PPGQ/CCET PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM QUÍMICA INSTITUTO DE QUÍMICA Telefone/Ramal: (84) 3342-2323/136 https://posgraduacao.ufrn.br/ppgq

Banca de QUALIFICAÇÃO: ISABEL DO NASCIMENTO SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ISABEL DO NASCIMENTO SILVA
DATA: 05/03/2015
HORA: 09:00
LOCAL: SALA DE TREINAMENTO DO NUP-ER
TÍTULO:

USO DO CARVÃO DE COCO DE BABAÇU MODIFICADO COM ÁCIDO CÍTRICO COMO ADSORVENTE DO AZUL DE METILENO UTILIZADO EM EXPERIMENTOS DE QUÍMICA ANALÍTICA


PALAVRAS-CHAVES:

carvão de babaçu, Azul de metileno, adsorção.


PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Ciências Exatas e da Terra
ÁREA: Química
SUBÁREA: Química Analítica
ESPECIALIDADE: Análise de Traços e Química Ambiental
RESUMO:

Com o crescente desenvolvimento cientifico e tecnológico, o homem passa a explorar os recursos naturais de forma mais agressiva, gerando a cada dia enormes quantidades de resíduos que são descartados no meio ambiente sem nenhum tratamento prévio. As instituições de ensino e pesquisa vêm ganhando destaque como poluidoras do ambiente, já que por vezes ignoram sua condição de geradoras de efluentes e descartam seus resíduos químicos de forma inadequada. Dentre os principais contaminantes ambientais, os corantes ganham destaque, pois tratam-se  de substâncias altamente tóxicas para a fauna e flora aquática, podendo causar sérios danos a saúde humana. Muitas técnicas no tratamento de efluentes contendo corantes vêm sendo apresentados na literatura, no entanto, muitas dessas técnicas requerem um consumo energético elevado tornando os processos de remoção de alto custo e baixa eficiência. Nesta perspectiva, a adsorção vem sendo utilizada de forma eficaz no tratamento desses efluentes contendo corantes. O babaçu, palmeira nativa da America latina é amplamente encontrada em alguns estados do norte, nordeste e centro-oeste do Brasil, produz um fruto que possui uma vasta potencialidade, dentre as quais destaca-se a produção de carvão. Assim, este trabalho tem como objetivo utilizar o carvão de coco de babaçu (CCB) modificado com ácido cítrico para tratar o efluente real gerado a partir do corante Azul de metileno (AM). Para caracterizar o CCB modificado utilizou-se as técnicas de Espectroscopia de absorção molecular na região do Infravermelho (IV), Difração de raios-X (DRX), Análise térmica (TG/DTG e DTA) e Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV). O IV mostrou a presença de grupos OH, CH2, CH3 e C=O tanto no material modificado quando no material sem modificação, grupos estes característicos da lignina, no entanto não se verificou nenhuma incorporação do ácido cítrico no material, dados que foram comprovados pelas demais técnicas. Assim infere-se que o ácido usado na modificação foi eficiente na ativação dos sítios disponíveis do carvão, melhorando o processo de adsorção no decorrer do tempo. Na variação da concentração inicial do adsorvente, observou-se que o percentual de remoção da cor do AM aumenta com a diminuição da concentração inicial, onde nas concentrações de 14, 12, 10, 8, 6, 4 e 2 mg L-1 apresentou pontos de remoção máximo correspondendo respectivamente a 61,26; 72,12; 67,29; 75,56; 91,60; 95,33 e 100 %. Para a variação do pH da solução, observou-se que com o aumento do pH aumenta-se o percentual de remoção da cor do AM, assim para os pHs 3,0; 6,0 e 10,0 obteve se respectivamente 93,60; 67,29 e 42,15 % de remoção do AM. O modelo de cinética de adsorção que melhor se ajustou aos dados experimentais foi o de pseudo-segunda-ordem, apresentando um valor de r2 igual 0,9965 e valores de qe,exp de 1,5424 mg g-1 e qe,teor de 1,5625 mg g-1. O modelo isotérmico que melhor se ajustou as dados experimentais foi o de Langmuir indicando uma natureza de adsorção física em monocamada. Concluindo-se que o CCB modificado apresentou-se como um eficaz material adsorvente na remoção do AM de soluções aquosas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1558610 - ANA PAULA DE MELO ALVES GUEDES
Interno - 1645110 - CARLOS ALBERTO MARTINEZ HUITLE
Presidente - 1412709 - NEDJA SUELY FERNANDES
Notícia cadastrada em: 12/02/2015 08:54
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