Banca de QUALIFICAÇÃO: POLLYANNA LIMA DE BARROS

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : POLLYANNA LIMA DE BARROS
DATA : 01/10/2018
HORA: 10:00
LOCAL: Auditório 3 - Ágora
TÍTULO:

LE VENTRE DE L’ATLANTIQUE E LA DOT DE SARA EM DIÁLOGO: UMA ANÁLISE DIALÓGICA DA FORMAÇÃO IDEOLÓGICA DA MULHER DE FRONTEIRA


PALAVRAS-CHAVES:

Dialogismo. Formação ideológica feminina. Hibridização. Le ventre de l’atlantique. La dot de Sara.


PÁGINAS: 67
RESUMO:

Temas referentes à (i)migração têm sido, cada vez mais, alvo de debates sociais, políticos e acadêmicos. A literatura, por sua vez, preenchida ideologicamente por posições axiológicas em torno deles, representa mundos ficcionais em que a experiência migratória se torna uma arena de discursos que refletem e refratam o processo de hifenização de personagens migrantes. Dentre esses discursos, há o referente à mulher e seu posicionamento diante do patriarcalismo social. Esta pesquisa visa, portanto, participar desse diálogo, tendo como corpus dois romances cujos enredos estão centrados nessa experiência de migração, a saber, Le ventre de l’atlantique de Fatou Diome (2003) e La dot de Sara de Marie-Célie Agnant (1995). Com base em pressupostos do dialogismo (BAKHTIN, 2011; 2015; 2016; 2017; VOLOCHÍNOV, 2013; VOLÓCHINOV, 2017), discutindo conceitos, como palavra, ideologia, dialogismo, enunciado, discurso na vida e na arte, e odiscurso no romance, buscamos compreender como se dá a formação ideológica feminina da mulher de fronteira nesses dois romances. Metodologicamente, seguimos a proposta de análise sociológica de Volochínov (2013), por meio da qual o ponto de partida de uma análise é a materialidade do texto, que, por ter a palavra, signo ideológico (VOLÓCHINOV, 2017), como sua matéria e instrumento, busca significação social (BAKHTIN, 2015). Diante disso, buscamos encontrar por meio dos discursos de e sobre Salie, protagonista do romance Le ventre de l’atlantique, o primeiro romance analisado, como se deu a sua formação ideológica que, segundo Bakhtin (2015), é um processo de constante embate entre discursos autoritários e discursos interiormente persuasivos. Percebemos que a luta entre esses discursos em uma situação de fronteira, permitiu, por meio de uma assimilação seletiva de discursos (BAKHTIN, 2015), que ela se reconhecesse como mulher daqui e de lá, ou seja, uma mulher para quem o termo ‘hibridização’ deixou de significar prisão aos discursos da tradição para a liberdade da experiência migratória.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1000286 - ORISON MARDEN BANDEIRA DE MELO JUNIOR
Interno - 1149420 - MARIA DA PENHA CASADO ALVES
Interno - 3351552 - ROSANNE BEZERRA DE ARAUJO
Notícia cadastrada em: 10/09/2018 08:19
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