Banca de QUALIFICAÇÃO: YASMIM BORGES CÂMARA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : YASMIM BORGES CÂMARA
DATA : 26/09/2019
HORA: 08:00
LOCAL: Sala 02 - Prédio das Pós-Graduações
TÍTULO:

APORTE, ACÚMULO E DECOMPOSIÇÃO DE SERAPILHEIRA EM TRÊS FRAGMENTOS DE MATA ATLÂNTICA COM DIFERENTES ESTÁGIOS DE REGENERAÇÃO


PALAVRAS-CHAVES:

Remanescente; Manta Orgânica; Sucessão  


PÁGINAS: 50
RESUMO:

A serapilheira é uma camada formada por material orgânico que encontra-se sobre a superfície e subsuperfície do solo da floresta, sendo a principal fonte de transferência de nutrientes no sistema solo – planta. O monitoramento desse processo é fundamental para avaliar o estado de sustentabilidade de uma floresta. Partindo desse princípio, o objetivo desse trabalho foi avaliar o aporte, acúmulo e decomposição de serapilheira foliar em fragmentos com diferentes estágios de sucessão em uma área de Floresta Estacional Semidecidual. Os fragmentos estão localizados na Floresta Nacional de Nísia Floresta, em que, F1, refere-se ao estágio avançado de regeneração, F2, estágio de média regeneração e, F3, estágio inicial de regeneração. Para analisar o aporte de serapilheira foram instalados 18 coletores (0,159 m2 cada) por fragmento, totalizando 54 coletores. Mensalmente foram coletados, secos, triados e, pesado em balança de precisão, toda a serapilheira depositada nos coletores. A serapilheira acumulada foi coletada por meio do uso de uma moldura metálica (45 x 45 cm) lançada aleatoriamente 6 vezes em cada fragmento. Feito isso, em seguida, ela passou pelo mesmo processo de secagem e triagem da serapilheira depositada. A decomposição do material foliar foi avaliada durante 210 dias, utilizando-se 54 litterbags de 20 x 20 cm, sendo 18 por fragmento. Entre o material depositado no F1 e F3, verifica-se uma redução de 31,49% e, entre F2 e F3 foi de 32,49%. O maior acúmulo ocorreu na estação seca (outubro/novembro) com maior produção em F1 (434,621 kg ha-1) e o menor na úmida (junho) com 53,710 kg ha-1 em F2. O fragmento 1 apresentou um acúmulo de 62,53% a mais de serapilheira (acumulada) quando comparado ao F3, com deposição maior no período seco. Com relação a decomposição, durante os primeiros 60 dias, o F1 foi o que apresentou menor taxa de decomposição, contendo um remanescente de 70,16%, seguido do F3 (66,70%) e F2 (66,34%).  Já ao final do experimento, o menor remanescente de material encontrava-se no F1, com (46,88 %), seguido por F2 (47,04%) e F3 (54,44%). A decomposição da serapilheira foi contínua ao longo do tempo, no entanto, se deu de maneira relativamente lenta, com uma taxa de decomposição (K) inferior a 1.  O material acumulado encontra-se em excesso, o que significa que há um grande aporte de serapilheira e uma baixa velocidade de decomposição. O maior contribuinte foi a fração folhas para as três áreas, e os meses de maior e menor aporte foram novembro e junho respectivamente. 


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 049.666.234-13 - ALAN CAUÊ DE HOLANDA - UFERSA
Interno - 2087827 - MALCON DO PRADO COSTA
Externo à Instituição - ALLYSON ROCHA ALVES - UFERSA
Externo à Instituição - JOSE AUGUSTO DA SILVA SANTANA - UFRN
Notícia cadastrada em: 14/09/2019 20:52
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