Banca de DEFESA: JAIZA LOPES DUTRA SERAFIM

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : JAIZA LOPES DUTRA SERAFIM
DATA : 23/02/2021
HORA: 14:30
LOCAL: Virtual - Google Meet
TÍTULO:

Auscultar a memória: Scholastique Mukasonga e o dever diaspórico de narrar em A mulher de pés descalços


PALAVRAS-CHAVES:

História e memória ruandesa; Scholastique Mukasonga; A mulher de pés descalços; Feminismo africano; Representações do feminino.


PÁGINAS: 145
RESUMO:

No campo dos estudos pós-coloniais, a memória tem a difícil tarefa de recuperar o que se perdeu no tempo-passado e, através da história, narrar os acontecimentos que constituem a formação da identidade social, política e cultural de um povo. A evocação da memória e a ruptura com o registro homogêneo da história marcam o comprometimento político com a crítica ao colonialismo e a desconstrução do seu discurso de poder. Nesse contexto investigativo, a produção literária da escritora ruandesa Scholastique Mukasonga desempenha um importante papel no âmbito das teorias críticas contemporâneas; ser porta-voz da história que a história não conta.  A fim de compreendermos essa escrita que transita entre denúncia e testemunho, a presente pesquisa propõe analisar os diálogos que o romance A mulher de pés descalços estabelece com as políticas da memória e da história ruandesa, na segunda metade do século XX, a partir das representações do feminino que são traçadas na obra. Para tal intento, o trabalho apoia-se teoricamente em Piton (2018), Hatzfeld (2005) e Ancel (2018), no que diz respeito à história testemunhal de Ruanda e os impactos do genocídio moderno. Na teoria literária cultural, com os estudos de Noa (2015), Nganang (2007) e Glissant (2005), em articulação com saberes da memória individual e coletiva de Halbwachs (2006), Benjamin (2012) e Seligmann-Silva (2006). Tendo como foco as representações do feminino, abordadas pela autora no fazer literário autobiográfico, ganham destaque os textos de Kilomba (2019), Adichie (2019) e Oyěwùmí (2004; 2017). Os resultados da pesquisa apontam que o acontecimento histórico-traumático narrado pela autora, tem a figura feminina como centro das ações desenvolvidas na luta por sobrevivência. No texto literário, o feminino é representado sob o olhar da tradição ruandesa, centrada nas funções maternas que as mulheres tutsis desempenhavam; abordando também questões como empoderamento feminino e a violência sexual contra as mulheres em situações de conflito armado, como ocorreu na guerra civil em Ruanda.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1299003 - DERIVALDO DOS SANTOS
Presidente - 021.087.164-40 - KARINA CHIANCA VENÂNCIO - UFPB
Externo à Instituição - MARIA ANGÉLICA DE OLIVEIRA - UFCG
Notícia cadastrada em: 02/02/2021 14:32
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