PGE/CB PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA CENTRO DE BIOCIÊNCIAS Telefone/Ramal: (84) 3342-2334/401 https://posgraduacao.ufrn.br/pge

Banca de QUALIFICAÇÃO: DIOGO ALEXANDRE DE SOUZA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : DIOGO ALEXANDRE DE SOUZA
DATA : 24/02/2025
HORA: 09:30
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

Conservação, ecologia espacial e manejo do peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis)


PALAVRAS-CHAVES:

caça; mamífero aquático; telemetria; translocação; unidades de conservação


PÁGINAS: 115
RESUMO:

Os ecossistemas aquáticos Amazônicos vem sofrendo alterações drásticas em larga escala por conta das atividades humanas. Nossa capacidade de prever as respostas dos organismos a essas mudanças para elaborar estratégias de conservação, dependerá do entendimento sobre os padrões de movimento das espécies. No caso do peixe-boi da Amazônia (Trichechus inunguis), o maior mamífero aquático da região e o único sirênio exclusivo de água doce, o efeito da paisagem sobre o comportamento e uso do habitat da espécie ainda é pouco compreendido. T. inunguis têm sido alvo da caça de subsistência e comercial há séculos, e a translocação para a natureza de indivíduos reabilitados, têm surgido como uma estratégia para apoiar a conservação desta espécie endêmica e vulnerável. O objetivo geral da tese é verificar como o ordenamento territorial e os arranjos comunitários locais influenciam na conservação de T. inunguis no rio Purus, Amazônia Central, e testar o efeito de fatores ambientais, antrópicos e da paisagem no comportamento e no uso do espaço pela espécie. Além disso, analisa os desafios e avanços na translocação de T. inunguis para a natureza. No capítulo 1, o Conhecimento Ecológico Local (CEL) de 104 conhecedores de peixe-boi entrevistados em 30 comunidades ribeirinhas em duas Unidades de Conservação e seu entorno, foi utilizado para identificar os fatores socioecológicos que afetam a conservação da espécie. A captura acidental do peixeboi em redes de pesca e as secas extremas ocasionadas por eventos climáticos severos na Amazônia, foram as principais causas de mortalidade da espécie. Contudo, os arranjos de conservação de base comunitária (co-manejo pesqueiro) influenciou positivamente a atitude dos pescadores. O capítulo 2 investigou o uso do espaço de peixes-bois soltos no rio Purus e monitorados por telemetria VHF. As análises preliminares de 4.464 localizações coletadas no tempo médio de monitoramento de 427 ± 210 dias/peixe-boi, indicam a influência do pulso de inundação nos movimentos diários mas não no uso do habitat da espécie, corroborando o CEL. O capítulo 3 apresenta uma revisão bibliométrica e análise de bancos de dados sobre translocações de peixe-boi da Amazônia, para abordar os desafios e avanços desta estratégia de conservação. Entre 2000 e 2024, 119 peixes-bois foram soltos na natureza, com aumento significativo dessas iniciativas após o ano de 2015 (75,5%). Entretanto, a limitada literatura cientí- fica sobre o tema e a ausência de dados do sucesso ou falha na adaptação dos animais, dificulta a construção de protocolos de manejo mais robustos para a espécie. Nossos resultados buscam subsidiar comunidades locais, gestores e instituições de pesquisa na construção coletiva de estratégias e políticas de gestão em larga escala visando a conservação desse mega herbívoro carismático.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - DELMA NATALY CASTELBLANCO-MARTÍNEZ
Externa à Instituição - SANNIE MUNIZ BRUM
Presidente - 1718346 - EDUARDO MARTINS VENTICINQUE
Notícia cadastrada em: 12/02/2025 19:30
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