Banca de QUALIFICAÇÃO: PATRÍCIA DE SOUZA NUNES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PATRÍCIA DE SOUZA NUNES
DATA : 25/09/2018
HORA: 14:00
LOCAL: A DEFINIR
TÍTULO:

O CORPO FEMININO NA CENA PÚBLICA EM NATAL/RN:

DA PUBLICIZAÇÃO DE IMAGENS HEGEMÔNICAS ÀS IMAGENS DISCORDANTES


PALAVRAS-CHAVES:

Estudos da mídia. Publicidade. Gênero. Mulher. Corpo.

 

PÁGINAS: 107
RESUMO:

Esta pesquisa objetiva estudar as imagens do corpo feminino na cena pública em Natal, capital do Rio Grande do Norte, observando as reiterações e variações das imagens hegemônicas para saber como se manifestam as vozes que discordam ou que resistem à publicização das imagens de submissão da mulher e de exploração do corpo feminino. Considero que as expressões em grafismos e pixações do feminino são a manifestação de um incômodo e a demonstração de que essas vozes não têm espaços de manifestação institucionalizados. Utilizo como procedimento metodológico a realização de incursões a campo pelos principais corredores da cidade, através do qual se constituiu um corpus formado por imagens expostas em outdoors e as intervenções em grafismo e pixações veiculados nos muros, placas e fachadas. Como fundamentação teórica, utilizo os conceitos e procedimentos analíticos da Semiótica da Cultura (BYSTRINA; 1995; BAITELLO JUNIOR; 2014; FLUSSER, 2007), dialogando com  autores que discutem movimentos sociais, questões de gênero e sexualidade, história das mulheres e feminismo (BEAUVOIR, 2016; BUTLER, 2017; SAFFIOTI, 1979; SARTI, 2001; SCOTT, 1995; BOURDIEU, 2017; FOUCAULT, 1988); o corpo como mídia, como linguagem que se utiliza do corpo como signo (SANTAELLA, 2004; SANT’ANA, 2001); que tratam das imagens, estetização e moda (BARTHES, 1984; E LIPOVETSKY, 2009); das imagens do feminino na publicidade (BAUDRILLARD, 1996; BERGER, 2000); e que discutem grafismos e pixações como textos urbanos (SILVA, 2008; ROCHA, 1992). Como resultado preliminar, proponho que o corpo feminino é hegemonicamente apresentado na cena pública conforme os padrões estéticos de subalternidade e objetificação – tal objetificação do corpo que é criticada nos estudos de comunicação e gênero, que questiona uma publicidade que abranja a diversidade. E que os grafismos e pixações são expressões fixadas nas superfícies e equipamentos da cidade que manifestam discordância em relação às imagens femininas estereotipadas e à objetificação do corpo da mulher.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 6348127 - JOSIMEY COSTA DA SILVA
Interno - 1460107 - KENIA BEATRIZ FERREIRA MAIA
Externo à Instituição - FREDERICO AUGUSTO TAVARES JUNIOR - UFRJ
Notícia cadastrada em: 02/09/2018 08:54
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