Banca de QUALIFICAÇÃO: MARIZE LIMA DE CASTRO

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: MARIZE LIMA DE CASTRO
DATA: 23/04/2014
HORA: 10:00
LOCAL: Auditório "A" do CCHLA
TÍTULO:

 

 

 

Título: Sob o timbre da possessão: vida e obra de Oswaldo Lamartine


PALAVRAS-CHAVES:

Palavras-chaves: Sertão; Seridó; Oswaldo Lamartine; Escrita literária.


PÁGINAS: 100
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Letras
SUBÁREA: Literatura Comparada
RESUMO:

O escritor e etnógrafo potiguar Oswaldo Lamartine (1919-2007) jamais saiu do sertão: eis o cerne desta tese. Sob o timbre da possessão: vida e obra de Oswaldo Lamartine buscou percorrer a vida deste homem desde sua infância até seus últimos dias, encontrando as marcas que fizeram dele um possuído pelo Seridó do Rio Grande do Norte. O trajeto foi feito através dos livros de sua autoria e dos livros sobre o escritor, artigos e crônicas publicadas em jornais impressos e eletrônicos, além do documentário Oswaldo Lamartine: um príncipe do sertão e do ensaio fotográfico Voo na Acahuan – não somente as fotos que foram mostradas ao público como também as fotos que permaneceram inéditas e foram cedidas para esta pesquisa. Foi também imprescindível ouvir inúmeras vozes, conversar e entrevistar amigos de Lamartine, além da audição, depois de mais de uma década, da entrevista realizada pela pesquisadora em maio de 2002, na Fazenda Acauã. Ressalta-se que houve, sim, a intenção de não “emudecer” Oswaldo Lamartine, mas deixá-lo falar, mostrar, revelar sua escrita tanto quanto fosse possível. A essência desta pesquisa, portanto, é a voz do escritor. Acima de tudo, a sua voz é a principal guia. Em todos os capítulos, ela enuncia, evoca, revela. No primeiro capítulo (Porteiras ao tempo), configura-se o país à época da seca de 1919, ano de nascimento de Lamartine. Neste capítulo, é mostrada a infância do menino Oswaldo e seus primeiros encontros com Câmara Cascudo; seu exílio urbano no Rio de Janeiro; os livros escritos pelo ainda jovem pesquisador e já consagrado por nomes como Gilberto Freyre; os livros que vieram depois e o seu definitivo retorno ao Rio Grande do Norte. No segundo capítulo (Versal, negrito, entrelinhas) são feitas leituras de textos em homenagem a Oswaldo Lamartine. Inicia-se com o poema “Bilhar”, de autoria de Zila Mamede, à luz de Eliot (1991), no seu luminoso e erudito De poesia e poetas. No terceiro capítulo (Cinzas vivas e mornas), encontra-se a correspondência de Lamartine com Luís da Câmara Cascudo e vestígios inimagináveis da amizade entre esses dois admiráveis pesquisadores. No quarto capítulo (Terçar, tatuar, imprimir) é realizada a leitura da coletânea Sertões do Seridó, no qual estão compilados cincos livros do escritor – percebe-se em cada um deles como a observação da realidade do sertão foi essencial para o escritor construir sua obra.

 

Palavras-chaves: Sertão; Seridó; Oswaldo Lamartine; Escrita literária.

 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1746024 - EDNA MARIA RANGEL DE SA
Presidente - 349739 - HUMBERTO HERMENEGILDO DE ARAUJO
Externo ao Programa - 349700 - LUIZ CARVALHO DE ASSUNCAO
Notícia cadastrada em: 23/04/2014 09:28
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