Banca de DEFESA: TITO MATIAS FERREIRA JÚNIOR

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : TITO MATIAS FERREIRA JÚNIOR
DATA : 17/06/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório E do CCHLA
TÍTULO:

SOBRE-VIVÊNCIA(S): TRAVESSIAS DE (RE)CONHECIMENTO(S) NA ESCRITA DIASPÓRICA DE CHIMAMANDA ADICHIE, JULIA ALVAREZ E CONCEIÇÃO EVARISTO


PALAVRAS-CHAVES:

Mulheres de Cor. Escrita Diaspórica. Chimamanda Adichie. Julia Alvarez. Conceição Evaristo.


PÁGINAS: 232
RESUMO:

Esta tese investiga a maneira como a escritora nigeriana Chimamanda Adichie (1977 – ), a dominicana-estadunidense Julia Alvarez (1950 – ), e a afro-brasileira Conceição Evaristo (1946 – ) tratam do deslocamentos culturais, políticos, sociais e econômicos vivenciados por suas personagens femininas para compreender a maneira que suas identidades se configuram após serem submetidas, de forma voluntária ou não, a deslocamentos geográficos que, por consequência, fomentam seus conhecimentos e reconhecimentos enquanto mulheres no mundo contemporâneo. Os deslocamentos vivenciados pelas personagens Ifemelu, Yolanda e Ponciá, das obras Americanah (2014a), How the García Girls Lost their Accents (1991) e ¡Yo! (1997), e de Ponciá Vicêncio (2003), de Chimamanda Adichie, Julia Alvarez e Conceição Evaristo, respectivamente, funcionam como o retrato de um dos procedimentos mais recorrentes da humanidade: o ato de deslocar-se. Nesse sentido, escrever seus enredos diaspóricos, ao retratar tanto o não pertencimento, quanto a desterritorização de suas personagens, faz com que a escrita se torne um ato de resistência, pois não se pode resistir em falar; contar histórias sobre a experiência singular de mulheres que se assemelham a experiência coletiva de sua transitoriedade. Outrossim, a realização deste trabalho fornece um estudo comparativo entre o fazer literário destas escritoras com o objetivo de examinar como as mulheres retratadas em seus romances, assim como as próprias autoras, lidam com sua condição diaspórica e refletem em suas narrativas conceitos a ela entrelaçados, tais como questões de gênero, de identificação, assim como questões étnico-raciais. As narrativas ficcionais em questão buscam dar voz às mulheres subalternas em uma nova localidade geográfica, além de problematizar as configurações de gênero a partir dos itinerários percorridos pelas personagens. Dessa forma, examinou-se o posicionamento das personagens dos romances face à sua condição diaspórica, assim como foram investigadas suas questões de identificação enquanto mulheres em trânsito. Para tal, o fio narrativo atentou para pluralidade de olhares com o objetivo de realizar uma abordagem comparativa das sobrevivências das personagens adichiana, alvareziana e evaristana após seus deslocamentos, forçados ou não, bem como suas possíveis ressignificações identitárias ao averiguar seus esforços para se (re)conhecerem em seu novo espaço. Dentre os autores estudados, citamos os trabalhos de Audre Lorde (1979), Avtar Brah (1996), Aníbal Quijano (2000), Chérrie Moraga (1983), Djamila Ribeiro (2018), Glória Anzaldúa (1983, 1987), Jurema Werneck (2000), Maria Lugones (2008), Patricia Collins (2003), Paul Gilroy (1993), Salman Rushdie (1990), Sueli Carneiro (2011), Stuart Hall (2003), Walter Mignolo (2013a, 2013b, 2013c, 2017) e outras contribuições que foram imprescindíveis para a finalização desta pesquisa.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3351552 - ROSANNE BEZERRA DE ARAUJO
Interna - 1674934 - TANIA MARIA DE ARAUJO LIMA
Externa à Instituição - JOICY SUELY GALVÃO DA COSTA FERNANDES - IFRN
Externo à Instituição - MOAMA LORENA DE LACERDA MARQUES - UFPB
Externa à Instituição - VIRNA LÚCIA CUNHA DE FARIAS - IFPB
Notícia cadastrada em: 27/05/2019 16:06
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