Banca de DEFESA: EMANUELLA DE CASTRO MARCOLINO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : EMANUELLA DE CASTRO MARCOLINO
DATA : 06/12/2019
HORA: 14:00
LOCAL: Departamento de Enfermagem
TÍTULO:

ABORDAGEM DO ENFERMEIRO (A) ÀS CRIANÇAS E ADOLESCENTES EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA: uma análise dos três níveis de atenção à saúde.


PALAVRAS-CHAVES:

Enfermeiras e enfermeiros; Prática profissional; Violência; Criança; Adolescente; Enfermagem Forense.


PÁGINAS: 290
RESUMO:

Objetivou-se analisar a abordagem do enfermeiro (a) crianças e adolescentes em situação de violência nos três níveis de atenção à saúde embasada na linha de cuidado à criança e adolescente em situação de violência. Estudo analítico com abordagem qualitativa, realizado no município de Campina Grande, Paraíba, em serviços de saúde de atenção primária, secundária e terciária que assistem a crianças e adolescentes em situação de violência. Aprovado pelo CEP/UFRN, Parecer: 2.456.493, CAEE: 80006417.2.0000.5537. A amostra constituiu-se por 76 enfermeiros distribuídos: na atenção primária, atuantes na Estratégia Saúde da Família; na atenção secundária, em um hospital municipal de assistência à criança e ao adolescente nos setores de acolhimento, sala vermelha e enfermaria pediátrica; na atenção terciária, os enfermeiros do acolhimento, sala vermelha, observação pediátrica, enfermaria pediátrica e unidade de terapia intensiva pediátrica de um hospital de referência para traumas. Coletou-se os dados através de formulário sociodemográfico e entrevistas individuais semiestruturadas gravadas e transcritas. Os dados coletados foram analisados pelo software IRAMUTEQ por meio da Classificação Hierárquica Descendente, Análise de Similitude e Nuvem de palavras. Na Atenção Básica obteve-se, a partir das classes da análise lexicográfica, cinco categorias denominadas: Categoria I (Classe 1)-Vivência e identificação pelo enfermeiro das situações de violência com crianças e adolescentes; Categoria II (Classe 4)-O contexto familiar e a violência; Categoria 3 (Classe 5)-Ações de promoção da saúde pelo enfermeiro; Categoria IV (Classe 3)-Equipe multiprofissional e serviços da rede de atenção como suporte para a abordagem do enfermeiro; Categoria V (Classe 2)-Capacitação e atuação do enfermeiro frente à vítima de violência. Na Atenção Secundária emergiram cinco categorias definidas como: Categoria I (Classe 1)-Condutas direcionadas a criança e adolescente vítima de violência no serviço de média complexidade; Categoria II (Classe 4)-Escopo da média complexidade e ações do enfermeiro; Categoria III (Classe 5)-Capacitação e o modo do enfermeiro lidar com as vítimas de violência; Categoria IV (Classe 3)-Percepção do enfermeiro sobre o contexto familiar e a vítima; Categoria V (Classe 2)-Identificação da violência contra crianças e adolescentes pelo enfermeiro por meio da consulta de enfermagem; e para a Atenção Terciária os dados produziram seis categoria nomeadas: Categoria I (Classe 1)-Acolhimento, notificação e seguimento dos casos de violência; Categoria II (Classe 5)-Consulta de Enfermagem: sinais de identificação da violência; Categoria III (Classe 6)-Relação do enfermeiro com o familiar; Categoria IV (Classe 4)-Capacitação do enfermeiro para abordagem de crianças e adolescentes vítimas de violência; Categoria V (Classe 2)-Especificidades dos setores de atendimento no serviço de alta complexidade; Categoria IV (Classe 3)-Serviço de saúde de alta complexidade como referência para situações de violência. A análise dos três níveis de atenção à saúde permitiu identificar fragilidades na abordagem do enfermeiro a crianças e adolescentes em situação de violência quanto ao conhecimento técnico científico na graduação ou capacitações, na identificação dos casos de violência, nas relações com vítimas e familiares, na articulação multidisciplinar e intersetorial e nas definições dos fluxos internos de cada nível de atenção. Conclui-se que a abordagem do enfermeiro a crianças e adolescentes em situação de violência necessita de qualificação por meio de formação profissional específica, definição de fluxos e protocolos, articulação com a rede de proteção e avanço da Enfermagem Forense para uma prática avançada do enfermeiro às vítimas de violência.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 396864 - FRANCISCO ARNOLDO NUNES DE MIRANDA
Externo à Instituição - FRANCISCO DE SALES CLEMENTINO - UFCG
Externo ao Programa - 1161810 - GILSON DE VASCONCELOS TORRES
Interna - 3168491 - NILBA LIMA DE SOUZA
Externa à Instituição - RAFAELLA QUEIROGA SOUTO - UFPB
Notícia cadastrada em: 05/11/2019 15:02
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