Banca de DEFESA: STEPHANE LOUISE VASCONCELOS DAMASCENO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : STEPHANE LOUISE VASCONCELOS DAMASCENO
DATA : 22/03/2019
HORA: 15:00
LOCAL: Sala 38 D
TÍTULO:

REFLEXÕES ACERCA DE UMA DRAMATURGIA DA “CARA PINTADA”


PALAVRAS-CHAVES:

Teatro; Dramaturgia; Caracterização; Maquiagem teatral; Imagem.


PÁGINAS: 163
RESUMO:

As reflexões que fazemos em torno de uma dramaturgia da “cara pintada” assentam-se na área das Artes Cênicas, como um estudo teatral alinhado à perspectiva de um teatro que compreenda a imagem e o corpo para além do entendimento que tivemos na modernidade, ou seja, compreendemos o corpo como percepção e sentido e a imagem, como um dispositivo e uma presença. Para tanto, fazemos uso da percepção, aos moldes da fenomenologia (Merleau-Ponty, 1996); da experiência como método de produção de conhecimento (Larossa, 2002) e da dramaturgia como tessitura da teatralidade (Pavis, 1999; 2003; 2017), a partir de uma semiologia (Barthes, 1987; 2007) do mundo contemporâneo. Isso, porque reconhecemos a “pintura da cara” como um fenômeno que está para além da compreensão da maquiagem enquanto tecnologia de cena ou aparato visual ou técnica cenográfica ou, mesmo, estética da composição plástica da personagem. O presente trabalho considera a “cara pintada” um dos momentos mais significativos da criação teatral contemporânea, apresentando-a como uma possível solução para o problema da maquiagem como uma poética da cena. Partimos da investigação do ato de pintar-se como poética do sujeito para discutir a importância da pintura da cara enquanto elemento civilizatório humano. Para tal, organizamos uma breve “cosmogonia” acerca das narrativas que estes constroem através de suas pinturas para construir significados na sociedade em que estão inseridos, através de um “sistema da linguagem” que se organiza na “figura” através da pintura. A partir daí, buscamos: a) investigar a “experiência” da pintura do rosto, e dos aspectos de seu uso na cena teatral, como um fenômeno dramatúrgico; b) discutir a pintura da cara (maquiagem em seu sentido mais amplo) como elemento conceitual da teatralidade; c) analisar os fenômenos de composição da cara pintada na prática de actantes e d) realizar, a partir da experiência destes actantes, uma síntese conceitual da cara pintada enquanto rito poético para a cena.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3230406 - JOSE SAVIO OLIVEIRA DE ARAUJO
Interno - 1149574 - JEFFERSON FERNANDES ALVES
Externa à Instituição - ADRIANA VAZ RAMOS - USP
Notícia cadastrada em: 15/03/2019 08:47
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