Banca de DEFESA: LAÍSE DIANA DOS SANTOS BRANDÃO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LAÍSE DIANA DOS SANTOS BRANDÃO
DATA : 27/01/2017
HORA: 09:00
LOCAL: Sala de Reuniões do Centro de Biociências - UFRN
TÍTULO:

Prevalência e susceptibilidade antifúngica de Candida Spp implicadas na candídiase vulvovaginal em gestantes.


PALAVRAS-CHAVES:

Candida spp, candidíase em gestantes, vaginite, candidíase vulvovaginal, susceptibilidade a antifúngicos.


PÁGINAS: 55
RESUMO:

A Candidíase Vulvovaginal (CVV) caracteriza-se como um processo infeccioso inflamatório da vulva e vagina, causado por leveduras do gênero Candida. Aproximadamente 75% de todas as mulheres grávidas experienciam pelo menos um episódio de CVV durante as suas vidas e 50% delas sofrem episódios recorrentes, porém os mecanismos pelos quais a gravidez estimula a colonização das espécies de Candida ainda estão sendo elucidados. Sabe-se que mulheres grávidas apresentam um aumento de duas vezes na prevalência de colonização vaginal por espécies do gênero Candida quando comparada a não gestantes. As intensas variações epidemiológicas relacionadas à CVV, e ausência de dados locais, sustentam a importância de um estudo acerca da população do gênero Candida responsável pela CVV em gestantes, e seus fatores predisponentes. Desse modo, o estudo teve como finalidade identificar fenotipicamente através de metodologias clássicas (como o microcultivo) e atuais (utilizando Chromagar e identificação automatizada), e confirmar através da análise molecular, as espécies de Candida responsáveis pela CVV em pacientes grávidas atendidas na Maternidade Escola Januário Cicco/RN, determinando a susceptibilidade destas aos antifúngicos selecionados e a associação entre os dados sociodemográficos que auxiliem na construção do perfil epidemiológico. A relevância da identificação correta em nível de espécie é justificada pela resistência a determinados antifúngicos, comum principalmente entre espécies não-albicans, incorrendo em tratamentos ineficazes, o que resulta no excesso de gasto público com atendimentos de casos recorrentes e medicamentos fornecidos à população. Os resultados da identificação foram compatíveis com o descrito na literatura por outros pesquisadores, com 95% das leveduras identificadas fenotipicamente como C. albicans, e 5% sendo da espécie C. glabrata, relatada como espécie do tipo não-albicans mais frequentemente isolada de vulvovaginites. Quanto aos testes de susceptibilidade aos antifúngicos, realizados pelo método automatizado (Vitek 2), todas as cepas se mostraram sensíveis às drogas testadas (fluocitosina, fluconazol, voriconazol, anfotericina B, caspofungina e micafungina), inclusive o espécime de C. glabrata, em contraste ao descrito na literatura, que relata a resistência ou susceptibilidade dose dependente desta aos derivados azólicos. Com relação aos fatores sociodemográficos, não foi constatada nenhuma associação, estatisticamente significativa, entre estes e o estabelecimento da CVV. Conclui-se, portanto, que o diagnóstico microbiológico da CVV é relevante para o tratamento, tendo em vista que todas as pacientes com suspeita clínica foram tratadas com antifúngicos, mas apenas 48,78% destas, foram realmente positivas, sendo a espécie C. albicans prevalente, seguida pela C. glabrata, entre as gestantes atendidas na Maternidade Escola Januário Cicco/RN.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - MARIA APARECIDA RESENDE STOIANOFF - UFMG
Interno - 1452833 - MARIA CELESTE NUNES DE MELO
Presidente - 2121234 - VANIA SOUSA ANDRADE
Notícia cadastrada em: 20/12/2016 09:09
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