Banca de DEFESA: CAROLINE SUZY DO NASCIMENTO GARCIA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CAROLINE SUZY DO NASCIMENTO GARCIA
DATA : 06/03/2017
HORA: 10:00
LOCAL: LAPET - Laboratório de Pesquisa em Petróleo
TÍTULO:

LAURATO DE AMIDO OBTIDO A PARTIR DE AMIDO EXTRAÍDO DO CAROÇO DA MANGA TOMMY ATKINS: SÍNTESE, CARACTERIZAÇÃO E APLICAÇÃO EM FLUIDOS DE PERFURAÇÃO NÃO AQUOSOS


PALAVRAS-CHAVES:

amido, transesterificação, lauratode vinila, fluido perfuração, emulsão inversa (A/O), controle de filtrado.


PÁGINAS: 97
RESUMO:

Após o processamento da manga nas indústrias de polpas e sucos, toneladas de resíduos, como casca e caroço, são descartados sem o devido aproveitamento. Cerca de 15% a 20% do peso da manga, a depender da sua variedade, é devido ao caroço, a partir do qual é possível obter o amido. A fim de agregar valor a esse resíduo, este trabalho teve como objetivo a obtenção de um éster do amido extraído da manga (Tommy Atkins), através da reação de transesterificação do lauratode vinila (LV) com o amido. A síntese foi realizada na presença de um catalisador básico (K2CO3), em dimetilsufóxido (DMSO), a 110°C e atmosfera de N2(g). O produto obtido foi purificado por precipitação em metanol e caracterizado por espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), análise termogravimétrica (TGA), testes de solubilidade e microscopia eletrônica de varredura (MEV). O FTIR confirmou que o lauratode amido foi obtido, através do deslocamento da banda de carbonila em 1759 cm-1 do éster vinílico, no lauratode vinila, para 1743 cm-1, no éster saturado do amido modificado. O RMN 1H indicou que o laurato de amido apresentou um grau de modificação química em 1,13 e o RMN 13C apresentou um sinal em 173 ppm, que pode ser atribuído à carbonila do laurato de amido. A análise termogravimétrica mostrou que o amido modificado apresenta maior estabilidade térmica que seus precursores e que uma mistura física entre amido e lauratode vinila. Os testes de solubilidade também confirmaram a modificação química, já que, ao contrário do amido, o produto apresentou solubilidade em tolueno e clorofórmio, e permaneceu insolúvel em água e DMSO. Os dados do MEV mostraram que, após a modificação química, os domínios cristalinos do amido foram desfeitos e o aspecto exibido na micrografia é desestruturado (amorfo). A partir do produto amiláceo hidrofóbico obtido o presente trabalho buscou a utilização desse amido em fluidos de perfuração em poços de petróleo à base de emulsão inversa (A/O), devido ao alto interesse em desenvolver fluidos não-aquosos de baixa toxicidade e com elevado desempenho em condições de temperatura e pressões bastante elevadas. Os resultados experimentais físico-químicos dos fluidos estudados indicam que o produto obtido da síntese apresentou desempenho semelhante ao fluido com aditivo comercial no controle do filtrado.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1639676 - EDSON NORIYUKI ITO
Externo à Instituição - MARCOS ANTONIO VILLETTI - UFSM
Externo à Instituição - NÍVIA DO NASCIMENTO MARQUES - UFRN
Externo ao Programa - 1149440 - ROSANGELA DE CARVALHO BALABAN
Notícia cadastrada em: 23/02/2017 15:06
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