Banca de DEFESA: NADIA MARIA SILVEIRA COSTA DE MELO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NADIA MARIA SILVEIRA COSTA DE MELO
DATA: 27/03/2015
HORA: 09:00
LOCAL: PPGEL
TÍTULO:

A CONSTRUÇÃO MEDIAL NO PORTUGUÊS DO BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

Construção medial. Transitividade. Português do Brasil. Linguística Funcional.


PÁGINAS: 184
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Teoria e Análise Lingüística
RESUMO:

Esta tese examina a construção medial em contextos reais de uso do português do Brasil (PB). Trata-se de uma construção que descreve um evento causativo, em que um participante não-humano (Sujeito) é afetado por uma ação que não emana dele. Interessa-nos investigar essa construção a partir de suas funções semântico-cognitivas e discursivo-pragmáticas, suas características específicas, motivações e contexto discursivo em que seu uso é recorrente. Para tanto, buscamos responder às seguintes questões: qual a configuração estrutural prototípica da construção medial (CM) no Português do Brasil? Quais são suas funções discursivas específicas? Qual é o grau de transitividade da CM com base nas propriedades de transitividade propostas por Hopper e Thompson (1980)? Partimos do pressuposto de que a construção medial possui estrutura própria que particulariza sua dimensão significativa, garantindo assim um certo distanciamento entre o responsável pelo evento e a entidade afetada. A fundamentação teórica provém da Linguística Funcional Centrada no Uso (FURTADO DA CUNHA, BISPO e SILVA, 2013). É uma pesquisa de natureza qualitativo-interpretativista que tem como prioridade a análise de ocorrências oriundas de textos produzidos por usuários da língua portuguesa do Brasil em situação efetiva de comunicação. Os dados empíricos analisados provêm de textos eletrônicos disponíveis no sítio www.reclameaqui.com.br. Os resultados revelaram a existência de diferentes configurações em português para a construção medial, sendo a prototípica a formada por SN+V (58% das amostras). Do ponto de vista morfossintático e semântico, a construção expressa um sujeito afetado por uma ação que não parte dele. Quanto ao aspecto pragmático, a construção expressa um evento que parece ter como propósito enfatizar o argumento afetado e ignorar, intencionalmente ou não, o agente ou o causativo, por ser irrelevante para o falante/ouvinte na situação contextualizada.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 345.159.097-20 - MARIA ANGELICA FURTADO DA CUNHA - UFRN
Interno - 1551756 - EDVALDO BALDUINO BISPO
Interno - 1673239 - JOSE ROMERITO SILVA
Externo à Instituição - JOÃO BOSCO FIGUEIREDO GOMES - UERN
Externo à Instituição - LEONOR DE ARAUJO BEZERRA OLIVEIRA - IFRN
Notícia cadastrada em: 10/03/2015 13:47
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