Banca de DEFESA: POLLYANNA LIMA DE BARROS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : POLLYANNA LIMA DE BARROS
DATA : 01/07/2019
HORA: 15:00
LOCAL: Auditório D - CCHLA
TÍTULO:

Le Ventre De l’atlantique: uma análise dialógica da valoração ideológica da mulher de fronteira


PALAVRAS-CHAVES:

Dialogismo. Formação ideológica feminina. Hibridização. Le ventre de l’atlantique.



PÁGINAS: 81
RESUMO:

Temas referentes à (i)migração têm sido, cada vez mais, alvo de debates sociais, políticos e acadêmicos. A literatura, por sua vez, preenchida ideologicamente por posições axiológicas em torno deles, representa mundos ficcionais em que a experiência migratória se torna uma arena de discursos que refletem e refratam o processo de hifenização de personagens migrantes. Dentre esses discursos, há o referente à mulher e seu posicionamento diante do patriarcalismo social. Esta pesquisa visa, portanto, participar desse diálogo, tendo como corpus um romance cujo enredo está centrado nessa experiência de migração, a saber, Le ventre de l’atlantique de Fatou Diome (2003). Com base em pressupostos do dialogismo (BAKHTIN, 2011; 2015; 2016; 2017; VOLOCHÍNOV, 2013; VOLÓCHINOV, 2017), discutindo conceitos, como palavra, ideologia, dialogismo, enunciado, discurso na vida e na arte, e o discurso no romance, buscamos compreender como se dá a formação ideológica feminina da mulher de fronteira nesse romance. Metodologicamente, seguimos a proposta de análise sociológica de Volochínov (2013), por meio da qual o ponto de partida de uma análise é a materialidade do texto, que, por ter a palavra, signo ideológico (VOLÓCHINOV, 2017), como sua matéria e instrumento, busca significação social (BAKHTIN, 2015). Diante disso, buscamos encontrar por meio dos discursos de e sobre Salie, protagonista do romance Le ventre de l’atlantique, como se deu a sua formação ideológica que, segundo Bakhtin (2015), é um processo de constante embate entre discursos autoritários e discursos interiormente persuasivos. Percebemos que a luta entre esses discursos em uma situação de fronteira, permitiu, por meio de uma assimilação seletiva de discursos (BAKHTIN, 2015), que ela se reconhecesse como mulher daqui e de lá, ou seja, uma mulher para quem o termo ‘hibridização’ deixou de significar prisão aos discursos da tradição para a liberdade da experiência migratória.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1000286 - ORISON MARDEN BANDEIRA DE MELO JUNIOR
Interna - 1149420 - MARIA DA PENHA CASADO ALVES
Externa à Instituição - ROSILDA ALVES BEZERRA - UEPB
Notícia cadastrada em: 10/06/2019 08:42
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