Banca de DEFESA: ADRIANA SZILAGYI LEÃO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ADRIANA SZILAGYI LEÃO
DATA: 19/02/2016
HORA: 09:30
LOCAL: AUDITÓRIO D - CCHLA
TÍTULO:

“COMO VAI SER O TÍTULO?”: A CONSTRUÇÃO DO “TÍTULO” DE TEXTOS POR ALUNOS DO ENSINO FUNDAMENTAL NA ESCRITURA EM ATO


PALAVRAS-CHAVES:

Dialogismo. Processos de titulação. Escritura em ato.


PÁGINAS: 60
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Lingüística Aplicada
RESUMO:

A escrita é uma manifestação simbólica que passa de um homem para o outro através de espaços de ensino-aprendizagem dos quais, provavelmente, o mais recorrente e mais reconhecido socialmente é a instituição escola. Através deste ambiente, e com ele, pretende-se inserir a criança no mundo da escrita, para que ela possa, com este sistema gráfico, relacionar-se com o mundo através de textos. Paralelo a isto, pesquisas de cunho científico buscam entender como a criança “entra” e “se estabelece” no processo de aquisição da linguagem escrita (Abaurre, Fiad, Mayrink-Sabibison, 1998; Ferreira, 2000; Lemos, 1998; Calil, 2004, 2008); etc. Nosso trabalho insere-se no seio destas investigações e tem como objeto de estudo a “escritura em ato”, ou seja, a escrita em processo, cuja instância é o momento em que crianças estão discutindo, combinando, a construção de um texto (Calil, 2004, 2008, 2013; Felipeto, 2008; Doquet-Lacoste, 2009, 2011). Como pontua Eduardo Calil (2008, 2013), de modo recorrente, a análise de textos – sejam eles em qualquer nível de ensino – concentra-se na produção final, no texto finalizado, não havendo uma forte tradição no estudo da escritura em ato. Além do trabalho com o texto final, é significativo, também, analisar as trilhas e os rastros singulares constituídos na relação entre as crianças e os textos que estão escrevendo. Considerando o processo de escritura em ato, investigamos, nesta pesquisa, a escrita de um texto por uma díade de alunos, preservando toda a “construção dialógica” (nos termos de Baktin (1987) em que as crianças estão envolvidas. A cena enunciativa em que uma dupla de crianças, recém-alfabetizada, dialoga sobre o que vão escrever e constroem juntas a feitura de um texto é potencialmente rica, oferece uma diversidade de questões a ser investigadas, posto que não podemos controlar os dizeres de uma díade, nem os caminhos que o texto percorrerá desde o início de sua escritura até à última versão, geralmente, entregue aos professores. Este material, registrado em câmera e áudio, possibilitará ao linguista o reconhecimento, no tempo real da fala espontânea, de aspectos metalinguísticos e metaenunciativos responsáveis pela produção de sentidos e da unidade textual (Authier-Revuz, 2004, 2008, 2012). Consoante Calil e Lima (2014, p. 193),  “embora a escrita de textos por díades de alunos possa ser uma atividade pouco presente no ambiente escolar, seu registro fílmico oferece significativos elementos para se observar e interpretar como os próprios alunos dialogam e interagem entre si e com o próprio texto em curso”. Dada a potencialidade de questões que podemos encontrar no processo de escritura em ato, operamos, no interior de nossos dados, com a noção de “recorte”, na esteira de Orlandi (1984), para quem esta noção se impõe a um trabalho de análise discursivo ou textual, haja vista que a língua se manifesta através de materialidades diversas, sendo, pois, importante, um procedimento operacional de escolha do material ou no próprio material a ser investigado. Recortamos, assim, do produto gerado pela díade, os movimentos textuais e discursivos que envolvem a “titulação” do texto, em três instâncias específicas: 1.  a combinação do texto; 2. a escrita da primeira versão do texto; e, 3. a reescrita do texto (a segunda versão). Faz-se mister assinalar que, no processo escritural analisado, encontram-se crianças do 3º ano do ensino fundamental e que o texto escrito é um “relato” de uma aula-passeio realizada como atividade proposta pela escola em que estudam. Nossa análise segue as orientações teóricas da Linguística da Enunciação e dos recentes conceitos forjados por Eduardo Calil, como o de “manuscrito escolar”, lido como “tudo aquilo que, relacionado ou não ao ensino de língua portuguesa escrita, o scriptor produz a partir de sua condição de aluno. Em uma palavra é o produto de um processo escritural que tem a instituição “escola” como “pano de fundo”, como referência, enquanto cenário que contextualiza e situa o ato de escrever”. (Calil, 2008, p.25).


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - EDUARDO CALIL DE OLIVEIRA - UFAL
Interno - 2087054 - GLICIA MARILI AZEVEDO DE MEDEIROS TINOCO
Presidente - 2226795 - MARIA HOZANETE ALVES DE LIMA
Notícia cadastrada em: 12/02/2016 14:49
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