Banca de QUALIFICAÇÃO: NARA JAQUELINE GAYA AVELAR

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: NARA JAQUELINE GAYA AVELAR
DATA: 30/09/2013
HORA: 09:00
LOCAL: sala 303 DLET
TÍTULO:

O uso alternado das formas verbais futuro do pretérito e pretérito imperfeito em orações condicionais


PALAVRAS-CHAVES:

Sociofuncionalismo, Condicionais Contrafactuais e Potenciais, Futuro do Pretérito e Pretérito Imperfeito do Imperfeito do Indicativo


PÁGINAS: 55
GRANDE ÁREA: Lingüística, Letras e Artes
ÁREA: Lingüística
SUBÁREA: Sociolingüística e Dialetologia
RESUMO:

Neste trabalho, tomamos como objeto de estudo o uso alternado das formas verbais Futuro do Pretérito e Pretérito Imperfeito na fala dos brasileiros em sentenças do tipo “se p, então q” na expressão de uma condição com codificação contrafactual ou potencial. Trabalhamos com amostras de fala extraídas de reportagens televisivas veiculadas na televisão brasileira entre os anos de 2010 e 2013. Temos como objetivo averiguar de que forma contextos linguísticos e extralinguísticos condicionam a escolha de uma forma em detrimento da outra. Para tanto, partimos da hipótese de que fatores linguísticos como a ordem da sentença e o paralelismo formal, e fatores sociais como o sexo e a escolaridade sejam relevantes para a explicação do uso alternado de FP e PI. Por se tratar de uma forma já prevista em alguns compêndios gramaticais, não trataremos o pretérito imperfeito do indicativo como forma inovadora na expressão de condição contrafatual, mas, indo além, procuraremos investigar se seu uso está atrelado a contextos de maior ou menor formalidade/espontaneidade. A base teórico-metodológica para nossa discussão advém dos princípios do Sociofuncionalismo (cf. TAVARES, 2003, 2011, 2013; GORSKI; TAVARES, 2013; entre outros) que, por sua vez, trabalha em interface, buscando coadunar pressupostos do Funcionalismo linguístico (cf. GIVÓN, 2001; FURTADO DA CUNHA, OLIVEIRA e MARTELOTTA, 2003; BYBEE, 2010; entre outros) e da Sociolinguística (cf. WEINRICH; LABOV; HERZOG, 1968; LABOV, 2008 [1972], 2001, 2010; TAGLIAMONTE, 2006, entre outros). Revisitamos a gramática de uma perspectiva normativa (cf. SILVEIRA BUENO, 1967; SAID, 1968; BECHARA, 2005) e de uma perspectiva funcionalista (cf. MOURA NEVES, 2002; ATALIBA, 2010) e selecionamos algumas pesquisas já realizadas sobre fenômenos variáveis semelhantes àquele que abordamos (cf. SILVA, 1998; COSTA, 1998, 2003; BARBOSA, 2005; OLIVEIRA, 2005) para nos apropriarmos do que tem sido dito sobre o uso das formas verbais futuro do pretérito e pretérito imperfeito em construções do tipo “se p, então q”. Por fim, apresentamos os resultados quantitativos e qualitativos referentes ao uso das formas verbais FP e PI dentro dos contextos anteriormente mencionados.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1451510 - MARIA ALICE TAVARES
Interno - 1717429 - MARCO ANTONIO MARTINS
Externo ao Programa - 1298209 - SHIRLEY DE SOUSA PEREIRA
Notícia cadastrada em: 27/09/2013 15:44
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