Banca de DEFESA: ALISSON DIEGO DIAS DE MEDEIROS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ALISSON DIEGO DIAS DE MEDEIROS
DATA: 27/09/2012
HORA: 10:00
LOCAL: CCHLA - Setor II Bloco E Sala 3
TÍTULO:

O IMAGINÁRIO DO DISCURSO DA MEDIUNIDADE NO PROCESSO DE ESCRITURA EM FERNANDO PESSOA


PALAVRAS-CHAVES:

Fernando Pessoa. Processo escritural. Imaginário da mediunidade.


PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
RESUMO:

A que responde a criação de um mundo fictício? Repulsa ou forma de reação a um mundo exterior? Doença psíquica, cuja marca simbólica pode ser a simulação ou a despersonalização? Difícil assumir uma posição quando é a escritura de um poeta como Fernando Pessoa que está em jogo. Anota Léo Schlafman (1998) que, na idade de 20 anos, Fernando Pessoa escrevera em inglês, no seu diário, “Uma de minhas complicações mentais é o medo da loucura, que em si próprio já é loucura." O que o livrou da loucura, constata Robert Bréchon (1986), era o gosto do jogo e jogo era para ele a sua escrita. Mesmo que isto o tenha livrado da loucura, o poeta não deixou de buscar explicações – ou de fornecê-las – para os fenômenos que tanto o incomodavam, ou o definiam. É aí que vamos nos deparar com o alinhamento de Fernando Pessoa no seio de  correntes filosóficas como o ocultismo e na leitura sobre tratados psicológicos e distúrbios mentais. Eram caminhos buscados por ele para explicar a existência de seus heterônimos e de seu processo escritural. Este trabalho apresenta, assim, como objetivo principal: analisar documentos pessoais de Fernando Pessoa, cuja característica marcante é a presença do ocultismo e da suposta mediunidade defendida como resposta a manifestações não-literárias e heteronímicas. Para tanto, concentrei-me em objetivos específicos, quais sejam: a)estudar o discurso de Fernando Pessoa sobre sua mediunidade/ocultismo; b) analisar específicos textos que são, para o poeta, manifestações mediúnicas; c) estudar excertos de um conjunto de cartas pessoais em que Fernando Pessoa sugeria ser médium. É certo que essa dissertação tocará em muitas discussões já postas por estudiosos e especialistas de Fernando Pessoa, mas consideramos a possibilidade de aprofundar questões e contribuir para a fortuna crítica do poeta. Assumimos o  que anuncia o estudioso português Jerônimo Pizarro (2006), um dos maiores estudiosos da obra pessoana: quem se interessa por Fernando Pessoa se perderá no labirinto criado por ele. Fica a imagem de um Pessoa-Minotauro, senão devorando a todos, prendendo-nos em sua tessitura labiríntica, porquanto marcada pelo mistério. Recorreremos, em nossa análise,  a uma teoria alinhada aos próprios objetos da pesquisa, cujos principais autores são Sigmund Freud (1908) Carl Jung (1991,1996). Helena Blavatsky (2008), Philipe Willemart ( 2005) etc.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 2226795 - MARIA HOZANETE ALVES DE LIMA
Interno - 1149404 - MARCIO DE LIMA DANTAS
Externo à Instituição - ADNA DE ALMEIDA LOPES - UFAL
Notícia cadastrada em: 13/09/2012 17:44
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