Banca de QUALIFICAÇÃO: FERNANDO PAULO DE FARIAS NETO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FERNANDO PAULO DE FARIAS NETO
DATA : 29/09/2017
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório "A" do CCHLA
TÍTULO:

RUPTURA DE MÁSCARAS E TRADIÇÕES: AS LINGUAGENS DO AMOR ENQUANTO MÁQUINAS DESEJANTES EM LAVOURA ARCAICA


PALAVRAS-CHAVES:


PÁGINAS: 70
RESUMO:

Ao introduzir as concepções teóricas de Deleuze e Guattari (2011a) sobre os signos rizomáticos do desejo como um processo ocasional da linguagem, eventualidade ou virtualidade, manifestando-se em meio à multiplicidade de ações-paixões, afetando os corpos, misturando-os, a presente pesquisa instaura discussões sobre a problemática do amor, como agenciamento de linguagens enquanto máquina literária desejante, na obra Lavoura Arcaica (2009), de Raduan Nassar. Ancorado a esse universo afetivo, também abordaremos o espaço das minorias que, ao mesmo tempo, confronta e não-confronta a estrutura instituída, tradicional, possibilitando, mesmo com essa dualidade, uma abertura às vozes excluídas, ao revelar as imagens do devir de cada membro da família representada na narrativa e provocar, em todos eles, a desterritorialização junto aos microssistemas político-sociais impostos como subordinação patriarcal castradora; e ao ressignificar seus sentidos, reterritorializando-os, introduzindo o amor como mecanismo de linguagem e de pensamento, em um regime que afeta e desconstrói as máscaras, as representações burguesas do desejo, do amor e do erótico. Em confluência com o contradiscurso rizomático gerador de devires inesperados e insuspeitos de Gilles Deleuze e Félix Guattari (2011b) e a literatura do autor brasileiro, estendemos nossas análises juntamente à “continuidade” teórica dos dois filósofos franceses supracitados: A Ilha Deserta (2006), A Lógica do Sentido (1974) e Crítica e Clínica (2004), Kafka: por uma literatura menor (1977), O anti-Édipo (2010), Micropolíticas: cartografias do desejo (1996); e, de Michel Foucault: Linguagem e literatura (2000), Outros espaços (1984) e Vigiar e punir: nascimento da prisão (1987), entre outros. Considerando as afinidades entre saberes como literatura, estética e filosofia, a ficção de Raduan Nassar, conforme Deleuze (2011b), não se restringe às constantes do logocentrismo e de sua voz despótica, e se estende às variações, fazendo “Gaguejar a língua, ou fazê-la ‘piar’, e extrair daí gritos, clamores, alturas, durações, timbres, acentos, intensidades, amor”.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1550297 - ALEX BEIGUI DE PAIVA CAVALCANTE
Externo ao Programa - 1223367 - JULIANE VARGAS WELTER
Presidente - 1515458 - MARTA APARECIDA GARCIA GONCALVES
Notícia cadastrada em: 21/09/2017 17:03
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