Banca de DEFESA: RAQUEL DE ARAÚJO SERRÃO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : RAQUEL DE ARAÚJO SERRÃO
DATA : 13/12/2017
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório C do CCHLA
TÍTULO:

NARRATIVA DE SI SOB OUTRAS VOZES SILENCIADAS EM UNA SOLA MUERTE NUMEROSA, DE NORA STREJILEVICH


PALAVRAS-CHAVES:

Testemunho, Ditadura, Violência, Literatura Argentina, Bakhtin


PÁGINAS: 175
RESUMO:

Esta pesquisa visa a analisar o romance-testemunho Una sola muerte numerosa, de Nora Strejilevich, publicado pela primeira vez em 1996 e reeditado em 2006. Essa obra, ainda não traduzida para o português e tampouco estudada sob o olhar literário pelas academias no Brasil, aqui se apresenta como objeto de reflexão acerca da relação entre Literatura e violência. Ao considerar a totalidade da trama, elaboramos alguns questionamentos pertinentes para a compreensão de sua escrita, considerando o estilo em razão do contexto repressivo de seu tecido narrativo. Dentro das questões que orientam a investigação, observamos, sobretudo, o heterodiscurso, os gêneros discursivos e o cronotopo na obra. Essas esferas categóricas nos auxiliam a pensar as questões da pesquisa: Como a violência de Estado é refratada na obra? Que traços diferenciais tem a obra com relação aos testemunhos tradicionalmente conhecidos na literatura latinoamericana? Quando se compara a estrutura comum com a maioria das produções literárias consideradas testemunhais, sem dúvida, temos no romance um diferencial estético. Ele se apresenta como uma composição estética dialógica por trazer os discursos sociais em dissonância na narrativa. Além desse aspecto dialógico, a fragmentação narrativa é um tópico imprescindível ao analisar Una sola muerte numerosa, uma vez que a obra não segue uma linearidade dos eventos, mimetizando as rupturas pelo contexto sócio-político ditatorial argentino de 1976 a 1983. A partir do estudo da formalização estética do romance, buscamos entender de que modo a violência vem participar como categoria temática, eixo de sua composição. Nosso estudo, no entanto, não pretende esgotar as possibilidades interpretativas da obra, nem pretende debruçar-se sobre a situação sócio-político de uma época, mas observar o diálogo entre a obra e o contexto. Tomamos como base teórica o Círculo de Bakthin, auxiliada por outros estudos que versam sobre a relação Literatura, Memória e Testemunho.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1513790 - ANDREY PEREIRA DE OLIVEIRA
Interno - 3546280 - SAMUEL ANDERSON DE OLIVEIRA LIMA
Externo ao Programa - 1223367 - JULIANE VARGAS WELTER
Externo à Instituição - JOÃO BATISTA DE MORAIS NETO - IFRN
Externo à Instituição - WANDERLAN DA SILVA ALVES - UEPB
Notícia cadastrada em: 06/12/2017 14:42
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