Linhas de Atuação

ENSINO NA SAÚDE


Essa Linha de Atuação Científico Tecnológica (LACT) inclui a formulação do Ensino em Saúde com foco na política pública apresentada pelo Ministério da Saúde para a educação dos profissionais, sustentada nos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e proposta para implementar processos com capacidade de impacto no ensino, na gestão setorial, nas práticas de atenção e no controle social em saúde. A formação dos profissionais de saúde tem permanecido alheia à organização da gestão setorial e ao debate crítico sobre os sistemas de estruturação do cuidado, mostrando-se absolutamente impermeável ao controle social sobre o setor, fundante do modelo oficial de saúde brasileiro. As instituições formadoras têm perpetuado modelos de Ensino na Saúde, essencialmente conservadores, centrados em aparelhos e sistemas orgânicos e tecnologias altamente especializadas, dependentes de procedimentos e equipamentos de apoio diagnóstico e terapêutico tem como objetivo o desenvolvimento de novos produtos, processos e serviços além da demonstração do conceito de simulação, quando associados à inovação e absorção de tecnologia. Soluções inovadoras em simulação podem mudar e aprimorar a educação cirúrgica e melhorar a Saúde do país. Essa LACT foca o atendimento dos interesses públicos no cumprimento das responsabilidades de formação acadêmico-científica, ética e humanística para o desempenho tecnoprofissional; a produção de conhecimento e promoção de avanços nos campos científico, tecnológico e cultural e prestação de serviços, principalmente de cooperação e assessoramento técnicos, de retaguarda e avaliação tecnológica e de documentação e disseminação dos saberes produzidos nos serviços, nos movimentos sociais e nas práticas populares voltadas ao Ensino na Saúde. As práticas de saúde e as práticas pedagógicas implicam em trabalho articulado entre o sistema de saúde (em suas várias esferas de gestão) e as instituições formadoras. Coloca em evidência a formação para a área da saúde como construção da educação em serviço/ educação permanente em saúde: agregação entre desenvolvimento individual e institucional, entre serviços e gestão setorial e entre atenção à saúde e controle social voltadas ao Ensino. Essa LACT visa discutir as instituições formadoras, mediadas pelo Estado, na relevância pública de seu projeto político-pedagógico e os significados que emprestam à produção de conhecimento e prestação de serviços e, assim, permitir o julgamento, pela sociedade, do cumprimento de suas funções públicas, igualando-se ao SUS ao reconhecer o direito de controle da sociedade sobre a gestão pública do Ensino na Saúde.



GOVERNANÇA



A promoção da saúde no ambiente organizacional possibilita controlar os custos com assistência médica, orientar a cultura corporativa para a saúde e o bem estar dos funcionários, e melhorar a motivação e o desempenho no trabalho. Dentro da temática sobre Governança, a Qualidade de Atendimento inclue se os Cuidados dos Pacientes com foco no acesso e qualidade de atenção, Qualidade de Atendimento propriamente dito, Comunicação efetiva, Uso seguro de medicamento, Cirurgia segura, Prevenção de risco de infecção, Prevenção de risco de queda, Segurança do Paciente e dos Funcionários; A Biossegurança é praticada, aquela desenvolvida, principalmente nas instituições de saúde, e que envolve os riscos por agentes químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais, presentes nesses ambientes, se encontra no contexto da segurança ocupacional. Atualmente, a biossegurança envolve relações que são aplicadas em função do local e das abordagens. Essas relações mostram a complexidade atual da biossegurança no Brasil e as implicações legais com outras áreas relacionadas à saúde e segurança no trabalho (SST) e meio ambiente, que necessitam de estudos para dar respaldo a todos os stakeholders do processo. Não existe governança sem os princípios éticos, de forma que a Ética será a guia mestra desse processo. Iniciativas para a gestão de custos, para redução de custos (processos de compras...), administração de leitos escassos, relacionamento dos profissionais com as indústrias, administração da qualidade e melhorias clínicas serão o alvo nessa LACT. Buscam três pilares estratégicos: geração de competências, comunicação e representatividade institucional. Nessa LACT são incluídas programas estratégicos de relacionamento político, suporte legal regulatório e relacionamento institucional, conflitos de interesse; inovação e gestão em organização do corpo clinico, melhores práticas assistenciais, organização assistencial, gestão de pessoas e práticas de sustentabilidade; e relações corporativas com fornecedores e pacientes/cliente. Assim, os princípios da Governança Corporativa vêm ao encontro das necessidades de transparência, profissionalização e aumento de confiabilidade das empresas.
 
 
POLÍTICAS PÚBLICAS
 
 
Diante dos desafios para a organização da atenção à saúde no contexto contemporâneo, há diversas propostas, determinadas por distintas concepções políticas, ideológicas e teórico-conceituais, que buscam definir papéis, modos de gestão e funcionamento dos hospitais. Entretanto, apesar das diferenças, em geral as propostas são derivadas de combinações entre referenciais da organização de serviços e Sistemas de Saúde, da atenção gerenciada (Managed Care) e da administração de empresas. As políticas de saúde para o SUS caracterizaram-se pela parcialidade, não sendo capazes de promover reformas estruturais na organização dos hospitais. Tampouco inseriram os hospitais universitários organicamente no SUS. Além disso, os interesses e propósitos de mudanças nem sempre têm coerência com princípios e diretrizes do SUS. A constituição de linhas de cuidado como estratégia gerencial para garantir a integralidade da atenção hospitalar nas práticas produzidas no hospital, e a partir do hospital, na relação com o Sistema de Saúde. A integralidade se dá a partir da síntese de múltiplos cuidados realizados por distintos profissionais, em diferentes pontos do Sistema de Saúde. A linha de cuidado, no caso, seria a concretização do itinerário para garantir a construção da integralidade da atenção à saúde, sendo o hospital uma das “estações”. Para tanto, se propõem mudança na lógica de gestão de atenção à saúde no hospital, passando de organização do cuidado centrada nas especialidades médicas e nas corporações, para a coordenação de casos, sugerindo a instituição de coordenadores das linhas de cuidado como gerentes dos serviços de saúde. Existem tendências de mudanças no hospital, propostas voltadas para incentivar a desospitalização, promover a humanização de cuidados e implantar medidas voltadas à promoção de saúde e prevenção de doenças nas práticas hospitalares. Com relação à desospitalização, constata-se desde a adoção de estratégias gerenciais voltadas para reduzir o tempo de internação hospitalar, como o desenvolvimento de modalidades alternativas de cuidado a serem realizadas em ambientes extra-hospitalares, complementares à assistência hospitalar, como, por exemplo, assistência domiciliar “Home Care” e o hospital-dia, “Day Hospital” Ao propósito de desenvolver estratégias voltadas para promoção à saúde e prevenção de doenças, há o exemplo dos Hospitais Promotores de Saúde (HPS), divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). Essa LACT busca construir novos papéis para atenção hospitalar no Sistema de Saúde, além da prestação assistencial propriamente dita, a partir da utilização do referencial da “Promoção da Saúde”.
 
 
TECNOLOGIA EM SAÚDE


A gestão de uma unidade em Saúde por si só já é complexa. Mas, é clara a necessidade de uma gestão de recursos em prol da produtividade e eficiência principalmente com relação à demanda e aos custos fixos e variáveis versus efetividade dessas novas tecnologias. Os sistemas de saúde dos diferentes países apresentam grande diversidade no que concerne às decisões sobre incorporação de tecnologias e as expectativas dos usuários dos serviços. Escolhas difíceis são enfrentadas por gestores em todos os níveis do sistema de saúde. O arsenal de intervenções na atenção à saúde é vasto, sendo continuamente ampliado com novos medicamentos, equipamentos, artigos e procedimentos médicos. Esta realidade faz com que, a cada ano, torne-se mais difícil para o sistema fornecer ao usuário a intervenção teoricamente mais eficaz disponível no mercado, em função das pressões colocadas sobre o sistema de saúde em relação ao aumento dos custos, à capacitação de recursos humanos, às necessidades de atualização dos instrumentos de regulação e certificação, e aos investimentos na infra-estrutura física Newhouse. A avaliação de tecnologias em saúde (ATS) surge nos países desenvolvidos em face dessa preocupação, com o objetivo de subsidiar as decisões políticas quanto ao impacto da tecnologia em saúde. A ATS é um campo multidisciplinar de análise de políticas, que estuda as implicações clínicas, sociais, éticas e econômicas do desenvolvimento, difusão e uso da tecnologia em saúde. Os Sistemas de Informação em Saúde podem ser desenvolvidos para uso macro-economico, utilizados em Ministérios, Secretarias de Estado ou Prefeituras / Câmaras Municipais (neste caso condensando informações de outros subsistemas ou redes locais), ou para uso microeconomico (clínicas, hospitais, redes empresariais). Desta forma, são instrumentos padronizados de monitoramento e coleta de dados, que tem como objetivo o fornecimento de informações para análise e melhor compreensão de importantes problemas de saúde da população, subsidiando a tomada de decisões nos níveis municipal, estadual e federal. O Sistema de Informações sobre Mortalidade – SIM - possibilitou a captação de dados sobre mortalidade, de forma abrangente e confiável, para subsidiar as diversas esferas de gestão na saúde pública, possibilitando a análise de situação, planejamento e avaliação das ações e programas na área. O Sistema de Informações de Nascidos Vivos – SINASC - apresenta atualmente um número de registros maior do que o publicado pelo IBGE, com base nos dados de Cartório de Registro Civil, subsidiando as intervenções relacionadas à saúde da mulher e da criança para todos os níveis do Sistema Único de Saúde – SUS. Os sistemas permitem a identificação de prioridades de intervenção, o que contribui para efetiva melhoria do Sistema. Assim, a linha de atuação cientifica e tecnológica, visa analisar e discutir as questões relevantes no setor de saúde sob a perspectiva econômica, estando dividida em duas partes. A primeira parte apresenta os elementos fundamentais da teoria econômica para analisar o mercado de tecnologias de saúde e inclui o estudo de tópicos como a pesquisa, desenvolvimento, inovação e produção de tecnologias em saúde. A segunda parte trata da dinâmica dos sistemas de inovação em saúde, inter-relação entre os principais atores e protagonistas do sistema de inovação em saúde no Brasil e apresenta modelos de sucesso de sistema nacionais de inovação. A importância estratégica da inovação em saúde é enfatizada, indicando tanto as interações entre a pesquisa científica e as inovações no setor como as múltiplas influências entre a construção de um efetivo sistema de inovação no setor saúde e a economia. No caso brasileiro, em que o atraso tecnológico coexiste com o atraso social, a superação de ambos passa pelo fortalecimento das instituições do sistema de inovação do setor saúde.
 
 
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