Projeto Pedagógico do Curso

No processo de formação capacita-se os egressos para atuarem com ética, com visão crítica, autônoma e criativa. E ainda, com respeito à pluralidade profissional, com postura propositiva atente aos problemas e desafios inerentes à sociedade.

O egresso do curso tem perfil para atuar na área do ensino, com conhecimentos sobre a gestão escolar, de modo coerente com os fundamentos e pressupostos teóricos e metodológicos da ciência geográfica.

O egresso é capacitado para saber lidar com a organização e orientação de situações de aprendizagem envolvendo discentes em atividades individuais e coletivas, com estratégias didáticas diversas, com estratégias de trabalho em equipe e com capacitação para participar da administração escolar e para saber lidar com o elo entre escola e família.

No curso, o graduando tem acesso às diferentes abordagens teóricas e metodológicas da Geografia para que possa compreender sua sistematização como ciência e contribuir com seus conhecimentos na busca pelo desenvolvimento social. O profissional é capacitado para utilizar socialmente o conhecimento geográfico, sendo atuante e crítico e respeitando a pluralidade no exercício da docência.

As competências e habilidades dos egressos estão alinhadas a Resolução Nº 4/2024 que dispõe as DCNs para a Formação Inicial em Nível Superior de Profissionais do Magistério da Educação Escolar Básica (cursos de licenciatura, cursos de formação pedagógica para graduados não licenciados e cursos de segunda licenciatura).

Em consonância com os objetivos do curso, com o perfil do profissional a ser formado e da Resolução CNE/CES Nº 14/2002 que estabelece as diretrizes curriculares para os cursos de Geografia, espera-se que o Licenciado tenha as seguintes competências e habilidades:

i) atuar no ensino, entendendo-o não como mera transmissão do conhecimento, mas como processo construtivo;

ii) utilizar o material didático em sala de aula de modo crítico e criativo;

iii) estar habilitado a fazer uso das geotecnologias de apoio ao processo de ensino-aprendizagem;

iv) Introduzir na prática pedagógica os conteúdos geográficos, selecionando os e associando-os ao universo cultural no qual os alunos estão inseridos;

v) compreender a Geografia como um campo de conhecimento relacionado com outras formas de conhecimento e apreensão do mundo;

vi) identificar e utilizar corretamente, em situações concretas na Educação Básica, os conceitos geográficos;

vii) compreender a complexidade do espaço geográfico e das paisagens, bem como suas diferentes modalidades de combinações no tempo;

viii) compreender a complexidade dos fundamentos político-pedagógicos presentes na atividade docente;

ix) refletir sobre as questões educacionais e pedagógicas referentes ao ambiente escolar;

x) propor projetos de intervenção na realidade escolar, com ênfase no contexto do semiárido brasileiro;

xi) aplicar os saberes geográficos e pedagógicos na elaboração de materiais didáticos, com ênfase no contexto do semiárido brasileiro;

xii) ensinar Geografia para crianças, jovens e adultos.

O curso de Licenciatura em Geografia possui uma carga horária total de 3300 horas com duração regular de 8 semestres letivos. Da carga horária total, tem-se 920h de Formação Geral (Núcleo I), 1680h de Conhecimento Específico

(Núcleo II), 395h de Atividades Acadêmicas de Extensão (AAE) e 400h de

Estágio Curricular Supervisionado (ECS) (Núcleo IV).

O curso de Licenciatura em Geografia possui a sua estrutura curricular articulada entre os vários componentes curriculares e com abordagens teórica e prática voltadas principalmente para o contexto do semiárido brasileiro. Os componentes curriculares estão organizados tendo como referência os conteúdos de natureza geográfica e pedagógica. Nesse sentido, a prática docente é exercida como um componente transversal às disciplinas e o Estágio

Supervisionado como um exercício teórico-prático de construção e reflexão da formação docente, que se realiza a partir do segundo período do curso. Desta forma, rompe-se com a visão de que o aluno se torna professor a partir do estágio, e coloca-se em andamento a concepção de que a formação docente se dá continuamente, no decorrer do curso.

A organização dos conteúdos e dos componentes curriculares contemplam as inter-relações entre o local e o global, o geográfico e áreas afins, permitindo articulações e reflexões contextualizadas e críticas.

Os componentes curriculares são desenvolvidos através de metodologias que privilegiam a articulação entre os conteúdos disciplinares e a integração entre ensino, pesquisa e extensão. Nesse sentido, os procedimentos de ensino envolvem aulas expositivas dialogadas, seminários, trabalhos de grupo, produção e execução de projetos de ensino e de pesquisa, atividades de extensão, exercício de monitoria, atividades laboratoriais e de campo, de forma a articular a dimensão teórico-prática na formação docente.

A avaliação do processo de ensino e aprendizagem ocorrerá de maneira individualizada e coletiva. A avaliação será contínua ao longo de todo o curso. Cada componente curricular (disciplina ou atividade integradora de formação) realizará avaliações de acordo com a carga horária do componente. O processo de avaliação dos discentes tem por base a verificação da aprendizagem das competências/habilidades/atitudes estabelecidas e segue o regulamento dos Cursos de Graduação da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A avaliação do processo de ensino e aprendizagem também será acompanhada de análise regular da assiduidade dos discentes.

Os procedimentos de acompanhamento e de avaliação utilizados nos processos de ensino e aprendizagem atendem à concepção do curso definida no PPC, permitem o desenvolvimento e a autonomia do discente de forma contínua e efetiva, resultam em informações sistematizadas e disponibilizadas aos estudantes, com mecanismos que garantam sua natureza formativa e possibilitam a adoção de ações concretas para a melhoria da aprendizagem em função das avaliações realizadas.

Ressalta-se que os instrumentos de avaliação são diversos e adaptados para cada componente curricular de acordo com as suas especificidades. A avaliação também poderá passar por flexibilização considerando as especificidades socioeconômicas, físicas, cognitivas, sensoriais, mentais e necessidades específicas dos discentes.

Em casos de discentes Necessidades Educacionais Especiais (NEE), será providenciada, por parte do docente responsável, a devida adaptação nos instrumentos avaliativos. Nessa conjuntura, dependendo das especificidades da necessidade educacional, poderá ser garantido um tempo adicional de 50% (cinquenta por cento) para a realização das atividades.

Dentre os instrumentos avaliativos pode-se citar: prova escrita, fichamentos, produção de objetos pedagógicos, produção de relatórios, debates, visitas técnicas, entre outros, contemplando diferentes estratégias avaliativas conforme orientado pela Resolução CNE/CP Nº 04/2024.

O processo avaliativo também utiliza, sempre que necessário o Sistema Integrado de Gestão de Atividades Acadêmicas (SIGAA) e suas diversas ferramentas, e deve estar presente nos planos de ensino de cada componente curricular, o qual apresenta conteúdos distribuídos em unidades, sendo que cada uma dessa possui pelo menos uma avaliação. Todos os componentes curriculares devem dispor de pelo menos uma avaliação presencial e individual.

Os resultados das avaliações deverão ser discutidos coletivamente tanto no espaço da sala quanto nas reuniões envolvendo o corpo docente. Nesta conjuntura, destaca-se que o Núcleo Docente Estruturante (NDE) deve ser aproveitado como espaço propício à reflexão acerca da avaliação das práticas docentes.

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