Banca de QUALIFICAÇÃO: IRANILDO MOTA DA SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : IRANILDO MOTA DA SILVA
DATA : 13/11/2017
HORA: 14:00
LOCAL: Sala da orientadora
TÍTULO:

LITERATURA, DITADURA E RESISTÊNCIA: A (DES) CONSTRUÇÃO DE UMA IMAGEM 


PALAVRAS-CHAVES:

 Literatura. Sociedade. Ditadura militar. (Des) construção. Imagem.


PÁGINAS: 50
RESUMO:

O regime militar no Brasil trouxe repercussões negativas e pontuais no meio acadêmico, social e cultural nas décadas de 1960 e 1970. Neste contexto, muitos artistas e escritores passaram a expressar as suas angústias e posicionamentos ideológicos por meio de movimentos sociais e da arte literária, de modo a descrever os acontecimentos que outrora marcavam uma era conturbada pela crise política. Com base, principalmente, nos estudos de Cândido (2006) e Borges (2010) acerca de literatura, história e sociedade e nas reflexões de Angelo (1994) e Brandão (1994), no que se refere à ditadura e a repressão, e nos estudos de Pageaux (2011) e Pageaux e Machado (1988) acerca da imagologia como instrumento de análise, esta pesquisa faz uma análise literária e comparativa das obras Pessach: a travessia, de Carlos Heitor Cony, publicada em 1967, antes do Ato Institucional Nº 5 (AI5); e A festa, de Ivan Angelo, publicada em 1976 após o referido decreto. Usaremos também as contribuições de Foucault (2014) e Orlandi (2007) para tecer reflexões acerca das práticas de silenciamento e silêncio através do discurso, neste caso, o literário, para analisarmos as imagens (des) construídas a partir do discurso de resistência. O objetivo desta pesquisa é (des) velar as imagens construídas da ditadura militar impregnadas nos discursos críticos dos narradores-personagens e verificar que imagens são (des) construídas nas estratégias utilizadas pelos autores, através das personagens criadas e das estruturas narrativas, para descrever o momento social e político pelo qual perpassava a população brasileira e a classe artística da época, especialmente a dos escritores. Verifica-se, inicialmente, que nos dois romances há uma grande carga de criticidade ao regime da época, mas também uma divergência na focalização discursiva dos narradores e, portanto, uma mudança quanto à imagem desse regime apresentada aos leitores. Acreditamos que este trabalho possa trazer reflexões que contribuam para as discussões sobre a tríade literatura, cultura e história; texto e contexto; e o debate acerca do posicionamento de escritores diante da censura imposta pelos regimes militares do século XX por meio da literatura ficcional.

                                                                                                            

 

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1543253 - KATIA AILY FRANCO DE CAMARGO
Interno - 1000286 - ORISON MARDEN BANDEIRA DE MELO JUNIOR
Externo ao Programa - 1280374 - RENATO AMADO PEIXOTO
Notícia cadastrada em: 08/11/2017 10:50
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