Projeto Pedagógico do Curso

 

Os conteúdos interdisciplinares permitem ao professor egresso compreender várias problemáticas que dizem respeito aos alunos da região e interferir nessa realidade com conhecimentos que vão muito além do senso comum.

 

De acordo com o exposto anteriormente, o grau de licenciatura do Curso de Matemática da UFRN, na modalidade a distância, objetiva formar professores para atuarem profissionalmente na educação básica, capazes de bem exercerem a docência ou outras atividades no âmbito das escolas ou dos sistemas educacionais em nível da educação básica, ligadas aos processos educativos ou à gestão administrativa ou pedagógica dos mesmos.

Essa formação visa desenvolver e solidificar no licenciando os seguintes elementos de composição do perfil do egresso: domínio de conteúdos matemáticos em níveis do ensino básico e do ensino superior, assim como domínio da diversidade de métodos didático-pedagógicos (os tradicionais, os modernos, os recentes, os em construção pelas tendências atuais, etc.); capacidade de abstração lógica e matemática para resolver problemas; capacidade de comunicação e dissertação dos conteúdos apreendidos no seu processo de ensino-aprendizagem; desenvoltura com a análise de adequação e utilização das tecnologias de informática, de informação e de comunicação, cada vez mais à disposição dos processos de ensino-aprendizagem e da pesquisa educacional no mundo escolar ou acadêmico de hoje; compreensão e disposição do papel do educador como participante ativo de transformações na escola.

 

Para atingir as metas propostas, pretende-se do formando pela modalidade a distância, um perfil que o capacite a:

* ter consciência de seu papel social de educador e capacidade de se inserir em diversas realidades com sensibilidade para interpretar as ações dos educandos;
* compreender a contribuição que a aprendizagem da Matemática pode oferecer à formação dos indivíduos para o exercício de sua cidadania;
* entender que o conhecimento matemático pode e deve ser acessível a todos, contribuindo para a superação dos preconceitos/bloqueios traduzidos pela angústia, inércia ou rejeição, que muitas vezes estão presentes no ensino-aprendizagem da disciplina;
* dominar o conhecimento matemático específico, compreendendo o modo de produção desta ciência, suas aplicações em várias áreas do conhecimento e sua importância para o exercício pleno da cidadania;
* ser capaz de trabalhar em grupos da sua ou de outras áreas, de maneira integrada, contribuindo para a construção do projeto político pedagógico, do espaço educativo onde atua e favorecer uma aprendizagem significativa para os alunos;
* apresentar automotivação e ter capacidade de se automotivar;
* ter capacidade de construir de forma autônoma o seu conhecimento e assim identificar os temas que domina, os que necessitam ser aprofundados, e para os quais precisa de apoio;
* valorizar a interação com os colegas de curso e as relações interpessoais.

 

No âmbito das concepções de Philippe Perrenoud (2000) sobre competência em educação, pode-se definir competência matemática como a capacidade de reunir uma série de recursos cognitivos (conhecimentos (saberes, informações), habilidades (saber fazer)), pertinentes ao campo da matemática ou de outras áreas (correlatas ou não), e atitudes (saber ser), para interpretar e solucionar problemas ou situações. Em geral, a competência é demandada em contextos relacionados ao desenvolvimento laboral ou do fazer, seja na esfera da realidade (prática objetiva ou especulativa), seja na esfera do pensar ou do construir/reconstruir teórico, concreto ou abstrato.

 

Por sua vez, a habilidade matemática é o saber–fazer, é o realizar ou o produzir solução para problemas ou situações (a partir de competências mobilizadas para tanto), com desenvoltura, eficiência e eficácia. A habilidade matemática pode ser fruto de condições subjetivas (criatividade, engenhosidade adquirida ou conata, etc.) ou de aprendizagem bem conduzida e devidamente praticada, ou a junção de tais vertentes.

 

O presente Projeto Pedagógico estabelece e releva como de fundamental importância o desenvolvimento de competências e habilidades nos processos de ensino e aprendizagem pertinentes à formação dos licenciados em foco.

 

Nesse sentido, ele orienta que sejam contempladas amplamente em tais processos as referências fixadas nas Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Matemática, Bacharelado e Licenciatura (PARECER CNE/CES N.º 1.302/2001), bem como nas Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica / BNC-Formação (RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 2, de 20 de dezembro de 2019).

 

As competências e habilidades requeridas para um professor na área de Matemática para o ensino a distância são praticamente as mesmas do ensino presencial, ou seja, atuar profissionalmente na educação básica, com ênfase na formação para o as últimas séries do ensino fundamental e o ensino médio considerando os seguintes itens previstos no PARECER CNE/CES N.º 1.302/2001:

* capacidade de expressar-se escrita e oralmente com clareza e precisão;
* domínio dos raciocínios algébricos, geométricos numéricos e combinatório, de modo a poder argumentar com clareza e objetividade dentro destes contextos cognitivos;
* capacidade de compreender, criticar e utilizar novas ideias e tecnologias para a resolução de problemas, bem como os conhecimentos de questões contemporâneas e de sua realidade;
* habilidade de identificar, formular e resolver problemas na sua área de aplicação, utilizando rigor lógico-científico na análise da situação-problema;
* estabelecer relações entre a Matemática e outras áreas do conhecimento, bem como trabalhar em equipes multidisciplinares e na interface da Matemática com outros campos do saber;
* estabelecer relações entre os conhecimentos da Matemática e a realidade local, de modo a produzir um conhecimento contextualizado e aplicado ao cotidiano dos alunos.

 

O licenciado em Matemática deverá ter, ainda, capacidades específicas do educador matemático tais como:

* capacidade de desenvolver projetos, avaliar livros textos, softwares educacionais e outros materiais didáticos;
* capacidade de organizar cursos, planejar ações de ensino e aprendizagem de matemática;
* perceber a prática docente de Matemática como um processo dinâmico, um espaço de criação e reflexão, onde novos conhecimentos são gerados e aperfeiçoados continuamente.

 

Além do mais, ainda com base no PARECER CNE/CES N.º 1.302/2001, o licenciado alvo deste Projeto Pedagógico, deverá concluir sua graduação tendo sólido domínio sobre atividades específicas como, por exemplo:

* elaborar propostas de ensino-aprendizagem de Matemática para a educação básica;
* analisar, selecionar e produzir materiais didáticos;
* analisar criticamente propostas curriculares de Matemática para a educação básica;
desenvolver estratégias de ensino que favoreçam a criatividade, a autonomia e a flexibilidade do pensamento matemático dos educandos;
* perceber a prática docente de Matemática como um processo dinâmico, carregado de incertezas e conflitos, um espaço de criação e reflexão, onde novos conhecimentos são gerados e modificados continuamente;
* contribuir para a realização de projetos coletivos dentro da escola básica.

 

Unindo ao exposto acima, as ideias trazidas na RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 2, de 20 de dezembro de 2019, pressupõe que o licenciando desenvolva competências gerais previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) - Educação Básica, bem como aprendizagens essenciais que abordam aspectos intelectuais, físicos, culturais, sociais e emocionais de sua formação. Dessa forma, almejamos que o licenciando do curso adquira competências em três dimensões: conhecimento profissional, prática profissional e engajamento profissional. Sendo elas:

* Competências específicas da dimensão do conhecimento profissional:

□ dominar os objetos de conhecimento e saber como ensiná-los;

□ demonstrar conhecimento sobre os estudantes e como eles aprendem;

□ reconhecer os contextos de vida dos estudantes; e

□ conhecer a estrutura e a governança dos sistemas educacionais.

* Competências específicas da dimensão da prática profissional compõem-se pelas seguintes ações:

□ planejar as ações de ensino que resultem em efetivas aprendizagens;

□ criar e saber gerir os ambientes de aprendizagem;

□ avaliar o desenvolvimento do educando, a aprendizagem e o ensino; e

□ conduzir as práticas pedagógicas dos objetos do conhecimento, as competências e as habilidades.

* Competências específicas da dimensão do engajamento profissional podem ser assim discriminadas:

□ comprometer-se com o próprio desenvolvimento profissional;

□comprometer-se com a aprendizagem dos estudantes e colocar em prática o princípio de que todos são capazes de aprender;

□ participar do Projeto Pedagógico da escola e da construção de valores democráticos; e

□ engajar-se, profissionalmente, com as famílias e com a comunidade, visando melhorar o ambiente escolar.

 

Visando contemplar as competências e habilidades expostas acima, organizamos a estrutura curricular do curso contemplando os conteúdos comuns aos cursos de Matemática, atrelado a componentes curriculares organizados conforme a trajetória formativa escolhida pelo aluno e com conhecimentos produzidos pelas ciências para a Educação, distribuídos ao longo do curso.

 

O Curso de Licenciatura em Matemática na modalidade a distância tem uma carga horária total de 3200h, conforme orienta RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 2, de 20 de dezembro de 2019, que define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação Inicial de Professores para a Educação Básica e institui a Base Nacional Comum para a Formação Inicial de Professores da Educação Básica (BNC-Formação). A duração padrão é de 4 anos e a duração máxima é de 6 anos, conforme Regulamento dos Cursos Regulares de Graduação da UFRN (Resolução nº 171/2013 – CONSEPE, de 05 de novembro de 2013), o que corresponde, respectivamente a oito e doze períodos letivos regulares.

 

Este documento considera o disposto na RESOLUÇÃO CNE/CES 3, DE 18 DE FEVEREIRO DE 2003 que indica que o projeto pedagógico de formação profissional do curso de Matemática deve explicitar:

* o perfil dos formandos;
* as competências e habilidades de caráter geral e comum e aquelas de caráter específico;
* os conteúdos curriculares de formação geral e os conteúdos de formação específica;
* o formato dos estágios;
* as características das atividades complementares;
* a estrutura do curso;
* as formas de avaliação.

 

Na elaboração deste Projeto Pedagógico levamos em conta o cabedal de experiências historicamente construídas e praticadas no trabalho de formação na Licenciatura em Matemática do EaD na UFRN, incrementando-o, seja pela agregação do novo, seja pelo aperfeiçoamento ou pela ressignificação do já credenciado e consolidado no dia-a-dia do processo de ensino-aprendizagem de formação acadêmica dos nossos licenciandos.

 

Visando concretizar aperfeiçoamentos e transformações na formação dos nossos discentes e assegurar que os egressos sejam adequadamente preparados para uma carreira na qual a matemática seja utilizada de forma fundamental, assim como para um processo contínuo de aprendizagem, firmamos nos documentos supracitados, assim como no Parecer CNE/CES nº 1.302/2001, que versa sobre as Diretrizes Curriculares Nacionais para os Cursos de Matemática, Bacharelado e Licenciatura. Dessa forma, os caminhos delineados na estrutura curricular do Curso foram pensados de forma que a distribuição dos conteúdos curriculares considera a vivência escolar e o conjunto de representações dos conceitos matemáticos já construídos pelos discentes tendo em vista construir uma visão global e significativa dos conteúdos. Conforme indicado, nesses documentos oficiais, nossa estrutura possui conteúdos matemáticos de Cálculo Diferencial e Integral, Álgebra Linear, Fundamentos de Análise, Fundamentos de Álgebra, Fundamentos de Geometria, Geometria Analítica; conteúdos matemáticos presentes na Educação Básica nas áreas de Álgebra, Geometria e Análise; conteúdos de áreas afins à Matemática; conteúdos da Ciência da Educação, da História e Filosofia das Ciências e da Matemática. Além desses, estão incluídos, no conjunto dos conteúdos profissionais, os conteúdos da Educação Básica, consideradas as Diretrizes Curriculares Nacionais para a formação de professores em nível superior, bem como as Diretrizes Nacionais para a Educação Básica e para o Ensino Médio.

 

Em conformidade com a RESOLUÇÃO CNE/CP Nº 2/2019, o curso tem 3.200 horas sendo distribuídas em nossa matriz curricular de forma que 2.400 horas são destinadas para aprendizagens de conhecimentos científicos, educacionais e pedagógicos que fundamentam a educação e suas articulações com os sistemas, as escolas e as práticas educacionais para a aprendizagem dos conteúdos específicos de matemática. Outras 800 horas são destinadas para práticas pedagógicas, sendo 400 horas para o estágio supervisionado obrigatório e 400 horas para as práticas curriculares distribuídas ao longo do curso em diversos componentes curriculares.

 

Um aspecto fundamental e imprescindível a estar sistematicamente presente na condução das ações de ensino-aprendizagem deste Projeto Pedagógico, e, portanto, nas avaliações, nas metodologias pertinentes na estrutura curricular diz respeito à observância dos seguintes princípios:

* Interdisciplinaridade;
* Indissociabilidade entre ensino-pesquisa-extensão;
* Flexibilização curricular;
* Articulação entre teoria e prática;
* Desenvolvimento de atividades práticas em espaços diversificados de formação e em ambientes externos à Universidade;
* Inovação científica e tecnológica.

 

Sobre a interdisciplinaridade, nossa estrutura curricular está organizada de forma que vários elementos do conhecimento dialoguem entre diferentes áreas e seus conceitos de forma a alcançar uma formação globalizante e integral enriquecendo a visão de mundo dos discentes. A efetivação da interdisciplinaridade é alcançada a partir da integração de conteúdos definidos nos ementários dos componentes curriculares, tais como, Educação e Realidade, Educação Ambiental, Física e Meio Ambiente, Fundamentos de Química, Tópicos Integradores na Formação de Professores, Instrumentação para o Ensino da Matemática, Modelagem Matemática, Educação e Tecnologia, A vida no ambiente e Matemática e Realidade.

 

Entendemos por flexibilização curricular a possibilidade do discente adequar a sua formação, de forma que este possa exercer a prática autônoma no processo de sua formação, permitindo o envolvimento do estudante em atividades variadas. Tal prática trabalha no sentido de desenvolver habilidades e competências, não somente em áreas relacionadas à formação, como em outros aspectos.  Nesse sentido, o Núcleo Docente Estruturante (NDE) do Curso pensou e em uma estrutura curricular em que cada componente curricular tem um conjunto de aprendizagens essenciais a serem desenvolvidas nos discentes. Dessa forma, para preservar as interligações que se estabelecem entre os conhecimentos científicos matemáticos que atendem ao Parecer CNE/CES nº 1.302/2001 e a distribuição de carga horária por período letivo, foi necessário a existência de pré-requisitos entre alguns componentes curriculares, como por exemplo, os conteúdos matemáticos de Cálculo Diferencial e Integral foram distribuídos em três componentes curriculares obrigatórios que são Cálculo I, Cálculo II e Cálculo III.  Salientamos que em um comparativo entre a estrutura curricular anterior e esta proposta, o número de pré-requisitos foi reduzido. Entretanto, devido à própria natureza da matemática de que a aprendizagem de um conhecimento decorre de um conhecimento anteriormente construído, há uma hierarquia de ordem crescente de complexidade, justificando assim a necessidade de alguns pré-requisitos. Além disso, o conjunto amplo de componentes curriculares optativos e as Atividades Curriculares Complementares permitem uma personalização da formação do discente. Estará disponível um leque de componentes curriculares optativos com um total de 1650 horas, dentre as quais o estudante deverá cursar 320 horas. As Atividades Curriculares Complementares possibilitam o reconhecimento de habilidades, conhecimentos, competências e atitudes dos discentes adquiridos fora da carga horária de componentes curriculares, inclusive fora do ambiente acadêmico, no qual o estudante deverá somar 170 horas dessas atividades que serão contabilizadas conforme Resolução para contabilização das horas de atividades curriculares complementares do Curso de Licenciatura em Matemática a Distância da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, Anexo II.

 

Este Projeto Pedagógico prevê a articulação entre teoria e prática como sendo transversal ao currículo. A relação teórico-prática vivenciada pelos discentes ao longo do seu percurso formativo baseia-se na construção de conhecimentos a partir da análise das práticas e da ressignificação das teorias a partir dos conhecimentos da prática. A formação inicial dos nossos discentes, também, representa um espaço de construção e reconstrução de novos conhecimentos e práticas pedagógicas. Isso será concretizado por meio de 405 horas práticas distribuídas proporcionalmente em componentes curriculares específicos e 400 horas em estágio curricular obrigatório com carga horária proporcional desenvolvida em espaços diversificados de formação e em ambientes externos à Universidade. Nos componentes curriculares específicos a relação teoria e prática se apresenta por meio de práticas pedagógicas para elaboração de material didático para sala de aula com o conteúdo estudado nos seguintes componentes curriculares: “Lógica Matemática Básica”, “Matemática Básica I”, “Matemática Básica II”, “Matemática Básica III”, “Análise Combinatória”, “Geometria Plana e Espacial”, “Geometria Analítica”, “Instrumentação para o Ensino da Matemática”, “Instrumentação para a Matemática”, “Didática da Matemática I”, “Didática da Matemática II” e “Tópicos Integradores na Formação de Professores”. Os estágios curriculares obrigatórios consideram a teoria e a prática num processo contínuo de reflexão e construção, por meio da vivência em ambiente educacional e tem função fundamental que não é apenas levar os conhecimentos teóricos ao campo da prática, mas compreendê-los, elaborá-los, pensando a realidade vivida pelo futuro professor.

 

Em relação a Inovação científica e tecnológica, ressaltamos que a equipe técnica da SEDIS desenvolveu um formato específico do MOODLE (Modular Object Oriented Dynamic Learning Environment) para ser utilizado como Ambiente Virtual de Aprendizagem (AVA), esse formato recebeu o nome MOODLE MANDACARU. Nessa plataforma o curso é realizado, havendo interação entre professor, estudantes e tutores por meio das ferramentas de comunicação síncronas e assíncronas, tais como, como chats, fóruns, webconferências. É importante ressaltar que essas ferramentas promovem a interação entre estudantes enriquecendo sua experiência acadêmica e minimizando a distância entre eles. Há, também, recursos off-line como tarefas sendo permitido o upload de arquivo e recursos online como questionário que possibilitam a avaliação contínua ou pontual da aprendizagem. O uso do MOODLE MANDACARU assegura o acesso a recursos didáticos a qualquer hora e lugar proporcionando ao estudante uma flexibilidade em seu plano de estudos. Além disso, o uso das Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDICs) específicos ao ensino de Matemática pelos professores no ensino dos componentes curriculares é mais um ponto de Inovação científica e tecnológica.

 

Como base importante e imprescindível de concepção de ensino, o NDE referenda que a metodologia a ser desenvolvida, sob as orientações definidas neste Projeto Pedagógico, deverá levar em conta que o aluno é o sujeito central de sua própria aprendizagem, e ser-lhe-ão dedicadas e reservadas toda a atenção e toda a motivação de protagonismo nos processos de construção, apreensão e incorporação do conhecimento a ser adquirido e consolidado. Isso significa promover e estimular elementos de estratégias tais como:

* Relacionamento aberto, democrático entre professor e aluno;
* Interação entre os alunos nas atividades acadêmicas buscando oportunidades regulares de interação ligadas ao curso ou à realidade estudantil acadêmicas, sociais e culturais no âmbito do espaço universitário;
* Debates e discussões através de fóruns específicos sobre aspectos pertinentes à natureza e à vida do curso, etc.

 

Assim sendo, em relação ao professor a metodologia buscará privilegiar o seu papel como provocador e mediador da construção/reconstrução dos conhecimentos a partir do envolvimento e da participação do aluno na condição de sujeito ativo da própria aprendizagem. A função do professor deve ser atuar como mediador entre o conhecimento e os alunos, estimulando essa interação e ajudando nas dificuldades. Certamente, tanto a experiência, quanto o domínio de docência do professor são fundamentais e essenciais em todo o andamento e em toda a pertinência dos processos.

 


AVALIAÇÃO DO PROCESSO DE ENSINO-APRENDIZAGEM


A avaliação é entendida como um processo de acompanhamento do aluno em seu aprendizado e, de forma mais ampla, é definido pelo Art. 91 da Resolução nº 171/2013, de 05 de Novembro/CONSEPE, por um processo “formativo contínuo que compreende diagnóstico, acompanhamento e somatório da aquisição de conhecimentos, habilidades e atitudes pelo estudante, mediado pelo professor em situação de ensino, expressa em seu rendimento acadêmico e na assiduidade”.

 

Esse processo deve ser contínuo e sistemático, desencadeado em vários momentos e não apenas ao final de cada período, buscando a acomodação das expectativas de professores e alunos quanto ao alcance dos objetivos pré-estabelecidos. Deve avaliar não apenas o conhecimento adquirido, mas, as habilidades e competências para aplicá-los. Para o aluno serve de termômetro para identificar suas necessidades de formação e a partir disso, empreender o esforço necessário para realizar sua parcela de investimento no próprio desenvolvimento profissional. Para o professor, tem a finalidade de entender às necessidades dos alunos e a oportunidade de realinhar seu planejamento e suas atitudes, quando for o caso.

 

De um modo geral, a eficácia desse processo avaliativo respalda a qualidade do curso e a certificação dos formandos, permitindo o desenvolvimento e a autonomia do discente de forma contínua e efetiva, e resultam em informações sistematizadas e disponibilizadas aos estudantes, com mecanismos que garantam sua natureza formativa, sendo adotadas ações concretas para a melhoria da aprendizagem em função das avaliações realizadas.

 

A avaliação de cada componente curricular, realizado mediante critérios explicitados na Resolução N° 171/2013-CONSEPE, de 5 de novembro de 2013, se fará de uma forma geral, considerando que o programa de todos os componentes curriculares do Curso está dividido em duas unidades, podendo ocorrer a partir das seguintes estratégias:

* Atividades presenciais individuais de avaliação do conteúdo, sendo obrigatória uma por unidade;
* Atividades online individuais ou em grupo de avaliação do conteúdo, sendo recomendadas pelo menos duas por unidade;
* Autoavaliação, por meio de exercícios específicos, indicados pelo professor, disponíveis no material didático impresso ou inserido nas ferramentas do Moodle Mandacaru.
* Avaliação das atividades de prática docente desenvolvidas na escola campo de estágio.

 

Os professores que tiverem estudantes com Necessidade Educacional Específica (NEE) matriculados em suas turmas contarão com o apoio da SIA e da assessoria pedagógica da SEDIS na elaboração de instrumentos avaliativos que contemplam as necessidades do estudante.

 

As atividades online poderão ser acompanhadas pelo tutor presencial, mas, as notas e/ou conceitos serão atribuídas pelo professor do componente curricular. Essas atividades devem ser distribuídas ao longo de cada unidade, oportunizando e induzindo a participação ativa dos alunos semanalmente. A formação de grupos de estudos, mediados pelos Tutores presenciais será fortemente apoiado pelos professores e acompanhado por meio de fóruns de dúvidas do componente, no Moodle Mandacaru.

 

O registro das notas das avaliações deverá ser feito pelos professores em sua turma virtual no Sistema Integrado de Gerenciamento de Atividades Acadêmicas (SIGAA) e, de acordo com o Art. 101 da Resolução N° 171/2013-CONSEPE, de 5 de novembro de 2013, “é obrigatória a divulgação do rendimento acadêmico da unidade, pelo professor da disciplina, até 3 (três) dias úteis antes da realização do primeiro instrumento avaliativo da unidade seguinte, ressalvados os limites de datas do Calendário Universitário”.

 

A nota de cada unidade será composta da nota das atividades online e da nota da prova individual escrita. A média geral da avaliação num componente curricular é a média aritmética das avaliações das duas unidades.

 

A fim de identificar fragilidades enfrentadas pela comunidade dos cursos a distância em relação à infraestrutura, equipamentos, pessoal, problemas de gestão, metodologias adotadas, necessidades de capacitação, dentre outros, a SEDIS em conjunto com as coordenações de curso realiza, a cada período letivo, encontros com professores, tutores e coordenadores de polos. Nesses momentos, também, são propostas estratégias visando minimizar as fragilidades e apontados os responsáveis por buscar formas de implementá-las. O Curso, também, conta com a equipe Multidisciplinar da SEDIS, que disponibiliza capacitação periódica para o Moodle Mandacaru, indica estratégias administrativas para dirimir problemas que estão presentes nos polos de Apoio Presencial, entre outros.

 

A coordenação do Curso disponibiliza em sua Sala Virtual na plataforma Moodle Mandacaru fóruns específicos para alunos, professores e tutores. Além disso, por meio da ferramenta específica de pesquisa da Plataforma Moodle Mandacaru serão colhidas informações sobre as dificuldades e experiências didático-pedagógicas, infraestrutura, necessidades de capacitações, entre outros; que serão utilizadas como norteadores para o planejamento e avaliação para as ações futuras. As ações aqui citadas serão continuamente executadas objetivando aprimorar este processo de ensino-aprendizagem buscando, cada vez mais, a melhoria da qualidade do nosso curso.

 

AVALIAÇÃO DO PROJETO PEDAGÓGICO


A UFRN esteve no período compreendido de 1994 a 2004 comprometida com o Programa de Avaliação Institucional das Universidades Brasileiras (PAIUB). Em 18/07/1994, a UFRN constituiu a primeira Comissão Central, para coordenar o processo interno de avaliação, através da Portaria Nº375/94. Em 2004 foi instituído, pelo Presidente de República, o Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - SINAES. Desde 1994 há uma prática constante de avaliar cursos, departamentos e programas. Este Projeto Pedagógico se insere nessa diretriz institucional.

 

O curso conta com o Núcleo Docente Estruturante (NDE) constituído por docentes, respeitando o que é disposto no Art. 3 da Resolução 124/2011 do CONSEPE, de 06 de setembro de 2011. Dentre as atribuições deste grupo de docentes estão o acompanhamento e atualização contínua do Projeto Pedagógico do Curso. Os membros do NDE são eleitos no Colegiado do Curso e designados por portaria da direção do Centro de Ciências Exatas e da Terra (CCET).

 

Um dos principais parâmetros utilizados pela avaliação dos cursos de graduação é a sua taxa de sucesso, onde se observa o número de alunos que ingressa, em relação ao número que conclui, buscando entender os fatores que interferiram em sua trajetória. Por exemplo, quais os principais motivos que levam a desistência do curso por parte de alguns alunos.  Como é possível melhorar as condições, não só estruturais como também de orientação, para que o número de evasão diminua.

 

Do ponto de vista do Projeto Pedagógico do Curso como um todo, há que se observar, sobretudo, quatro itens: a garantia da infraestrutura necessária para o desempenho das atividades; a aplicabilidade e eficiência do projeto pedagógico; a adequação dos materiais didáticos elaborados e a atuação das tutorias.

 

Anualmente a coordenação do Curso vem participando ativamente da Semana de Avaliação e Planejamento (SAP), agora institucionalizada na UFRN por meio da RESOLUÇÃO Nº 048/2020-CONSEPE, de 08 de setembro de 2020. Os professores do curso são convidados a participar de todos os três principais momentos da SAP no âmbito do CCET: atividades sugeridas pela direção do CCET, atividades sugeridas pela chefia do Departamento de Matemática e atividades sugeridas pela coordenação do Curso. Uma das atividades sugeridas pela Direção do CCET é a apresentação à comunidade acadêmica do Centro e posterior discussão dos Relatórios do Plano de Ação Trienal do Curso de Graduação (PATCG) dos dezessete cursos do Centro. Essa atividade propicia uma reflexão das diversas ações indicadas pelos outros cursos no seu PATCG, as ações exitosas, quando cabíveis, podem ser implementadas no nosso Curso. Na SAP será apresentado ao NDE, Colegiado e professores do Curso os resultados das pesquisas feitas com os alunos, professores e tutores nos dois períodos letivos anteriores buscando avaliar e planejar a partir dos dados encontrados.

 

Anualmente, desde a RESOLUÇÃO Nº 181/2017-CONSEPE, de 14 de novembro de 2017, elabora-se o Plano de Ação Trienal do Curso de Graduação (PATCG) por meio do seu Colegiado. Esse documento propõe estratégias para o enfrentamento das fragilidades e encaminhamento de ações de como superá-las, consistindo em metas que fazem parte da Política de Melhoria da Qualidade dos Cursos de Graduação e de Pós-graduação oferecidos pela UFRN. O curso continuará elaborando o PATCG e o Relatório do PATCG, agora previstos na RESOLUÇÃO Nº 048/2020-CONSEPE, de 08 de setembro de 2020. Para o desenvolvimento dessa política é considerado o Conceito Preliminar de Curso (CPC) e o PATCG conta com a dimensão do desempenho dos estudantes no Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (ENADE). O conhecimento dos índices do CPC e do ENADE, além das autoavaliações da Comissão Permanente de Avaliação (CPA) da UFRN são utilizados no planejamento de ações e estratégias indicadas no PATCG.

 

A partir da atenção e da consequente implementação prática do referencial definido neste Projeto Pedagógico para o desenvolvimento da licenciatura em foco, espera-se que os seguintes resultados sejam alcançados:

* Fortalecimento e incremento da cultura segundo a qual um Projeto Pedagógico é documento vivo relevante, instituidor de balizamentos teóricos, metodológicos e práticos norteadores dos processos de formação do curso de licenciatura a distância;
* Melhoria do ensino e aprendizagem da matemática desenvolvida no trabalho de formação da licenciatura a distância;
* Fortalecimento e incremento da integração entre docentes dos diversos departamentos que atendem as necessidades acadêmicas, científicas e pedagógicas demandadas pela estrutura curricular e demais ideias e elementos essenciais constitutivos da licenciatura a distância;
Fortalecimento e incremento dos processos de interações entre alunos e professores e entre alunos, seja do ponto de vista acadêmico-científico, seja nos marcos das relações socioculturais no âmbito da vida universitária ou fora dela;
* Fortalecimento e incremento das experimentações ou consolidações de concepções e estratégias inovadoras de ensino e de metodologias colocadas pelas modernas tecnologias da informática, da informação e da comunicação ou das tendências atuais da educação matemática;
* Fortalecimento e incremento da integração entre o ensino, a pesquisa e a extensão concernente à vida acadêmico-científica que envolve a licenciatura;
* Melhoria da qualidade dos processos de avaliação, tanto deste Projeto Pedagógico em si, quanto da avaliação acadêmica do alunado e do trabalho de docência (avaliação do processo de ensino e aprendizagem);
* Fortalecimento e incremento dos processos de identidade, de motivação e de interesse do alunado pela licenciatura a distância;
* Fortalecimento e incremento da compreensão do alunado em relação à importância do papel social e profissional do professor para a sociedade, para as crianças e os jovens adolescentes, para a emancipação acadêmica, científica, política e tecnológica do país e melhoria da educação do seu povo;
* Aumento das taxas de conclusão da Licenciatura de Matemática a Distância.


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