PPGQ/CCET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA INSTITUTO DE QUÍMICA Telefone/Ramal: (84) 3342-2323/136 https://posgraduacao.ufrn.br/ppgq

Banca de DEFESA: ISABEL DO NASCIMENTO SILVA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ISABEL DO NASCIMENTO SILVA
DATA : 23/07/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do NUPPRAR
TÍTULO:

ESTUDO DA DEGRADAÇÃO FOTOCATALÍTICA DO FÁRMACO CAPTOPRIL PELO COMPÓSITO DE NANOPARTÍCULAS DE TiO2- PERLITA EXPANDIDA


PALAVRAS-CHAVES:

Captopril. Perlita expandida. TiO2. Degradação fotocatalítica. Tratamento de resíduos


PÁGINAS: 100
RESUMO:

A preocupação com o descarte inadequado de substâncias químicas no meio  ambiente vem aumentando nos últimos anos. Os micropoluentes emergentes vêm causando grande impacto na natureza. Dentre essa classe, os fármacos ganham destaque por se tratarem de substâncias biologicamente ativas de difícil degradação pelos sistemas convencionais de tratamento. Os Processos Oxidativos Avançados (POAs) podem ser utilizados no tratamento desses poluentes, por se tratar de uma técnica eficaz na mineralização do contaminante. Dentre esses métodos, a fotocatálise heterogênea pode ser utilizada, sendo caracterizada pelo uso de semicondutores como fotocatalisadores. O semicondutor mais utilizado nesse processo é o TiO2,  apresentando boa eficiência de degradação. No entanto, o TiO2 pode ser facilmente dispersado dificultando o processo de separação do meio aquoso, precisando ser suportado em algum material. Nesse trabalho, fez-se uso da perlita expandida (PE), um aluminossilicato de origem vulcânica, como material suporte, obtendo-se assim um compósito. O estudo foi realizado com o captopril (CAP), um anti-hipertensivo, caracterizado também como substância teratogênica, podendo causar diversos danos em fetos. A síntese dos compósitos foi baseada na metodologia descrita na literatura. Inicialmente foram realizados testes para verificar o equilíbrio de adsorção, no qual se utilizou 200 mL de solução de CAP em 100 mg de compósito num reator fotocatalítico, sem radiação. Para os testes fotocatalíticos foram mantidas as mesmas condições, porém utilizando-se uma lâmpada de 9 watts no processo de irradiação, sendo os mesmos parâmetros estabelecidos para os testes de fotólise sem o uso do compósito. Os resultados mostram que as técnicas de caracterização utilizadas nesse estudo, IV, DRX, FRX, MEV, EDS e análise de tamanho de partículas, comprovaram que nos compósitos sintetizados houve a incorporação do TiO2 na matriz PE. Os ensaios de adsorção/ dessorção mostraram que o tempo de equilíbrio de adsorção para os compósitos na solução do fármaco CAP foi de 30 minutos. Os testes de fotólise e fotocatálise indicaram que o principal efeito entre os dois métodos de degradação é em relação ao tempo de análise. Houve degradação de 32,0 % em 285 minutos para fotocatálise e 26,5 % no tempo de 450 minutos para fotólise, na concentração de 50 mg L-1. Os percentuais de degradação para as concentrações de 50, 40, 30, 20 e 10 mg L-1 foram respectivamente para a fotólise 26,5; 26,3; 26,1; 40,0 e 43,1% e para a fotocatálise nas concentrações de 50, 40, 30, 20 e 10 mg L-1 foram 32,0; 36,0; 38,3, 41,0% e 42,8%. A degradação frente aos compósitos T-PE-30% e T-PE-10% mostram que houve uma redução na concentração de CAP de 18,5% para o compósito T-PE-30% na concentração de 50 mg L-1 no tempo de 120 minutos e 33,7% para a concentração de 10 mg L-1 no tempo de 90 minutos. Já para o compósito T-PE-10%, houve uma degradação de 26,3% em 240 minutos para a concentração de 50 mg L-1 e 32,7% para a concentração de 10 mg L-1 no tempo de 120 minutos. Indicando que o compósito com maior teor de TiO2 foi mais efetivo na degradação. O estudo cinético mostrou que a cinética é regida pelo modelo de Langmuir-Heinshelwood. A cinética do sistema foi obtida como sendo de primeira ordem. Os testes de toxicidade mostraram que o CAP apresentou influência negativa na germinação e crescimento das sementes Lactuca sativa, mas os efluentes tratados mostraram desempenho semelhante ao controle positivo. O aumento da intensidade de radiação favorece o processo de degradação, apresentando melhor resultado para o compósito T-PE-50% na concentração de 10 mg L-1. A análise de TOC evidenciou que o teste com a concentração de 10 mg L-1 de CAP e com o compósito T-EP-50% com potência de radiação de 18 W teve um melhor percentual de mineralização de efluente, 39,8%. O estudo de custo energético mostrou que o processo mais econômico foi para fotocatálise na concentração de CAP de 10 mg L-1 na potência de radiação de 18 W e para o processo de fotólise na concentração de CAP de 10 mg L-1  nos valores de R$ 0,057 e 0,0962, respectivamente.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - CLÁUDIA DE OLIVEIRA CUNHA - UFPB
Interno - 348475 - DJALMA RIBEIRO DA SILVA
Externa ao Programa - 2275848 - ELISAMA VIEIRA DOS SANTOS
Externa à Instituição - LIDIANE ALVES DE MORAIS - UFERSA
Presidente - 1412709 - NEDJA SUELY FERNANDES
Notícia cadastrada em: 03/07/2019 13:47
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