Banca de DEFESA: MARCIA LE SENECHAL HISSETT

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARCIA LE SENECHAL HISSETT
DATA : 09/08/2018
HORA: 11:00
LOCAL: Sala 38-D, DEART
TÍTULO:

DESENHO NOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL


PALAVRAS-CHAVES:

desenho; desenvolvimento integral; cognição; anos finais; Ensino Fundamental.


PÁGINAS: 114
RESUMO:

O desenho, como forma expressiva, atividade lúdica, recreação e recurso didático é muito utilizado no Ensino Fundamental. Esta realidade vem se perpetuando na história desta fase elementar da formação dos sujeitos. Para muitos deles, quando falamos em aulas de Artes, é motivo de entusiasmo e logo declaram: Vamos desenhar! Outros se colocam na defensiva, dizendo: Não sei desenhar! Isto é o que presenciamos em muitas escolas e, com a introdução de outras linguagens artísticas no currículo escolar, tais como música, teatro e dança, o tempo para aprender a desenhar nos anos finais do Ensino Fundamental ficou ainda mais reduzido e, de certa forma, perdido numa tentativa de misturar as quatro linguagens, em abordagem tida como transdisciplinar. Por esta razão, esta pesquisa empenhou-se em rever o desenho para os jovens estudantes envolvidos neste momento de formação e desenvolvimento humano. Em duas experiências distintas no Rio Grande do Norte (RN): na Vila de Ponta Negra, Natal e em Parnamirim, foram associadas práticas – dentro e fora da escola -e, referenciais teóricos e artísticos, clássicos e da contemporaneidade, de forma que pudéssemos entender melhor o processo de ensino e aprendizagem do grafismo como propulsor do desenvolvimento cognitivo e integral neste momento da vida dos jovens estudantes. As buscas e práticas demonstraram como o desenho contribui para a organização do pensamento, para a aquisição de habilidades organizacionais, projetivas, criativas e expressivas, elevando o potencial de síntese e resolução de problemas por parte dos estudantes. A abordagem metodológica desenvolvida foi de natureza qualitativa, permitindo explorar todas as dimensões da singularidade do desenho para o desenvolvimento integral do ser humano, possibilitando a melhor compreensão do objeto de estudo. Permitiu também a criação de um método de contextualização para cada experiência, confirmando assim, de forma aberta, a renovação da abordagem a cada nova experiência, mesmo sendo o tema milenar e os conceitos e elementos da linguagem tão conhecido por aqueles que a ele se dedicam. O estudo mostrou a importância de se estudar o desenho de forma sistematizada, num bloco bem organizado de ações, logo nos primeiros momentos dos anos finais, de maneira que os estudantes possam aprender, superar dificuldades e sistemas de representação culturalmente assimilados, fortalecendo a autoestima e o empoderamento dos mesmos na utilização dos grafismos tanto em momentos de livre expressão, como recurso expressivo nas mais diferenciadas necessidades – dentro e fora da escola- e, também na aquisição de autonomia para continuar a aprendizagem, direcionando-a para futuras profissões e soluções para criação de estratégias e esquemas, nos mais diferentes momentos da vida. Por tudo isto, defende-se aqui que o desenho é indispensável para o desenvolvimento global do ser humano e por razões profundas não pode ser deixado de lado ou abordado como recurso didático secundário nos anos finais do Ensino Fundamental.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1674328 - MARCOS ALBERTO ANDRUCHAK
Interno - 2145914 - LAIS GUARALDO
Externo ao Programa - 1801838 - BETTINA RUPP
Externo à Instituição - ADEILZA GOMES DA SILVA BEZERRA
Notícia cadastrada em: 31/07/2018 09:43
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