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Banca de DEFESA: PAULO VICTOR MACIEL DA COSTA

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PAULO VICTOR MACIEL DA COSTA
DATA : 08/05/2024
HORA: 13:00
LOCAL: Videoconferência
TÍTULO:

FORTALECENDO RAÍZES: (I)MOBILIDADE POPULACIONAL E RESILIÊNCIA NO SEMIÁRIDO NORDESTINO


PALAVRAS-CHAVES:

Imobilidade; Resiliência; Políticas Públicas; Cisternas; Semiárido.


PÁGINAS: 195
RESUMO:

Embora o Nordeste seja uma região em que ainda há significativa perda de população, nela também se registra o maior volume de nunca migrantes, especialmente nos municípios do interior. Segundo o Censo Demográfico de 2010, cerca de 10 milhões de pessoas residentes no Semiárido Setentrional, o equivalente a 70,3% da população total, nunca haviam empreendido a migração da ou na região. Isso mostra que a imobilidade no Semiárido é maior do que se imagina, o que pode evidenciar que a capacidade de migrar não está disponível para todos, por exigir um nível mínimo de capital humano, social e físico, como também pode refletir uma estrutura de resiliência desenvolvida no local de nascimento. A primeira explicação tende para a perspectiva de vulnerabilidade de uma população que não migra mesmo estando exposta a riscos, configurando uma “população presa”. A outra, por outro lado, tende para a perspectiva de que outras estratégias de adaptação podem ser mais importantes em relação à migração. Nesse sentido, elementos como complementação da renda da família e segurança hídrica, seja para o consumo ou para a produção, podem desempenhar, conjuntamente, o papel de tornar a população resiliente, principalmente a que reside no campo, onde as condições são mais áridas, não só da perspectiva ambiental, mas também socioeconômica. É primordial para essa resiliência o papel que as instituições desempenham. A gestão adaptativa por parte destas deve considerar tanto o enfoque social quanto ecológico, aspectos que, no contexto do Semiárido, são identificados no Programa Cisternas, referência mundial na busca por aumentar a segurança hídrica e alimentar, além do baixo impacto ao ecossistema. Diante disso, indaga-se: como a resiliência contribui para a imobilidade no Semiárido Setentrional? Mais especificamente, cabe ainda perguntar: a imobilidade populacional está relacionada ao acesso as cisternas? Questões individuais e familiares, ligadas ao ciclo de vida, e institucionais estão relacionadas a imobilidade do sertanejo? Qual o impacto do Programa Cisternas junto a outros programas sociais na resiliência sertaneja? Além da bibliografia pesquisada, para ajudar a responder tais questões foram adotadas como principais fontes de informação tanto bases de dados de caráter transversal, como os Censos Demográficos (2000 e 2010), quanto longitudinal, como a Coorte dos 100 Milhões de Brasileiros do CIDACS (Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para a Saúde) da Fiocruz Bahia. As referidas perguntas nortearam os ensaios que compõem esta tese e dão sustentação a visão de que o sertão não é só vulnerável, mas também resiliente. Dada a sua vivência e experiência com a lida no sertão “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”, mas segue necessitando de políticas sociais que potencializem sua força, diante de desvantagens sociais que se mantêm, bem como de inseguranças que se tornam pronunciadas com as mudanças climáticas.


MEMBROS DA BANCA:
Interno - 1422122 - JÁRVIS CAMPOS
Interno - 1880578 - RICARDO OJIMA
Interna - ***.649.538-** - SILVANA NUNES DE QUEIROZ - URCA
Externa à Instituição - FLÁVIA MARIA GALIZONI
Externo à Instituição - PAULO DE MARTINO JANNUZZI
Notícia cadastrada em: 03/05/2024 15:49
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