Banca de DEFESA: CAROLINA TEIXEIRA PUPPIN GONÇALVES

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : CAROLINA TEIXEIRA PUPPIN GONÇALVES
DATA : 30/06/2020
HORA: 08:00
LOCAL: Defesa online no sítio: https://www.youtube.com/watch?v=mCEHzvxTS9o
TÍTULO:

FLORAÇÕES DE MACROALGAS E SEUS EFEITOS SOBRE A PESCA E MACROFAUNA EM UMA REGIÃO NEOTROPICAL


PALAVRAS-CHAVES:

Ulva lactuca; eutrofização; estuários hipersalinos; metais; conhecimento ecológico local; pesca artesanal; camarões; invertebrados bentônicos


PÁGINAS: 134
RESUMO:

As macroalgas exercem importantes funções ecossistêmicas que as fazem ser essenciais à aos ecossistemas aquáticos: contribuem para a produtividade primária, geram ambientes complexos para abrigo de espécies, são base alimentar de diversos organismos, fornecem superfície de assentamento para animais e atuam na ciclagem de nutrientes. Entretanto, alterações ambientais relacionadas às atividades antrópicas vêm causando o enriquecimento dos corpos hídricos por nutrientes, promovendo a eutrofização dos ecossistemas. Ambientes eutrofizados, ricos em nutrientes favorecem a proliferação maciça de algas, conhecidas por florações. As florações podem causar drásticos impactos sobre os ecossistemas a partir da depleção de oxigênio e liberação de toxinas, impactando consequentemente questões de cunho social e econômico. Nesta tese, buscamos avaliar de forma ampla os impactos causados pelas florações de macroalgas, abrangendo os aspectos ambientais, sociais e econômicos. No primeiro capítulo, avaliamos as florações de Ulva lactuca em um estuário hipersalino do litoral semiárido. A partir da avaliação da abundância de macroalgas e variáveis físico-químicas, pudemos verificar que as macroalgas exibem maior abundância durante períodos de seca, estabelecendo maiores concentrações à montante do estuário. O período seco é compatível com menor hidrodinamismo dos corpos hídricos, menor turbidez e maior concentração de nutrientes, fatores que favorecem o desenvolvimento algal. No segundo capítulo, objetivamos sugerir formas de aproveitamento das biomassas de U. lactuca, sendo portanto necessária a avaliação da concentração de metais nos tecidos das macroalgas.  As macroalgas concentraram metais acima do permitido por lei para aproveitamentos associados à alimentação humana e animal e adubação, porém reusos voltados para biofiltros, biomanipulação e biocombustíveis são indicados. No terceiro capítulo, procuramos melhor entender os impactos das florações de U. lactuca sobre a pesca a partir do conhecimento ecológico local dos pescadores. Nossos resultados indicam que as florações ocorrem principalmente durante o período seco nas regiões estuarianas. A atividade de pesca foi impactada negativamente quando relacionada a apetrechos de rede, e os peixes foram os pescados mais impactados. Por fim, no quarto capítulo, avaliamos os impactos das macroalgas sobre os camarões de importância econômica e demais invertebrados bentônicos da pesca de arrasto artesanal em duas zonas climáticas distintas: zona tropical e zona seca. A zona seca exibiu biomassa algal extremamente superior à zona tropical. A última, porém, exibiu maior produtividade de camarões. Os índices de diversidade dos camarões se relacionaram negativamente com a riqueza de algas, indicando que os bancos algais em geral são evitados pelas espécies. A densidade da macrofauna bentônica, por outro lado, exibiu relação positiva com a biomassa de macroalgas. Entretanto, ao se avaliar as relações por espécie, as influências se mostraram positivas e negativas a depender da dieta e habitat dos organismos. 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CARLOS EDUARDO ROCHA DUARTE ALENCAR - URCA
Interna - 1279472 - ELIANE MARINHO SORIANO
Presidente - 1545394 - FULVIO AURELIO DE MORAIS FREIRE
Externo à Instituição - TIEGO LUIZ DE ARAÚJO COSTA - IDEMA
Externo à Instituição - VINICIUS PERUZZI DE OLIVEIRA - UFRJ
Notícia cadastrada em: 29/06/2020 21:27
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