Banca de QUALIFICAÇÃO: DANIELLE BRITO DA CUNHA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DANIELLE BRITO DA CUNHA
DATA : 12/12/2019
HORA: 14:00
LOCAL: a definir
TÍTULO:

UMA ANÁLISE DIALÓGICA DA (DES)CONSTRUÇÃO IDENTITÁRIA NAS NARRATIVAS PRESENTES NO TWITTER SOB A #ENEMFEMINISTA

 


PALAVRAS-CHAVES:

1.      PALAVRAS-CHAVE EM PORTUGUÊS: Identidade. Twitter. Dialogismo.

 

 

 

 


PÁGINAS: 151
RESUMO:

Hall (2006), em suas pesquisas no campo dos Estudos Culturais, nos aponta para a fragmentação da identidade em suas diferentes e possíveis construções; Bauman (2005), por sua vez, discorre sobre a liquidez da mesma, sua propriedade de mudança constante de forma. Bakhtin, finalmente, defende que o sujeito não é uma entidade fixa, mas uma construção que extrapola o biológico e o social, em constante relação consigo mesmo e com o outro. Logo, podemos afirmar que a não determinação biológica e singular passa a ser um truísmo para estudiosos sociais em suas respectivas áreas. É a partir dessa pluralidade identitária que emerge o discurso e nele percebemos uma constante tensão, isto é, os enunciados estão embebidos em: ideologias, responsabilidade/responsividade, alteridade e memória discursiva. As (des) construções desses sujeitos são fruto dessa tensão e para tentar resolvê-las, o sujeito sente a necessidade de falar sobre ela. Dessa maneira, a dinâmica da identidade, fluída e plural, perpassa o discurso, mostrando a relação que o sujeito constrói consigo e com o outro, o que Bakhtin já apontava como uma relação dialógica. Ou seja, há uma necessidade crescente e urgente do sujeito de pertencer, de ser, de estar e de ter sua verdade ouvida, seja através de reivindicações - como, por exemplo, pela adesão a movimentos sociais, movimentos feministas, movimentos partidários, ou por desconstruções desvinculadas a esses movimentos ou por posicionamentos, oriundos de experiências pessoais, mostrando as imposições sociais, construções e subversões de padrões, ideologias acolhidas e rejeitadas. A fragmentação se faz no tempo e espaço, numa relação de exotopia e cronotopia, nessa direção, as fronteiras entre o público e o privado se estreitam, por meio de redes sociais, ficam fluidas, esmaecem, enquanto também mudam. O formato velho e novo coexistem de forma líquida, tornando novas as estruturas, ou retornando às mesmas assim o sujeito deseje, por isso, meu eu físico e meu eu virtual, minha vida pessoal e minha vida pública, minhas relações reais e intimas e minhas relações apenas através de uma tela já se misturam de tal forma que podem ser confundidas entre si. Nessa fragmentação decorrente de uma sociedade líquida que nos leva a pensar para além dos aspectos estruturais e composicionais da linguagem, percebemos a necessidade de analisar e compreender como determinados discursos são (re)produzidos, circulam e  são (ou não) aceitos nas práticas sociais, como eles contribuem ou não para essa (des)construção identitária. Sendo assim, com o intuito de analisar essa dimensão multifacetada emergente nessa modernidade líquida, tomamos um corpus de cinquenta narrativas do “eu” encontradas na mídia social/virtual Twitter sob a hashtag #enemfeminista, que surgiu a partir do tema “a persistência da violência contra a mulher” da redação do Enem 2015, por entender que as narrativas são fruto de tensões identitárias. Para subsidiar a pesquisa, recorreremos aos Estudos Culturais, por Bauman (2000, 2005), Hall (2005) e Medeiros (2009); também na área da Sociologia com Castells (1942/2013); dos Estudos feministas no pensamento de Saffioti (1987) e Butler (2013); da Linguística Aplicada, via Moita Lopes (2006, 2010, 2013), Pennycook (2006) e Celani (2000), como também, partimos do arcabouço teórico metodológico da Análise Dialógica do Discurso, por meio dos textos de Bakhtin e Círculo. A pesquisa nos apontou, em primeira instância, a confirmação das identidades fragmentadas, coexistindo em meio a uma turbulenta conjuntura político-social; em segunda instância, percebemos a forte necessidade de pertencimento emitida pelos sujeitos em seus enunciados, através de discursos que mostram macrogrupos – feministas x antifeministas-, ao mesmo tempo em que se fragmentam em micro identidades plurais – reacionária, militante, politizada, conservadora, otimista, rebelde.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - LUCIANE DE PAULA - UNESP
Interna - 1149420 - MARIA DA PENHA CASADO ALVES
Presidente - 2211871 - RENATA ARCHANJO
Notícia cadastrada em: 14/11/2019 14:31
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