Banca de QUALIFICAÇÃO: GEISON LUCA DE SENA PEREIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: GEISON LUCA DE SENA PEREIRA
DATA: 12/09/2014
HORA: 08:00
LOCAL: Auditório D do CCHLA
TÍTULO:

A IMPLEMENTAÇÃO DA PRÓCLISE EM SENTENÇAS COMPLETIVAS PREPOSICIONADAS NA DIACRONIA DO PORTUGUÊS BRASILEIRO


PALAVRAS-CHAVES:

Pronomes clíticos; Ordenação de constituintes; Sintaxe diacrônica; Linguística Histórica.


PÁGINAS: 85
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Sociolingüística e Dialetologia
RESUMO:

Neste trabalho, apresentaremos a descrição e a análise dos padrões de colocação de clíticos em sentenças completivas preposicionadas na diacronia do português brasileiro. O córpus em análise se constitui de cartas de leitores, cartas de redatores e anúncios de jornais brasileiros dos séculos XIX e XX de diferentes regiões/estados – Rio de Janeiro, Bahia, Ceará e Pernambuco – e pertencem ao corpus mínimo comum do Projeto para a História do Português Brasileiro (PHPB). A análise está fundamentada em pressupostos teóricos-metodológicos da teoria da Variação e Mudança (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 1968[2006]; LABOV, 1972[2008]), como a concepção de variação linguística e o conceito de implementação da mudança linguística; na teoria de Princípios e Parâmetros (CHOMSKY, 1981; 1986), como as concepções de língua-I e gramática; e com o modelo de competição de gramáticas (KROCH, 1989; 2001), como a ideia de que a variação atestada nos dados empíricos pode ser evidências da competição de diferentes gramáticas. Essas teorias contribuem para esta pesquisa no sentido de que a articulação de tais pressupostos respalda uma investigação que busca investigar as possíveis mudanças sintáticas nas gramáticas de brasileiros dos séculos XIX e XX a partir da análise de dados empíricos e históricos. Essas teorias nos ajudaram, também, a interpretar os resultados empíricos de modo a ver a variação atestada como uma possível evidência da competição de gramáticas. No que se refere aos resultados parciais, podemos dizer que o contexto das sentenças infinitivas preposicionadas apresenta, de um modo geral, uma forte variação clV/Vcl durante a séculos XIX e XX. Considerando o tipo de preposição, identificamos que todos os tipos de preposição, exceto a preposições a e em, mostram uma queda significativa das taxas de frequência de próclise na segunda metade do século XIX. Na primeira metade do século XX, evidenciamos um leve aumento das taxas de próclises nas sentenças com verbos precedidos pelas preposições sem, de, para e a. Por fim, na segunda metade do século XX, apesar do aumento da ocorrência de próclise em sentenças com verbos precedidos pelas por, a e de as taxas de frequências de próclise nesses contextos não ultrapassam 50%. Em suma, os resultados referentes as orações completivas preposicionadas apontam para um período de forte instabilidade, ou melhor, uma forte variação entre anteposição e posposição do clítico ao verbo no infinitivo. Apesar de os resultados apontarem para uma diminuição das ocorrências de próclise no período que vai dos séculos XIX à XX, vemos que a probabilidade de ocorrência de próclise em sentenças com verbos regidos pelas preposições de, para, por e sem é alta e significativa. 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1717429 - MARCO ANTONIO MARTINS
Interno - 1451510 - MARIA ALICE TAVARES
Interno - 1298209 - SHIRLEY DE SOUSA PEREIRA
Externo à Instituição - CRISTIANE NAMIUTI TEMPONI - UESB
Notícia cadastrada em: 25/08/2014 09:32
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - | | Copyright © 2006-2022 - UFRN - sigaa01-producao.info.ufrn.br.sigaa01-producao