Banca de QUALIFICAÇÃO: NATÁLIA OLIVEIRA MOURA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NATÁLIA OLIVEIRA MOURA
DATA: 07/08/2015
HORA: 14:30
LOCAL: a definir
TÍTULO:

ESTÉTICA E SOMBRA: MARGENS, IMAGENS E CORPO EM BALÉRALÉ, DE MARCELINO FREIRE


PALAVRAS-CHAVES:

Marcelino Freire. Estética. Margens. Imagens. Corpo.


PÁGINAS: 59
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Literatura Comparada
RESUMO:

Percebe-se, na escrita de Marcelino Freire, em Baléralé (2003), o estilhaçamento de um modelo de repetição circular, inserindo na literatura um novo paradigma estético (GUATTARI, 1992) que não o do sublime e do tradicional, mas sim o de uma estética rasurada, contrária à colonização de alteridades. As situações de margem, nas quais se encontram seus personagens, permitem observar uma cartografia de transgressão que se traça com linhas imprecisas por meio da ruptura de padrões de normatividade (GUATTARI; ROLNIK, 2003), dando lugar a corpos fragmentados, sem órgãos (DELEUZE; GUATTARI, 1996, v.3), desfazendo o corpo orgânico, em processos de reinvenção. Além disso, produzem imagens que desconstroem tanto os regimes de visibilidade, como a sua pretensa condição de revelação, fixidez e nitidez. As imagens freirianas engendram-se por entre sombras: turvam o significante, transpõem o estabelecido e provocam novas formas de semiotização (DELEUZE; GUATTARI, 1995, v.2), entre o anômalo e as anamorfoses. Fazem destituir as identidades formadoras e remetem a fluxos de desejo que dissolvem a unidade da linguagem, estendendo-se para dimensões que não se limitam apenas ao corpo humano, mas a outros objetos e fragmentos de corpo (BARTHES, 1984), instaurando uma experiência intensiva e contraditória do interdito e da transgressão (BATAILLE, 1987), aquela que promove a perda do sentido e lança para a emergência do diferente. Ou corpos-linguagem, que, como em Bataille (2003), encontra na pornografia a expressão de sua radicalidade na palavra, na visão e nas sonoridades, constituindo a figura do pornógrafo (DELEUZE, 1974).  Em face de tais problemáticas, busca-se nesta dissertação, suscitar as potencialidades discursivas do pensamento literário do autor pernambucano, tomando como de sumo interesse o desdobramento destas potencialidades em textos intitulados por ele como improvisos, dos quais foram escolhidos cinco dentre eles, a saber, “Mulheres trabalhando”, “E sombra”, “Phoder”, “Leão das Cordilheiras” e “Balé”, constantes da obra BaléRalé, observando as margens como propulsoras de potências de transformação. Estas são expostas em superfícies propulsoras de novas formas de subjetivação, dando vez no ficcional à proposta de uma literatura e de uma noção de minorias não assimiladas à categoria de representação, o que converge para a discussão de Deleuze e Guattari sobre a obra kafkiana, como máquina de expressão, desejante (DELEUZE; GUATTARI, 1977), mas de um desejo que se pluraliza, se rizomatiza, cortado por agenciamentos em fluxos descontínuos.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 270.058.107-59 - ILZA MATIAS DE SOUSA - UFRN
Externo à Instituição - MICHELLE CRISTINE MEDEIROS DA SILVA - UFCG
Interno - 1674934 - TANIA MARIA DE ARAUJO LIMA
Notícia cadastrada em: 17/07/2015 09:49
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