Banca de DEFESA: KATIA CILENE FERREIRA FRANCA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : KATIA CILENE FERREIRA FRANCA
DATA : 02/02/2018
HORA: 08:00
LOCAL: Auditório E
TÍTULO:

 

A FILIAÇÃO TEÓRICA NA ESCRITA DO PESQUISADOR EM FORMAÇÃO: uma análise sobre a genealogia do dizer acadêmico pelas formas da língua


PALAVRAS-CHAVES:

Filiação teórica. Dialogismo. Formas da língua. Teses de doutorado


PÁGINAS: 175
RESUMO:

Esta pesquisa tem como objeto de estudo a relação dialógica entre o sujeito e o discurso outro que constrói a filiação teórica na escrita do pesquisador em formação, especificamente em teses de doutorado. Partindo da perspectiva de que o dialogismo é o fundamento da linguagem (BAKHTIN/VOLOCHINOV, 2006), de que todo enunciado se faz em meio a já-ditos e como tal carrega uma genealogia (BAKHTIN,2003), observável na materialidade da língua, elaboramos nossas questões de pesquisa: Como o dialogismo engendra a filiação teórica na escrita acadêmica? O que as formas linguísticas mostram sobre a genealogia que estabelece essa escrita? Nossa hipótese é de que a filiação teórica é um processo produtor de sentidos, possível de ser observado e compreendido a partir de uma série de operações linguístico-discursivas realizadas pelo sujeito, que elabora sua escrita em diálogo com diferentes vozes. Definimos como objetivo geral compreender como o dialogismo engendra a filiação a partir do levantamento e da análise de operações linguístico-discursivas observáveis na materialidade de teses de doutorado. A construção da dúvida, da hipótese, do objetivo e a busca de respostas baseia-se ainda nos estudos enunciativos de Benveniste (2005,2006) e Authier-Revuz (1998, 2004) sobre a relação entre o sujeito e o discurso outro, impressa nas formas da língua, e nos estudos antropológicos de Lévi-Strauss (1982) sobre o peso da cultura para a formação de famílias e para funcionamento de sistemas de parentesco no qual os membros assumem lugares e funções distintas. Esse diálogo interdisciplinar fez emergir perguntas específicas sobre: Que tipo de vozes o sujeito convoca para mostrar-se como filiado? Como dialoga com elas? Que lugar e função são atribuídos às vozes convocadas? Tomamos como corpus um conjunto de teses de doutorado, coletadas na biblioteca virtual Domínio Público. Tratamos, metodologicamente, essas operações linguístico-discursivas como indícios (GINZBURG, 1989) que deixam ver e categorizar as vozes que constituem a filiação teórica. Os resultados obtidos confirmam a hipótese levantada e mostram que, pela materialidade da escrita, é possível observar distintos arranjos familiares, definidos a partir do diálogo que o pesquisador estabelece com a voz do outro em diferentes níveis de alteridade.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1673309 - SULEMI FABIANO CAMPOS
Interno - 047.613.914-72 - MARIA BERNADETE FERNANDES DE OLIVEIRA - UFRN
Interno - 1149420 - MARIA DA PENHA CASADO ALVES
Externo à Instituição - SONIA MARIA CORREA PEREIRA MUGSCHL - UFMA
Externo à Instituição - THOMAS MASSAO FAIRCHILD - UFPA
Notícia cadastrada em: 18/01/2018 08:36
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