Banca de DEFESA: ELZA MARIA SILVA DE ARAÚJO ALVES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ELZA MARIA SILVA DE ARAÚJO ALVES
DATA: 05/12/2013
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório B
TÍTULO:

MODALIZAÇÃO AUTONÍMICA: UM ESTUDO DE UTILIZAÇÃO E APROPRIAÇÃO DO DISCURSO SOBRE OS CONCEITOS DE VARIAÇÃO E DE MUDANÇA NA ESCRITA DE DISSERTAÇÃO DE MESTRADO DE 1970 - 2011


PALAVRAS-CHAVES:

Escrita acadêmica; Modalização autonímica; Utilização e apropriação de conceitos teóricos.


PÁGINAS: 140
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Teoria e Análise Lingüística
RESUMO:

Esta pesquisa parte de reflexões desenvolvidas no interior do Grupo de Pesquisa do Texto e do Discurso – GETED do Departamento de Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) e insere-se no campo da Teoria da Enunciação. Refletimos sobre a produção escrita no ensino superior, mais especificamente, tomando como objeto de análise as formas reflexivas da língua utilizadas na escrita de dissertações de mestrado. Centramos este estudo nos pressupostos teóricos de Authier-Revuz (1998, 2004), no que se refere à heterogeneidade enunciativa e nos seus exteriores teóricos. Nesse sentido, fizemos um recorte no corpus, inicialmente constituído por 8 (oito) dissertações de mestrado e selecionamos 4 (quatro) defendidas nos anos de 1979, 1989, 2000 e 2011, para representar o que pretendemos analisar. Essas dissertações foram selecionadas do acervo da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – USP e dos programas de Pós-Graduação, disponíveis no Portal Domínio Público – CAPES. Nosso intuito é analisar marcas da “modalização autonímica” na utilização e apropriação do discurso outro sobre os conceitos de variação e de mudança na escrita dos pesquisadores em formação. Para tanto, empregamos o termo “utilização” com o sentido de fazer uso do discurso do outro na escrita do trabalho de pesquisa e relacionamos ao conjunto de formas marcadas, que tem na cadeia discursiva um estatuto outro que justifica a autonímia. Já o termo “apropriação”, usamos com o sentido de tomar como seu, uma vez que no processo de modalização do discurso, o enunciador se vale de palavras porosas, ou seja, palavras que aparecem no discurso de um, carregadas do discurso do outro. Buscamos responder à seguinte questão: quais as marcas de ‘utilização’ e de ‘apropriação’ do discurso do outro na escrita do pesquisador em formação? Dessa forma, temos como objetivos: a) verificar, no corpus selecionado, como o discurso sobre os conceitos de variação e de mudança são utilizados na escrita das quatro dissertações já mencionadas; b) analisar como o pesquisador em formação mostra, em sua escrita, os diferentes modos de se apropriar desses conceitos. Por meio da análise, foi possível observar que quando o pesquisador se utiliza dos conceitos, a escrita se apresenta marcada por estratégias linguísticas que demonstram o discurso do pesquisador se constituindo a partir da teoria e do objeto investigado. E, na apropriação, esse processo se apresenta de duas formas: como processo dialógico e como processo reflexivo. No primeiro, tem-se a constituição do discurso do pesquisador se realizando, como forma de diálogo entre os interlocutores, e no segundo como forma de reflexão, realizada por meio de um comentário, de uma “metaenunciação”. Nessa última, o pesquisador pode ou não transmudar seu discurso.  Acreditamos, portanto, haver três processos de escrita: aquela traduz algo já dito, aquela que experimenta algo já dito e aquela que transmuda - que produz um novo, que cria, que inventaria - .


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1673309 - SULEMI FABIANO CAMPOS
Interno - 1149420 - MARIA DA PENHA CASADO ALVES
Externo à Instituição - SONIA MARIA CORREA PEREIRA MUGSCHL - UFMA
Notícia cadastrada em: 07/11/2013 17:00
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