Banca de DEFESA: ELINETE LUISA LOPES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE: ELINETE LUISA LOPES
DATA: 09/09/2011
HORA: 14:00
LOCAL: CCSA - NEPSA
TÍTULO:

A ELASTICIDADE DA POBREZA EM RELAÇÃO AO CRESCIMENTO E A DESIGUALDADE NO NORDESTE RURAL BRASILEIRO, DE 1995 A 2009: uma análise comparativa de metodologias.


PALAVRAS-CHAVES:
Pobreza rural; crescimento e desigualdade de renda.

PÁGINAS: 108
GRANDE ÁREA: Ciências Sociais Aplicadas
ÁREA: Economia
SUBÁREA: Economia do Bem-Estar Social
ESPECIALIDADE: Economia dos Programas de Bem-Estar Social
RESUMO:

A pobreza é, ainda hoje, um problema presente em diversos países, essencialmente em países considerados, em desenvolvimento. No caso Brasileiro, a pobreza tem-se concentrado em regiões menos desenvolvidas economicamente, como o Nordeste, sendo ainda mais marcante no setor rural. Fato que, em 1999 a proporção da população pobre no Nordeste, 44,4%, era superior à do Brasil de 27,8%; desta, 46,1% faziam parte da população rural. Apesar, da tendência de longo prazo, de declínio da pobreza nas regiões brasileiras e da renda per-capita do Nordeste ter crescido mais do que a do país, a representação da região Nordeste no total de pobres do Brasil tem-se apresentado estável (de 1991 para 2000 a pobreza do NE passa de 48,4% para 48,5 da pobreza brasileira). Tal fato, pode estar indicando a existência de uma perversa distribuição de renda, apontada como uma importante “vilã”. Neste contexto, considerar-se-à a afirmação de Bourguignon (2004) de que a redução da pobreza é plenamente determinada pela taxa de crescimento da renda da população e pela mudança na distribuição de renda. Nesse sentido, este trabalho objetiva analisar como o crescimento da renda média e da mudança na desigualdade na distribuição dos rendimentos têm impactado a pobreza rural do Nordeste, no período de 1995 a 2009. Sob uma abordagem convencional, obtida em Duclos e Araar (2006), e sob a suposição de log-normalidade da renda per-capita, exposta em Bourguignon (2002) e Hoffmann (2005), são calculadas as elasticidades crescimento e desigualdade da pobreza para as medidas de pobreza FGT com o intuito de observar o comportamento da sensibilidade da pobreza à variação na renda média domiciliar e à variação na distribuição de renda/índice de Gini. Em complementaridade, decompõe-se as variações nas medidas de pobreza (proporções de pobres) entre os componentes crescimento e distribuição (proposta inicialmente por Datt e Ravallion, 1992) para avaliar o peso do efeito da mudança da renda e do efeito da mudança da desigualdade sobre a mudança da pobreza. No que concerne a estimação da pobreza e das elasticidades-crescimento e elasticidades-desigualdade pelas duas metodologias aplicadas neste trabalho - sob a suposição de lognormalidade da distribuição dos rendimentos e sob as medidas FGT convencionais - apesar de não resultarem em valores idênticos, corroboram para os mesmo resultados, ou seja, o declínio no longo prazo da pobreza rural nordestina de 1995 à 2009 e a maior sensibilidade da pobreza rural nordestina, verificada nesse mesmo período, ao crescimento da renda e à mudança na desigualdade. Essa primeira constatação não é uma nova tendência da pobreza rural nordestina, mas um movimento identificado desde a década de 1970 por Rocha (2006) e vem reforçar os indicadores obtidos em outros estudos como Grossi, Silva e Takagi (2001), Silva Júnior e Sampaio (2005), Sachs (2007), Silveira Neto (2005). Quanto ao peso do crescimento e da mudança da desigualdade na mudança da pobreza rural do nordeste identificou-se que a maior parte da queda da pobreza rural está associada ao crescimento da renda média. Esse resultado coincide aos resultados encontrados por kraay (2005) para um grupo de países.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 388012 - JORGE LUIZ MARIANO DA SILVA
Interno - 1474874 - JANAINA DA SILVA ALVES
Externo à Instituição - ERIK ALENCAR DE FIGUEIREDO - UFPB
Notícia cadastrada em: 29/08/2011 17:33
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