MAPAs MENTais e atividades de retextualização: ressignificando leitura e escrita a partir da biografia de zila mamede
Mapa Mental; biografia de Zila Mamede; retextualização; sequência didática.
Este estudo centra-se na Teoria da Aprendizagem Significativa de Moreira (1982) com o fito de promover a escrita dos alunos do Ensino Fundamental. Do ponto de vista dessa abordagem teórica, o aprendente adquire novos conhecimentos quando é possível integrá-los de forma interativa e significativa a outros conhecimentos prévios relevantes Moreira (2010). Desse modo, dificuldades em exercitar a escrita seguindo modelos expositivos já preconizados pelo ensino explicam-se, em grande parte, pela rigidez de tais modelos, que não se integram facilmente a interesses e conhecimentos prévios do discente. Nesse contexto, o presente trabalho propõe-se a contribuir para o aperfeiçoamento da proficiência em leitura e escrita de estudantes do Ensino Fundamental, desenvolvendo uma proposta de intervenção com base na elaboração pelos alunos de mapas mentais a partir da retextualização da biografia de Zila da Costa Mamede (Madrinha de biblioteca) da Fundação José Augusto. Busca-se investigar e comprovar o potencial de uma proposta pedagógica que conjuga metodologias ativas, a exemplo de mapas mentais, para promover maior autonomia e motivação do alunado em exercer suas práticas de leitura, escrita e retextualiação. A pesquisa fundamenta-se nas contribuições dos estudos do Letramento Schweuwly e Dolz (2004), Marcuschi (2001), Travaglia (1993), Matêncio (2002), Dell’Isola (2007), dos gêneros discursivos Bakhtin (2003), Dolz, Noverraz e Schneuwly (2004) e da Teoria da Aprendizagem Significativa Ausubel, (1980), Moreira (2010), Buzan (2009). Na primeira fase, de caráter interventivo, desenvolver-se-á e aplicar-se-á uma sequencia didática com atividades de leitura da biografia de Zila Mamede e elaboração de mapas mentais por alunos do 9º ano, da Escola Estadual Zila Mamede, durante o período letivo de 2024. Na segunda, de caráter interpretativo, analisar-se-ão as transformações operadas durante o processo de retextualização de mapas mentais e discutir-se-á se tais resultados confirmam o potencial dos mapas mentais no aperfeiçoamento da leitura e escrita pelos alunos e na ressignificação do novo conhecimento no processo de retextualização, valorizando assim o processo de ensino e aprendizagem.