Banca de DEFESA: ANTONIO FELIPE DE PAULA JUNIOR

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANTONIO FELIPE DE PAULA JUNIOR
DATA : 01/06/2017
HORA: 14:00
LOCAL: Sala 4 da Escola de Ciência e Tecnologia.
TÍTULO:

VARIABILIDADE CLIMÁTICA E IMPACTOS SOBRE A PRODUÇÃO DE SAL MARINHO NO RIO GRANDE DO NORTE/BRASIL


PALAVRAS-CHAVES:

Condições climáticas, El Niño, La Niña, Receita de vendas, Variabilidade.


PÁGINAS: 75
RESUMO:

A produção de sal marinho no Rio Grande do Norte contribui significativamente para o desenvolvimento econômico e social do estado, por meio de geração de empregos, rendas e tributos pagos aos cofres públicos. Dependente de condições climáticas adequadas, melhores desempenhos para essa atividade são observados em regiões de latitudes baixas, caracterizadas por temperaturas elevadas e ventos constantes, além de baixo volume de precipitação. Assim, sendo a produção de sal marinho dependente de condições climáticas, analisar, estatisticamente, as influências que o clima, suas variabilidades e mudanças exercem sobre a produção desse mineral, foi o objetivo principal dessa tese. Para isso, a tese foi dividida em quatro artigos. No artigo primeiro, o objetivo principal foi analisar a correlação entre essas variáveis climáticas e a produção de sal marinho, bem como estimar a intensidade com que varia o volume desse mineral em consequências de mudanças climáticas, no município de Macau-RN. Os resultados mostraram correlações positivas entre o volume de produção de sal marinho com a temperatura, horas de insolação, evaporação e velocidade do vento e, correlações negativas com a precipitação e umidade relativa. Em relação às mudanças climáticas constatou-se aumento no volume de sal marinho pelos quatro cenários de mudanças climáticas previstas pelo IPCC no município de Macau-RN, sendo que o melhor cenário para a indústria de sal por evaporação solar é o RCP8.5. No artigo dois, o objetivo principal foi analisar a influência do ENSO sobre a produção de sal marinho no RN. Os resultados mostraram associações positivas e estatisticamente significativas do fenômeno El Niño com a produção de sal marinho. Em relação ao fenômeno La Niña, os resultados não mostraram associações estatisticamente significativas desse fenômeno com a produção de sal marinho no RN. No artigo três, o objetivo principal foi estimar o impacto das mudanças climáticas sobre o volume produzido de sal marinho no Rio Grande do Norte. Os resultados mostraram impactos positivos sobre o volume produzido de sal marinho pelos quatro cenários de mudanças climáticas. Para o cenário com menos emissão de gás carbônico, o impacto positivo, em relação à média do período estudado, será de 9,1227% por ano, enquanto que pelo cenário de emissão acelerada de gás carbônico, o impacto positivo será de 16,5350% por ano. No artigo quatro, o objetivo principal foi estimar o impacto econômico das mudanças climáticas sobre a produção de sal marinho. Os resultados mostraram que as mudanças climáticas irão proporcionar impactos positivos sobre as receitas de vendas das indústrias de sal marino no RN, em qualquer cenário de mudanças climáticas, variando o aumento médio anual sobre essas receitas de vendas de 9,1227% pelo cenário RCP2.6 a 16,5350% pelo cenário RCP8.5, sendo possível afirmar que as mudanças climáticas projetadas pelo IPCC irão impactar positivamente a produção de sal marinho.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1914304 - KELLEN CARLA LIMA
Interno - 1858120 - DAVID MENDES
Interno - 350691 - MARIA HELENA CONSTANTINO SPYRIDES
Interno - 1164414 - WEBER ANDRADE GONCALVES
Externo à Instituição - FÁBIO PERDIGÃO VASCONCELOS - UECE
Externo à Instituição - IDEMAURO ANTONIO RODRIGUES DE LARA - USP
Notícia cadastrada em: 29/05/2017 16:29
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