Banca de DEFESA: RENZILDA ÂNGELA DE SOUZA FERREIRA DE SANTA RITA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RENZILDA ÂNGELA DE SOUZA FERREIRA DE SANTA RITA
DATA : 01/08/2018
HORA: 15:00
LOCAL: auditório 3 do Ágora
TÍTULO:

OS ESPAÇOS INTERSTICIAIS NO PROCESSO DE (RE)CONSTRUÇÃO DA IDENTIDADE DO FEMININO EM RÍSIA N’AS MULHERES DE TIJUCOPAPO, DE MARILENE FELINTO


PALAVRAS-CHAVES:

Memória; Espaços intersticiais; As Mulheres de Tijucopapo.


PÁGINAS: 155
RESUMO:

Esta dissertação apresenta um estudo panorâmico do livro As Mulheres de Tijucopapo (1992), de Marilene Felinto, acerca da busca da identidade perdida pelo deslocamento de Recife para São Paulo. Nele, a personagem Rísia parte em busca do elo perdido de sua origem. Num percurso de nove meses, ela ruma na aventura de retorno à procura de si mesma pelo contato com a terra natal de sua mãe. Ao se dar à luz, a narradora-personagem nos permite pensar a importância da identidade, da memória e das lembranças na formação social das classes. Rísia, em eterna busca do “elo perdido”, simboliza a construção de uma identidade cultural permanente que, atualmente, se encontra multifacetada e móvel, na verdade, em construção. Porém, a busca da origem não é garantia de um encontro satisfatório consigo mesma, pois Rísia ainda precisa aprender a lidar com a experiência das perdas e do sofrimento. O questionamento do discurso hegemônico que define a sociedade e a cultura multirracial brasileira. A identidade nordestina auxilia na evidenciação da dor provocada pelas diferenças sociais, culturais e raciais. Apesar da personagem-protagonista-narradora viver em uma grande cidade (São Paulo), resolve retornar ao tempo-espaço primeiro de sua identidade cultural para, dessa maneira, melhor se conhecer. A circunstância para a sua aceitação iniciará por sua identificação com o lugar de origem (Pernambuco). Os recursos que serviram de fundamento para nossas ponderações encontram-se ancorados nas demandas da teoria literária em torno da análise psicanalítica, como os escritos de Julia Kristeva (1989), Malvine Zalcberg (2003) e Maria Rita Kehl (1997), além da teoria de cunho cultural e pós-colonial de Michele Perrot (2005).


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1674934 - TANIA MARIA DE ARAUJO LIMA
Externo à Instituição - ANA CLAUDIA FELIX GUALBERTO - UFPB
Externo à Instituição - ASSUNÇÃO DE MARIA SOUSA E SILVA - UESPI
Notícia cadastrada em: 16/07/2018 17:13
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