PGE/CB PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ECOLOGIA CENTRO DE BIOCIÊNCIAS Telefone/Ramal: (84) 3342-2334/401 https://posgraduacao.ufrn.br/pge

Banca de QUALIFICAÇÃO: ANDRÉ ALVES REIS SILVA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANDRÉ ALVES REIS SILVA
DATA : 12/12/2024
HORA: 09:00
LOCAL: SALA DE REUNIÕES DO DECOL
TÍTULO:

COMPORTAMENTO E PADROES DE USO POR AVES MARINHAS EM UMA ILHA OCEANICA BRASILEIRA


PALAVRAS-CHAVES:

aves marinhas; comportamento; atobá-marrom (Sula leucogaster); Fernando de Noronha; diversidade; atividade de voo


PÁGINAS: 43
RESUMO:

As aves marinhas, predadoras de topo na cadeia alimentar, apresentam ampla distribuição global e capacidade de flexibilidade comportamental, ajustando suas estratégias de forrageio conforme fatores abióticos e a disponibilidade de presas. No Brasil, ilhas oceânicas como o Arquipélago de Fernando de Noronha são importantes áreas de reprodução, descanso e alimentação. Noronha destaca-se por sua biodiversidade, abrigando espécies como o tesourão (Fregata magnificens), atobás (Sula sp.) e viuvinhas (Anous sp.). No primeiro capítulo, investigamos o comportamento do atobá-marrom (Sula leucogaster) em Fernando de Noronha, considerando variações espaciais, diurnas (7h, 9h, 11h, 15h, 17h) e sazonais (chuvoso e seco). Utilizando as técnicas de animal focal e varreduras, registramos comportamentos como forrageio, repouso, interações e passagem. Observamos maior frequência de busca ativa (BAT) no período seco e repouso em pedras (RPE) no período chuvoso. A atividade alimentar predominou no mês seco, pela manhã e na região do mar de fora, enquanto o repouso ocorreu no mar de dentro, no período chuvoso, especialmente ao entardecer. No segundo capítulo, avaliamos a composição da comunidade de aves marinhas em voo na ilha principal, considerando horários, sazonalidade e espacialidade. Identificamos maior diversidade na estação seca, especialmente no mar de fora pela manhã e em condições de ausência de swell. O mar de dentro apresentou maior variabilidade entre manhã e tarde, destacando diferenças sazonais. Os resultados evidenciam a forte influência da sazonalidade e da variação diurna no comportamento do atobá-marrom e na composição das aves marinhas em Fernando de Noronha. O período seco favorece maior atividade alimentar e diversidade, especialmente no mar de fora, enquanto o período chuvoso intensifica comportamentos de repouso no mar de dentro. Essas informações reforçam a importância de estratégias de manejo que considerem a variabilidade temporal e espacial, contribuindo para a conservação dessas espécies e de seus habitats.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1378974 - LIANA DE FIGUEIREDO MENDES
Externo à Instituição - MARCELO CÂMARA RODRIGUES
Interno - 1439088 - MAURO PICHORIM
Notícia cadastrada em: 03/12/2024 10:48
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