Banca de DEFESA: EVILANE CASSIA DE FARIAS

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : EVILANE CASSIA DE FARIAS
DATA : 28/03/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Auditório do CTEC
TÍTULO:

Avaliação da durabilidade frente ao ataque combinado de CO2 e Cl ̄ em concretos autoadensáveis com elevados teores de resíduo da biomassa da cana-de-açúcar e metacaulim


PALAVRAS-CHAVES:

Concreto autoadensável, resíduo da biomassa da cana-de-
açúcar, metacaulim, íons cloreto, carbonatação, durabilidade.


PÁGINAS: 173
RESUMO:

O concreto autoadensável (CAA) com baixo consumo de cimento é uma
alternativa de produzir concretos que agridam menos o meio ambiente. As
pozolanas comerciais, como o metacaulim (MK), e os resíduos agroindustriais,
por exemplo o resíduo da biomassa da cana-de-açúcar (RBC), podem ser
usados em benefício da sustentabilidade, associado à possibilidade de manter,
ou melhorar, as propriedades reológicas, mecânicas e de durabilidade do CAA.
Dentre os mecanismos de degradação do concreto, os principais causadores
de corrosão é o ataque por carbonatação e o ataque por íons cloreto. Desse
modo, o presente trabalho tem como objetivo analisar o desempenho de
concretos autoadensáveis com altos teores de MK e RBC submetidos à ação
independente e combinada de carbonatação (CO2) e íons cloreto (Cl ̄
). O
ataque por CO2 se deu de forma acelerada através de uma câmara de

carbonatação e a exposição aos íons cloreto foi feita através de ciclos de
molhagem e secagem. Para tal, foram analisados CAAs com substituição
parcial do cimento em percentuais de até 50%, sendo executados cinco traços:
um de referência apenas com cimento, outro com 30% de RBC, o terceiro com
20% de RBC e 20% de metacaulim, o quarto com 30% de RBC e 10% de
metacaulim, e, o último, com 30% de RBC e 20% de metacaulim.
Posteriormente, foram avaliadas as propriedades dos CAAs no estado fresco
para atestar os critérios de autoadensabilidade preconizados pela NBR 15823
(ABNT, 2017). No estado endurecido, foram realizados os ensaios de
resistência à compressão, profundidade de penetração de CO2, profundidade
de Cl-
, difusão de íons cloreto pelo método não estacionário, velocidade de
pulso ultrassônico, resistividade elétrica, potencial de corrosão, absorção de
água por capilaridade e índices físicos. Os resultados evidenciaram ser
possível produzir concretos autoadensáveis com baixos consumos de cimento
utilizando RBC e MK e com resistências acima de 40 MPa. O mal desempenho
frente a carbonatação dos CAAs com adições minerais pode ser mitigado com
o aumento da espessura de cobrimento. Por outro lado, quando expostos a
cloreto, os concretos com materiais suplementares cimentícios apresentam
melhor desempenho. A presença de cloreto livre nas amostras de CAAs
provoca uma menor frente de carbonatação. O ataque por Cl- acontece de
forma bem mais severa do que a carbonatação. Por fim, dos ambientes
agressivos analisados, a situação combinada de carbonatação e cloreto foi a
que provocou a maior prejuízo em relação a corrosão da armadura.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANA CECILIA VIEIRA DA NOBREGA - UFPE
Externo à Instituição - GIVANILDO ALVES DE AZEREDO - UFPB
Interna - 1717461 - LUCIANA DE FIGUEIREDO LOPES LUCENA
Presidente - 022.621.844-96 - MARCOS ALYSSANDRO SOARES DOS ANJOS - IFRN
Externa ao Programa - 1507841 - MARIA DAS VITORIAS VIEIRA ALMEIDA DE SA
Notícia cadastrada em: 28/03/2019 13:32
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