Banca de QUALIFICAÇÃO: D'AVILLE HENRIQUE VIANA GARCIA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : D'AVILLE HENRIQUE VIANA GARCIA
DATA : 20/06/2018
HORA: 09:30
LOCAL: auditório A
TÍTULO:

Filme acessível: a audiodescrição como a recriação de uma imagem em palavras


PALAVRAS-CHAVES:

Pessoas com deficiência visual. Tradução audiovisual acessível. Audiodescrição. Filme Acessível.


PÁGINAS: 75
RESUMO:

A audiodescrição é um gênero discursivo que consiste na tradução intersemiótica de imagens, ou seja, de um sistema de signos para outro, a fim de garantir a autonomia de pessoas com deficiência visual no processo de inclusão no mundo da vida e da cultura (ALVES, 2012, 2014; ALVES; 

TELES; PEREIRA, 2011, 2017; MOTTA; ROMEU FILHO, 2010). Dessa forma, este estudo compreende a audiodescrição de filmes como um filme sonoro, produzido por meio de signos verbais que se apoiam e se subordinam tematicamente a signos imagéticos. Por esse motivo, a presente dissertação tem seu aporte em teóricos da semiótica da cultura, mais especificamente Bakhtin (2011, 2015, 2016, 2017), Medviédev (2012) e Volóchinov (2013, 2017), principais representantes dos estudos dialógicos da linguagem, para entender como se dá o processo de apropriação e transmissão do enunciado alheio. Além disso, busca suporte no filmólogo Sergei Eisenstein (2002), defendendo a noção de filme como um produto artístico construído dialogicamente, como uma manifestação das relações de interação entre sujeitos e, portanto, atravessadas por valor e posicionamentos ideológicos, não como um objeto artístico neutro. A reunião das vozes desses sujeitos permitirá refletir sobre as maneiras de apropriação e transmissão da voz alheia na audiodescrição, capazes de promover, na perspectiva da autonomia responsiva da pessoa com deficiência visual, a inclusão acessível a recursos videográficos. Para tanto, busca compreender o processo de apropriação do tema/sentido predominante no material audiovisual e como os audiodescritores videntes traduzem-no em palavras. Ademais, analisa relações entre o posicionamento dos audiodescritores com deficiência com o posicionamento do audiodescritor-roteirista em relação à apropriação e à transmissão do discurso audiovisual alheio materializado nos roteiros de audiodescrição. Para que isso ocorra, tem por objetivo compreender a noção de sentido que o filme (imagético e sonoro) transmite, de valoração social e de olhar exotópico e das formas de transmissão da temática, por meio de recursos linguístico-discursivos, para pessoas com deficiência visual. Toma como objeto empírico o processo de construção do roteiro, o qual passou por três grupos de sujeitos: audiodescritores-roteiristas videntes, audiodescritores-consultores videntes e, por fim, audiodescritores-consultores não videntes. A pesquisa é de cunho qualitativo-interpretativista, vinculada à Linguística Aplicada INdisciplinar (MOITA LOPES, 2006), bem como nas áreas de tradução audiovisual acessível (TAVa), Arte e Inclusão e Estudos do Cinema.


MEMBROS DA BANCA:
Externo ao Programa - 1149574 - JEFFERSON FERNANDES ALVES
Presidente - 047.613.914-72 - MARIA BERNADETE FERNANDES DE OLIVEIRA - UFRN
Interno - 1168633 - MARILIA VARELLA BEZERRA DE FARIA
Notícia cadastrada em: 29/05/2018 09:47
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