Banca de DEFESA: NATHALY SANTANA LEAL DE SOUZA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : NATHALY SANTANA LEAL DE SOUZA
DATA : 28/03/2019
HORA: 09:00
LOCAL: Auditório do CTEC
TÍTULO:

Desenvolvimento de agregados leves a partir de resíduos industriais e matérias-
primas locais (Nordeste/Brasil)


PALAVRAS-CHAVES:

Agregados leves artificiais, sinterização de resíduos, cinza do bagaço
da cana-de-açúcar (CBC), resíduo de corte de pedras ornamentais (RCPO), microscopia
de varredura eletrônica (MEV).


PÁGINAS: 148
RESUMO:

Agregados leves podem ser classificados como naturais, por exemplo, pedra-pomes e
tufo vulcânico, e, artificiais, produzidos a partir de argila, de vermiculita, de escória e de
resíduos industriais. São materiais granulares com estrutura porosa utilizados em
diversas aplicações como isolantes térmico-acústicos e em concretos leves, por
exemplo. O agregado leve mais tradicional é a argila expandida, fabricada no Brasil
desde 1968, no Estado de São Paulo, cuja produção atualmente permanece concentrada
no Sudeste brasileiro. Alimenta-se assim a hipótese de que o aprofundamento científico
no desenvolvimento de agregados leves utilizando resíduos locais (Rio Grande do
Norte/Região Nordeste/Brasil) possa tornar mais expressiva a utilização de agregados
leves, especialmente em concretos estruturais leves, no Nordeste. Nesse contexto o
estudo visou desenvolver agregados leves inovadores, a partir de resíduos industriais,
agroindustriais e argilas regionais (Nordeste/Brasil), quais sejam: o resíduo da biomassa
da cana-de-açúcar (RBC), com diferentes tipos de beneficiamento, resíduo de corte de
granito e mármore (RGM) e diferentes argilas. Os precursores foram caracterizados a

partir de ensaios de área superficial (BET), granulometria a laser, finura, massas
específica e unitária além das análises térmica (DTA/TG), química (FRX) e
mineralógica (DRX). As misturas estudadas possuem teor de resíduo variando de 0% a
100%, e foram submetidas à sinterização em temperaturas de 1000°C a 1263°C, em
forno mufla. Os agregados produzidos foram analisados a partir da análise de diversas
propriedades: índice de encolhimento na secagem, análise visual, massa específica
aparente, absorção de água, massa unitária, módulo de deformação dos agregados leves,
índice de inchaço, perda de massa, resistência à tração e morfologia (MEV). Registrou-
se diversos agregados com massa específica aparente (MEA) inferiores a 2,00g/cm³,
absorção de água (AA) inferior a 15% e massa unitária (UM) inferior a 0,88g/cm³,
produzidos com ambos resíduos, em especial os produzidos com o resíduo
agroindustrial RBC em teores superiores a 50%, apresentando MEA de 1,39 g/cm³ e AA
de 3%. Já as composições com RGM geraram agregados leves com MEA de 1,56g/cm³,
AA de 8% e MU de 0,85g/cm³, além de apresentarem resistência à tração 4 vezes
superior em relação ao agregado comercializado no Brasil. Concluindo que os resíduos
industriais e agroindustriais locais, associados a argilas locais têm potencial para
produção de agregados leves inovadores com excelentes características técnicas além de
utilizarem na composição resíduos viabilizando uma destinação mais nobre aos
mesmos.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - ANA CECILIA VIEIRA DA NOBREGA - UFPE
Interna - 1717461 - LUCIANA DE FIGUEIREDO LOPES LUCENA
Presidente - 022.621.844-96 - MARCOS ALYSSANDRO SOARES DOS ANJOS - IFRN
Externa ao Programa - 1507841 - MARIA DAS VITORIAS VIEIRA ALMEIDA DE SA
Notícia cadastrada em: 15/03/2019 15:45
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