LÁ FORA: Anteprojeto de uma Escola Infantil e Fundamental Montessori com abordagem biofílica
Arquitetura Escolar. Método Montessori. Conforto Ambiental. Design Biofílico.
Este Trabalho de Conclusão de Curso de Mestrado Profissional, também constituído em um relatório técnico, consiste em um Anteprojeto Arquitetônico de uma escola de ensino infantil e fundamental Montessori. Inseridas num contexto urbano adensado, em que, para atender à legislação construtiva “sobra” pouco espaço livre, as escolas, geralmente possuem déficit desses espaços livres e vegetados. Quando existem, muitas vezes, estão desconectados do espaço construído. Tendo em vista o potencial estético, pedagógico, mas também estratégicas básicas de conforto ambiental e acústica, trazer o paisagismo ao edifício escolar, reconhecendo seu valor e relevância para as condições de conforto ambiental são os diferenciais dessa proposta. Pergunta-se: poderia a arquitetura escolar incentivar o contato com a natureza através de suas áreas livres e ligações com o exterior? Esse trabalho tem o objetivo de projetar uma Unidade de Educação Infantil e Fundamental Montessori com destaque para o design biofílico e o conforto ambiental, ao considerar o problema do déficit de espaços livres nas escolas natalenses. Para desenvolver o projeto foi inicialmente realizado um aprofundamento teórico-conceitual sobre o tema, através de pesquisas bibliográficas e estudos de referências projetuais (precedentes ou correlatos). Em seguida, foi desenvolvida a programação arquitetônica, com definição de dilemas e metas do projeto. A partir dessa base, e com o auxílio dos componentes curriculares do curso, o processo projetual foi gradualmente sendo desenvolvido e mapeado, através de diversas formas de registro, desde as etapas iniciais de estudos de condicionantes, concepção e desenvolvimento do partido arquitetônico. Os resultados preliminares consistem no Anteprojeto Arquitetônico da Essência Montessori, onde foram definidas estruturas e relações espaciais para maximizar a integração com o espaço livre, visando condicionantes ambientais, dilemas, metas e especificidades do projeto escolar. Como resultados, foram obtidas salas de aprendizagem amplas e integradas, abundância de áreas verdes, espaço para correr e brincar, bosque, horta, características finais do projeto que atendem aos objetivos fixados. É possível concluir que o pouco tempo não permitiu o planejamento paisagístico em nível do solo, e por isso não foi possível detalhar as áreas de lazer em microescala. O projeto arquitetônico exige mais tempo de detalhamento para compreensão da dinâmica e atividades da escola. Se houvesse mais tempo, certamente ele seria desenvolvido. Entretanto, é possível perceber a estruturação e o padrão de adensamento arbóreo proposto. As estratégias de conforto estão relacionadas a maximização da arborização - visando o sombreamento; a ventilação cruzada das edificações; recobrimento permeável do solo - buscando facilitar a drenagem e reduzir reflectância do calor; o afastamento entre os blocos de sala de aula – visando maximizar a ventilação e melhorar a conexão com o exterior; a implantação escalonada das salas de aula e o afastamento do setor esportivo/ lazer ativo da zona de silêncio exigida pelo ensino e trabalho. Ressalta-se, por fim, a importância do paisagismo para as estratégias de conforto ambiental.