigar os processos naturais e tecnológicos, controlando variáveis, identificando regularidades, interpretando e procedendo a previsões.
b) Saber conduzir análises químicas, físico-químicas e químico-biológicas qualitativas e quantitativas e a determinação estrutural de compostos por métodos clássicos e instrumentais, bem como conhecer os princípios básicos de funcionamento dos equipamentos utilizados e as potencialidades e limitações das diferentes técnicas de análise.
c) Saber realizar síntese de compostos, incluindo macromoléculas e materiais poliméricos.
d) Ter noções de classificação e composição de minerais.
e) Ter noções de Química do estado sólido.
f) Ser capaz de efetuar a purificação de substâncias e materiais: exercendo, planejando e gerenciando o controle químico da qualidade de matérias-primas e de produtos.
g) Saber determinar as características físico-químicas de substâncias e
sistemas diversos.
h) Saber elaborar projetos de pesquisa e de desenvolvimento de métodos, produtos e aplicações em sua área de atuação.
i) Possuir conhecimento dos procedimentos e normas de segurança no trabalho, inclusive para expedir laudos de segurança em laboratórios.
j) Possuir conhecimento da utilização de processos de manuseio e descarte de materiais e de rejeitos, tendo em vista a preservação da qualidade do ambiente.
l) Saber atuar em laboratório químico, sendo capaz de: selecionar, comprar e manusear equipamentos e reagentes.
6.2.1.5 Com relação à aplicação do conhecimento em Química
a) Saber realizar avaliação crítica da aplicação do conhecimento em Química do Petróleo tendo em vista o diagnóstico e o equacionamento de questões sociais e ambientais.
b) Saber reconhecer os limites éticos envolvidos na pesquisa e na aplicação do conhecimento científico e tecnológico.
c) Ter curiosidade intelectual e interesse pela investigação científica e tecnológica, de forma a utilizar o conhecimento científica e socialmente acumulado na produção de novos conhecimentos.
d) Ter consciência da importância social da profissão como possibilidade de desenvolvimento social e coletivo.
e) Saber identificar e apresentar soluções criativas para problemas relacionados com a Química ou com áreas correlatas na sua área de
atuação.
f) Ter conhecimentos relativos ao assessoramento, ao desenvolvimento e a implantação de políticas ambientais.
g) Saber realizar estudos de viabilidade técnica e econômica no campo
da Química do Petróleo.
h) Saber planejar, supervisionar e realizar estudos de caracterização de sistemas de análise.
i) Possuir conhecimentos relativos ao planejamento e à instalação de laboratórios químicos.
j) Saber realizar o controle de operações ou processos químicos no âmbito de atividades de indústria, vendas, marketing, segurança, administração
pública e outras nas quais o conhecimento da Química seja relevante.

6.2.1.6 Com relação à profissão
a) Ter capacidade de disseminar e difundir e/ou utilizar o conhecimento relevante para a comunidade.
b) Ter capacidade de vislumbrar possibilidades de ampliação do mercado de trabalho, no atendimento às necessidades da sociedade, desempenhando outras atividades para cujo sucesso uma sólida formação universitária seja um importante fator.
c) Saber adotar os procedimentos necessários de primeiros socorros, nos casos de acidentes mais comuns em laboratórios químicos.
d) Conhecer aspectos relevantes de administração de organização industrial e de relações econômicas.
e) Ser capaz de atender às exigências do mundo do trabalho, com visão ética e humanística, tendo capacidade de vislumbrar possibilidades de ampliação do mesmo, visando atender às necessidades atuais.
O campo de trabalho para o Químico do Petróleo, sem dúvida é muito amplo, seja para encontrar formas de liberar a maior quantidade possível de petróleo para extração a partir das suas jazidas ou para realizar as transformações do óleo extraído que possibilitem otimizar o seu uso pela indústria petrolífera. Portanto, além das competências e habilidades anteriormente citadas, o Químico do Petróleo, de acordo com a Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), deve estar apto a
desenvolver as seguintes atividades profissionais:

a) Supervisionar, programar e realizar estudos relacionados com as propriedades fundamentais e a composição dos depósitos petrolíferos.
b) Apoiar a exploração, perfuração e produção do petróleo, especialmente em questões relacionadas à perfuração utilizada.
c) Realizar análises físicas e químicas com vista a determinação da composição e tratamento para remoção de impurezas e industrialização dos óleos extraídos.
d) Realizar análises químicas de águas, dos reagentes usados nos laboratórios e nos campos, bem como dos gases naturais e/ou dissolvidos no Petróleo.
e) Saber receber e controlar amostras de testemunhos, preparar amostras para análise de rotina e/ou especiais.
f) Saber testar a susceptibilidade em arenitos, envolvendo permeabilidade a líquidos, porosidade a líquidos, determinação da água inata, e outras caracterizações desses materiais.
g) Realizar o controle bacteriológico das águas destinadas a injeção nos poços.
h) Fiscalizar o controle de matéria sólida em suspensão para evitar a
obstrução de poços.
i) Realizar o controle químico visando eliminar o oxigênio em dissolução existente na água, a fim de prevenir a corrosão das linhas e obstrução da formação produtora.
j) Orientar a realização dos ensaios de rotina para o controle de operação da unidade de produção de óleo de xisto.
l) Orientar e acompanhar a execução de ensaios para o controle de processamento das unidades de refino e verificação da qualidade de produtos destinados à venda.
m) Acompanhar as análises praticadas nas indústrias.
n) Realizar estudos ligados a experimentação de novos métodos analíticos.
o) Sugerir a aquisição de novos equipamentos e bibliografia especializada, tendo em vista a adoção de métodos novos ou análises de novos produtos.

O Curso de Química do Petróleo possui uma matriz curricular organizada de forma que o aluno adquira as competências e habilidades ao final do curso definidas por este Projeto Pedagógico.
A matriz curricular do curso de química do petróleo tem uma carga horária total igual a 3285 horas distribuído em 4 anos (8 semestres), composta por 2955 horas de componentes obrigatórias, 330 horas de componentes optativas (10%). Dentre os componentes obrigatórios está previsto 170 horas (5,%) de atividades complementares por meio de atividade acadêmico-científico--culturais, 150 horas de estágio e 10 horas
de TCC. Dentre os componentes obrigatórios são contemplados carga horária teórica e prática. Há disciplinas (Técnicas de Caracterização de Petróleo, derivados e Gás Natural) estruturadas em bloco com intuito de articular a teoria e a prática. O componente Libras é ofertada como optativa.
A estrutura curricular do curso de Química do Petróleo foi estabelecida de forma a flexibilizar o máximo seu currículo. A determinação de pré-requisitos e de co-requisitos nos componentes curriculares foi minimamente utilizada. A flexibilidade também é
observada nas 330 horas (atendendo aos percentuais mínimos exigidos de 10%) e de 170 horas de carga horária complementar (atendendo aos 5% da carga horária total).
A matriz curricular deverá ser composta de conteúdos básicos, profissionais, complementares e atividades. Os conteúdos básicos são aqueles essenciais, teóricos e práticos. Matemática, Física e Química são considerados conteúdos básicos.
Os conteúdos profissionais são essenciais para o desenvolvimento de competências e habilidades. No caso do curso de Química do Petróleo são ofertadas componentes que fornecerão conhecimentos na área da química e do petróleo. Os componentes foram criados para preparar nossos alunos para mercado regional e nacional. Além disso, ao oferecer conteúdo variados, o estudante poderá, também, selecionar aqueles que
mais atendam a suas escolhas pessoais dentro da carreira profissional de Químico de Petróleo. Além de conteúdos teóricos mais aprofundados, estágios curriculares, projetos de iniciação científica, participação em projetos de pesquisa, conteúdos de legislação (exercício da profissão, segurança e meio ambiente), dentre outros, constam na matriz curricular.
Os conteúdos complementares são importantes para a formação humanística, interdisciplinar, gerencial. A UFRN oferece um leque abrangente de conteúdos e atividades comuns a outros cursos da instituição como a disciplina Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS (60h). 

Quanto às atividades extraclasse, a UFRN e o curso de Química do petróleo estimula os estudantes a buscar atividades acadêmicas e de prática profissional alternativas, atribuindo-lhe créditos curriculares no componente Atividades Acadêmico-Científico-Culturais (AACC) (170 horas). São consideradas atividades acadêmicas a participação e à apresentação de trabalhos e/ou resumos em seminários, conferências, semanas de estudos e similares, à publicação de artigos em revistas ou outros meios bibliográficos e/ou eletrônicos especializados, à realização de estágios não curriculares e de atividades de extensão. Todas as atividades contempladas neste item encontram se listadas e pontuadas em resolução aprovada pelo colegiado e apresentada no anexo II. Além disso, de acordo com a resolução 038/2019 CONSEPE está sendo previsto neste PPC a inclusão de componentes curriculares de caráter extensionista na estrutura curricular como mostrado no quadro abaixo. Algumas atividades de extensão, onde o aluno assume o protagonismo da ação, já existentes no Instituto incluem por exemplo os projetos miniempresa, o química de portas abertas, o parque da ciência, além da semana de minicursos do IQ.
O Instituto de química também é responsável pela realização das olímpiadas de química do estado. Neste caso os alunos participam das etapas de aplicação, correção das provas e entrega das medalhas.

Prevê-se que haja o acompanhamento do Núcleo Docente Estruturante em relação à carga horária de extensão prevista no projeto pedagógico do curso de Química do petróleo, de forma a se cumprir a meta prevista pela UFRN. (10% da carga total). São quatro componentes curriculares denominados Projetos de extensão, totalizando 300 horas, nos quais o estudante poderá se matricular ao longo do curso.

Os conteúdos relacionados ao meio ambiente são abordados transversalmente em componentes curriculares de caráter obrigatório do curso, como Química Ambiental, Energias Renováveis e Tratamento de Efluentes, como apresentado no quadro 04.
A UFRN tem política de apoio ao aluno portador de necessidade especial. Através da SIA – Secretaria de Inclusão e acessibilidade, antiga Comissão Permanente de Apoio a Estudantes com Necessidades Educacionais Especiais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte –CAENE/UFRN, criada pela Portaria nº. 203/10 - R, de 15 de março de 2010, vinculada ao Gabinete da Reitoria tem por finalidade apoiar, orientar e acompanhar a política de inclusão de estudantes com necessidades educacionais especiais no âmbito desta universidade. No caso do curso de curso de Bacharelado em Química do petróleo, além das recomendações de caráter geral, principalmente no que diz respeito a infraestrutura como por exemplo construção de rampas de acesso, vagas
exclusivas de estacionamento, elevadores e espaços reservados em salas e auditórios, o PATCG submetido recentemente também trata de casos específicos de uso de recursos de tecnologia assistiva tais como aumento no tamanho das letras nos slides de aula, maior tempo de avaliação, sugeridas pela SIA, além da previsão de adaptação de, pelo menos, uma bancada em cada laboratório para alunos com necessidades especiais
como por exemplo plataforma para alunos com nanismo (já existente) e também vidrarias com cores e marcações especiais para pessoas com deficiência visual
A UFRN disponibiliza uma ferramenta (SIGAA)que permite a discentes e docentes o uso de tecnologias de informação e comunicação dentro do processo de ensino aprendizagem e facilita a execução do projeto pedagógico do curso. Além de garantir a acessibilidade digital e comunicacional, promovendo a interatividade entre docentes, discentes e tutores (estes últimos, quando for o caso), assegura o acesso a materiais ou
recursos didáticos a qualquer hora e lugar.
Através do SIGAA os procedimentos da área acadêmica são informatizados através dos módulos de: graduação, pós-graduação (stricto e lato sensu), ensino técnico, ensino médio e infantil. É possível realizar a submissão e controle de projetos e bolsistas de pesquisa, submissão e controle de ações de extensão, submissão e controle dos
projetos de ensino (monitoria e inovações, além de registrar e emitir relatórios da produção acadêmica dos docentes. Para controle de atividades de ensino a distância existe um ambiente virtual de aprendizado, denominado Turma Virtual.
Para atingir os objetivos propostos foi distribuído um conjunto de disciplinas e atividades que serão desenvolvidas baseadas no modelo de ensino orientado para metas, sempre criando espaço para a participação ativa dos alunos. Desta forma, serão utilizadas aulas expositivas, aulas práticas, seminários, palestras e estágios.
O Curso se apoiará em vários recursos pedagógicos tais como: instrumentos do Espaço Virtual - hiperdocumentos, e-mail, workgroup, bate-papo eletrônico, videoconferência - e outros materiais didáticos específicos como livros, manuais, slides e equipamentos de processamento disponíveis nos Laboratórios de Química, Anfiteatros, Sala de Estudo e Sala de Computação.
São utilizados a Aula Expositiva, pois dentre as atividades pedagógicas a mais antiga e, também, a mais frequentemente utilizada pelo professor. Trata-se, pois de uma aula que consiste na apresentação oral de um tema logicamente estruturado. Nesta aula, a exposição pode assumir duas configurações didáticas:
a) Exposição dogmática, na qual o tema abordado não pode ser contestado, mas simplesmente assimilado.
b) Exposição aberta, na qual o tema apresentado pelo professor induz a participação da classe, com isto, podendo haver, contestação, debate, discussão, quando oportuno e necessário.
Na aula expositiva, para motivar e dinamizar os alunos de forma eficaz, o docente fará uso de recursos didáticos dentre os quais destacamse: a fluência e a boa expressão verbal, a expressão corporal, conhecimento e segurança ao expor o tema abordado e capacidade de síntese, ver, sempre que possível apoiada por material ilustrativo de várias origens.
A Aula Prática é definida como a atividade pedagógica na qual a dimensão prática de um saber é ensinada a partir do desenvolvimento de um experimento pelo professor, ou da sua execução pelo aluno sob a supervisão do professor ou de um monitor da disciplina. De acordo com a definição, observamos que nesta aula o docente não faz uso unicamente da oralidade, mas, também da sua capacidade de manipular substâncias
e manusear instrumentos. No laboratório o aluno utilizará equipamentos que permitem a obtenção de informações detalhadas na identificação de materiais e seus constituintes, além de recursos de informática.
O Seminário é a atividade didática que consiste em fazer com que o estudante pesquise a respeito de um tema preestabelecido, com a finalidade de apresentá-lo e discuti-lo cientificamente. O objetivo maior do seminário é iniciar o discente progressivamente no ensino e na pesquisa científica, requisitando deste a análise sistemática de fatos e sua
estruturação adequada visando uma apresentação clara e documentada.
O estágio curricular é uma atividade acadêmica regulamentada pelo Decreto Lei N.6494/77, que visa a convivência do aluno com o ambiente real de trabalho, através da prática de atividades técnicas, préprofissionais, sob supervisão adequada e obedecendo a normas específicas, sendo a sua realização condição obrigatória para
integralização da carga horária do curso. À UFRN regulamenta os estágios através da Resolução 178/1992 – CONSEPE; e Resolução 171/2013 – CONSEPE.
O Curso de Química do Petróleo prever dentro da sua estrutura curricular a estágio obrigatório de petróleo de 150 horas e sua orientação é de caráter individual.
O estágio tem a função de integrar teoria e prática, permitindo ao estudante a vivência de experiências com dimensões formadoras e sóciopolítica, que o proporciona a participação em situações reais de vida e de trabalho, contribuindo para a consolidação da sua formação profissional.
Quantos alunos de iniciação científica do Curso de Química do petróleo sabem fornecer pelo menos uma ideia a respeito do que vem a ser iniciar-se cientificamente? Ou ainda, o que significa investigar cientificamente? Estas questões são sem dúvida, complexas, não somente para os discentes que se iniciam cientificamente, como também, até
mesmo para a grande massa crítica e qualificada que traçam os rumos do ensino universitário. Isto porque, adotando modelos educativos importados de outras realidades, o sistema educacional brasileiro, pouco se empenhou em criar as condições básicas que permitissem ao jovem universitário, vislumbrar a iniciação científica como o primeiro passo a ser dado, visando através da pesquisa, a produção de conhecimento, que reafirmaram a nossa realidade, sedimentando nossos modelos culturais.
A Lei de Diretrizes e Bases, ao tratar a respeito do Ensino Superior, mais precisamente em seu art. 43, preceitua em seu inciso terceiro ser a finalidade desta educação: “incentivar o trabalho de pesquisa e investigação científica, visando o desenvolvimento da ciência e da tecnologia e da criação e difusão da cultura, e, desse modo, desenvolver
o entendimento do homem e do meio em que vive”. Muito embora a redundância (incentivo a pesquisa e a investigação científica) observamos ser esta uma visão moderna, adequada ao ensino superior e que se superpõe ao advento do mundo globalizado.
Um outro documento relevante ao contexto abordado é a Declaração Mundial sobre o Ensino Superior, documento formulado em Paris, em 1998, que em seu artigo quinto faz menção à educação inovadora e ao pensamento crítico e a criatividade. Enquanto que no seu décimo artigo preceitua: 1) o progresso do conhecimento pela pesquisa, 2) a pesquisa como função essencial aos sistemas de educação superior e 3) a necessidade da pesquisa ser realizada em todos os campos de conhecimento, com especial atenção para a própria educação superior.
Diante da importância concedida a iniciação científica e a pesquisa, faz-se necessário esboçar as respostas correspondentes a cada uma das questões formuladas no primeiro parágrafo deste título.
Portanto iniciar-se cientificamente é aculturar-se de forma progressiva em assuntos científicos, inicialmente através da leitura contínua de temas diversificados e voltados para a ciência, para que possa solidificar as bases que o conduza, por livre escolha, às especificidades de um campo de atuação científica, ao qual se integre e deseje investigar.
Neste processo de maturação propedêutica do aluno, a figura do professor experiente, com ampla visão das ciências e, sobretudo, comprometido com a sua orientação é de fundamental importância.
Por sua vez, o desejo humano de investigar e investigar-se cientificamente advém do seu íntimo, tendo por intuito descobrir a sua natureza a cerca, aprofundar-se dentro do contexto em estudo e criar conhecimentos. Portanto, fazendo uso de uma linguagem mais aprimorada e adequada ao meio científico, pode-se afirmar que investigar cientificamente é estabelecer relações epistêmicas entre um campo de fenômenos e um campo de codificações a ser meticulosamente estudado e cientificamente revelado.
Diante do exposto, cabe ao professor orientador a tarefa de buscar fazer do aluno que se inicia cientificamente, não a sua imagem especular.
Mas, a de orientá-lo de maneira que assimile através do estágio de um projeto de iniciação científica bem delineado, os predicados e atitudes científicas que venham a qualificá-lo no decorrer de sua vida, como um profissional sério, responsável e ético, um verdadeiro pesquisador.
A jornada de atividade em estágio deverá compatibilizar-se com o horário acadêmico, não sendo, sob qualquer hipótese, abonada a falta em classe justificada por esta atividade, assim como não será permitido o requerimento de segunda chamada de provas pelo mesmo motivo.
O Estágio Curricular só poderá ser realizado em instituições credenciadas que possam proporcionar ao estudante a obtenção da experiência prática dentro de sua área acadêmica, em conformidade com o currículo, programas e calendário letivo da universidade, ficando a avaliação desta condição a critério único e exclusivo do Colegiado do Curso.
O curso de química do petróleo prever o Trabalho de Conclusão de curso (TCC) através do componente TCC petróleo com carga horária de 10 horas. A avaliação do TCC é realizada por uma banca composta por dois avaliadores e o orientador. O TCC é de fato
importante, pois nele estará presente um trabalho único, que mostra um conteúdo aprofundado, capaz de mostrar problemas e apresentar soluções, como também o desenvolvimento de novas abordagens, a fim de contribuir para o desenvolvimento e crescimento da área estudada, da profissão escolhida e até mesmo da nossa nação.

Com relação a avaliação do Projeto Pedagógico, destaca-se que a formação do Núcleo Docente Estruturante é representativo de todas as áreas do conhecimento químico. Este se reúne sempre que há demanda com a convocação do coordenador dos cursos como, por exemplo, para discutir e propor ações após os resultados do ENADE. Tal avaliação é
prevista no Plano Trienal do Instituto de Química. Além disso, quando necessário solicita apoio tanto da equipe pedagógica da PROGRAD como da CPA.

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